Hi quest ,  welcome  |  sign in  |  registered now  |  need help ?

Facebook


Nasceu Jesus!

Written By Tiago Lacerda on sábado, 25 de dezembro de 2010 | 25.12.10


O anjo Gabriel mandara-me a mensagem logo de manhã para o meu 91: “O filho de Deus vai nascer logo à noite numa manjedoura. Se me pagares bem digo-te qual é. Ah, e quero ser uma fonte protegida. Jokinhas.”. Cumpri a minha parte do acordo. Assim que Gabriel me disse a localização da manjedoura (que é só uma forma gira de dizer “buraco nojento e asqueroso”) empalei-o, embalsamei-o e hoje é uma fonte protegida que deita água da sua santa pilinha. A abelha falante que diz ser a minha consiência nunca mais dormiu, mas vou acalmando-a com a frase “Se estes gajos podem enganar milhões de pessoas com a história de um senhor barbudo que está sempre a olhar por nós, que nos ama, mas que ainda assim não nos quer violar, então eu também posso dizer a mim próprio que era aquele tipo de fonte que o Gabi queria ser”.
Assim que o assunto do Gabriel ficou tratado voltei a casa, vesti a minha T-shirt mais católica (“Sou pela pedofilia mas acho que deviam melhorar as vossas homilias”), lavei a cabeça, coloquei três preservativos na carteira (com esta gente nunca se sabe...) e pegando nas chaves do meu camelo saí porta fora rumo a Belém. Como sempre o camelo recusou-se a pegar à primeira. Não percebo a relutância dele, a sério, se alguém vos coloca uma chave de metal no rabo não é óbvio que espera que vocês comecem a andar? Depois de muito “puxar o ar” ao camelo, ele lá se decidiu a arrancar. Ao chegar ao quilometro 526 da Duna23 perdi-me. Para mim é incompreensível que o filho de Deus vá, supostamente, nascer e ninguém se tenha preocupado com os acessos. Nem a FIFA cometeria um erro destes! Largos minutos depois lá encontrei uma placa que indicava o caminho para a sinagoga mais próxima. Ora, segundo julgo saber, o José é tão judeu que foi homem o suficiente para cortar tanto o pénis que a Maria teve de recorrer a um dador de esperma. Por isso, se há sitio onde eles podem estar é numa manjeodura que seja perto de uma sinagoga. Disso ou de uma Pita Schoarma. Uma delas há-de ser.
Cheguei a Belém era já noite. Por todo o lado se viam restos de velas do Hanukkah deitadas ao lixo como se fossem simples e triviais objectos que assinalam a data de uma crença tão espatafúrdia como a daqueles gajos que ainda acreditam que o Sporting vai ser campeão (a primeira noticia natalícia irónica é minha, quem diria?!). Cansado e com vontade de fazer xixi, entrei no primeiro buraco resguardado que encontrei e aliviei-me sem sequer olhar. Hoje vejo que foi um erro. Quando os gritos de “Ai que ele está a mijar para cima do filho de Deus!” e “José! Se este senhor for um prostituto, como parece ser devido ao seu enorme pénis, que tu contrataste para satisfazer as tuas fantasias, ficarei um pouco aborrecida contigo”. Tinha encontrado a manjedoura. Era um buraco tão miserável e tão parecido com uma casa de banho pública que ainda hoje penso que cometi um erro legitimo. Claro que o irado e encharcado em urina José não quis ouvir nada disto. Fartou-se de mandar vir comigo, mas eu sinceramente não liguei. Toda a minha atenção estava presa em Jesus. Para filho de Deus era feio, para um filho de judeus estava bem. Mal por mal, se a coisa não funcionar há sempre Auschwitz.
O bebé Jesus era um menino calmo e com aspecto doente. Logo ali naquela noite, que era a primeira do seu nome, vi que não ia ter uma vida longa. A minha aposta era 25 anos, mas ele superou-se e só morreu aos 33. É pena. Se tivesse morrido mais novo poderia ser como aquelas estrelas de rock e ficar para sempre imortalizado no coração dos seus fãs. Assim ficou apenas imortalizado nas acções dos seus fãs (queima de pessoas, inquisição, cruzadas e aquelas coisas agradáveis que se procurarmos bem estão presentes na sua mensagem de “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”).
Depois de pedir desculpa sem cessar ao José, lá fui perdoado e entrei na manjedoura finalmente. O cheiro era tão pestilento que, acreditem ou não, o cheiro da minha urina funcionou ali como um Brise Toque & Fresh. Maria olhava para Jesus embevecida. Tinha ainda o cordão umbilical com ela guardado num frasco “para a pesquisa de células estaminais”. Perguntei-lhe que esperava daquele filho, que vida sonhava ela para aquele rebento. “Só quero que ele seja feliz e que não se meta em confusões”.
Huuuuuui.... Pobre Maria - lembro-me de ter cogitado. “Então se o homem veio para sofrer pelos pecados das pessoas não pode ser feliz, e tem necessariamente de se meter em confusões” disse-lhe eu da maneira mais soft que consegui. Desatou a chorar. Que não, que não era assim, que Deus lhe tinha dito a ela um segredo (“olha, olha a armar-se em irmã Lúcia esta...”, pensei) e que ela só concordara em transportar o Salvador no ventre porque “Deus prometeu que ele viveria para sempre!”.
Cheio de pena de Maria, saí finalmente rumo a casa. Ela foi burlada por um senhor bem falante (com línguas de fogo é mais fácil) e vai sofrer bastante. Até porque ao sair da manjedoura vi, pelo canto do olho, José a deslocar-se de mansinho para ao pé da zona pélvica do burro...
Feliz Natal a todos.*
*As ameaças e injúrias à minha pessoa devem ser feitas através do email do blog. Obrigado.
25.12.10 | 0 comentários

Escândalo: figura artística de renome mundial metida em vidas menos apropriadas

Written By Sérgio Pereira on sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 | 24.12.10


O Jazigo das Notícias sempre em cima do acontecimento. As últimas notícias escabrosas e que não interessam ao menino Jesus sempre neste blog em exclusivo mundial. Actores de filmes de Classe F apanhados com um laço ao pescoço, ex-hoquistas da 3ª divisão regional de Santarém a dar na erva daninha, socialites da Atouguia da Baleia em práticas sado-maso com ostras e estrelas-do-mar, apresentadores do Canal Televendas em excesso de velocidade numa lambreta em pleno kartódromo de Boticas. Isto e muito mais. Hoje: pintor pós-impressionista quase provoca banho de sangue, quase que corta a cabeça, oferece pedaço do seu corpo a uma prostituta e incrivelmente não foi o pénis.
Tudo se passou quando os girassóis descansavam o pescoço e a Lua brilhava sobre o Ródano. Um homem com graves problemas psicológicos, de nome Vincent Van Gogh, ameaçou o seu amigo Paul Gauguin com uma navalha. Gauguin, assustado, fugiu o mais rápido que pôde. “Estive com ele durante pouco mais de dois meses. Ele até pintava umas coisas porreiras, mas era doido varrido. Cheguei a avisar a assistência social dos problemas que o Vince tinha com o absinto, a depressão e a vontade de cortar os pulsos, mas já se sabe que ninguém ajuda ninguém, só se hão-de mexer quando ele se magoar a sério, com uma pistola ou algo que o valha”. O pintor francês ainda estava lívido por todo o acontecimento, e estas foram as únicas palavras em português que lhe consegui sacar. Depois começou a dizer qualquer francesa que envolvia anjos e outras pessoas simpáticas que pululam no Velho Testamento.
Mas a história não acaba aqui. Uma fonte que preferiu não ser identificada, mas que não tenho problema algum em dizer que era aquela velha coscuvilheira de Arles que gosta de acordar à bruta com uma corneta o Frère Jacques, contou-nos que viu Vincent fugir assustado rumo ao bordel da cidade, “um local do Diabo onde o pecado se entranha até aos ossos e causa osteoporose precoce, ou então chatos na púbis”, isto segundo a mesma fonte. Posto isto, o sacrifício teve de ser feito e lá foi este jornalista penitente até ao bordel. Já lá dentro, o meu trabalho foi realizado com dificuldade. É difícil escrever quando enormes seios embatem com uma força desmesurada contra a minha face. Após colocar uma terceira nota de 10 e uma segunda fatia de presunto nas cuecas da profissional do erotismo, lá tive sorte: ela disse que eu tinha a maior genitália que alguma vez tinha visto. Com o ego inchado, era tempo de voltar à tragédia do momento. No momento seguinte a ter mencionado o nome de Van Gogh, um silêncio descomunal instalou-se no edifício. “Esse sacana ludibriou-nos dizendo que era o primeiro filme porno 3D e que iamos ser bem pagas, afinal era mais um tarado de um vendedor de banda desenhada”, foram as palavras furiosas de uma prostituta que me deixou confuso. Após explicar que procurava pelo Van Gogh pintor, elas desculparam-se: “Ah, pensámos que estava a falar do Gran Cock, esse canalha. Sendo assim é falar ali com a Raquel, eles são muito amigos, e por amigos entenda-se desconto de ocasião”. Triste por afinal a história de eu ter um Gran Cock não ser verdade, lá fui falar com Raquel, que ficou tão ou mais amarela que a casa de Van Gogh quando lhe perguntei pela noite passada. “Que dizer? Estava eu muito bem aqui entretida com dois clientes que até pagam bem, e apareceu o Vinnie muito assustado. Entrou logo para a casa-de-banho, pensei que fosse mais algum ataque de gonorréia e que preferisse deixar os vírus aqui que este edifício já está habituado, nada o deita abaixo. Pouco depois saiu da casa-de-banho e entregou-me uma folha de jornal, ao que eu lhe disse “Que estás a fazer, Vinnie? Sou uma prostituta do século XIX, não sei ler!”, e ele respondeu “Guarda isto com cuidado, é a minha prenda de Natal”. Comecei logo a desembrulhar pensando que era algum copo de cristal, mas nem plástico-bolha tinha por isso desconfiei logo. Quando acabei de abrir encontrei um bocado de orelha, olhei para cima e vi a orelha esquerda do Vinnie a sangrar, e como não sabia muito bem o que tinha acontecido, dei-lhe nas orel... dei-lhe uma reprimenda por ter andado outra vez no boxe com o Mike Tyson, mas parece que afinal foi tudo por causa de uma zanga com um amigo. Laricices! Avisei a polícia do sucedido, prestei um serviço grátis para eles acudirem ao caso mais rápido e agora não sei o que se passa. E pronto, é isto. Se me dá licença, vou voltar ao trabalho que já estou a perder dinheiro, esta vagina não se governa sozinha”.
A polícia acudiu logo no dia seguinte, fruto do excelente trabalho de Raquel, e encontrou Van Gogh deitado na cama sem sentidos e com muita perda de sangue. Era óbvio que só havia uma coisa a fazer: apreciar o quadro Camponeses Comendo Batatas bem de perto. Após se chegar à conclusão que a senhora do lado direito tem cara de leitão e a figura do lado esquerdo é um macaco travesti, os oficiais da lei lá chamaram o INEM, que chegou num instante para ficarem maravilhados com o Terraço do Café à Noite, o que lhes fez lembrar que já não apanham uma cadela à um bom par de meses.
Van Gogh encontra-se internado no hospital em estado expressionista. Já os bombeiros do INEM estão com o grão na asa e não deixam dormir o Frère Jacques, o que deixa a velha coscuvilheira com um sorriso de orelha a orelha.
24.12.10 | 0 comentários

História de família com problemas gastrointestinais chega à T

Written By Sérgio Pereira on sábado, 18 de dezembro de 2010 | 18.12.10


Eles são amarelos e prometem revolucionar o mundo. Se não conseguirem, vão pelo menos tentar causar problemas ao vizinho devotamente católico Ned Flanders. A família Simpson e as suas diabruras são a atracção do canal americano FOX para este final do ano de 89. Os criadores da série já traçaram um objectivo bem preciso: sobreviver mais tempo que os programas da Oprah e do Larry King, nem que para isso a bebé Maggie tenha de se tornar uma milionária corcunda afro-americana.

O primeiro episódio está a causar controvérsia pois Homer, o patriarca da família, não vai receber subsídio de Natal, o que lhe complica a tarefa de comprar presentes, arranjando part-times muito mal pagos para o conseguir. A populaça rapidamente se revoltou pela irrealidade da situação, principalmente pela utopia de o chefe de Homer ser um velho maluco e forreta. Deixem-me simplificar: um capitalista. Mas o tumulto não se ficou por aqui. Segundo um velho maluco, forreta e cristão que encontrámos no Arizona – simplificando outra vez: um republicano -, “é ridículo pensar que alguém tem de arranjar part-times para comprar presentes, tão ridículo como dizer que os gays existem porque eles escolhem ser assim. Este é o melhor país do mundo e o sonho americano não está morto, excepto para os mexicanos que tentam entrar no nosso país e roubar-nos o trabalho, esses aí é ao tiro. Mas não é ao tiro com militares gays a disparar, pois no nosso exército é só homens bem machos. Espero que a série da bonecada, como dá nesse esplêndido canal que é a FOX, aborde estas temáticas de forma correcta, caso contrário que seja espezinhada por Bill O’Reilly”.

Infelizmente para este ancião de 147 anos que ainda se quer candidatar à presidência dos EUA com uma socialite inócua a ajudá-lo, o contrato dos Simpsons com a FOX é muito especial. Tudo porque na série os argumentistas têm a liberdade de fazer piadas sobre o canal de exibição sem sofrerem consequências. Isto desde que as piadas tenham qualidade. Pôr o Krusty a dizer “Hey hey hey o Glenn Beck não tem miolos!” é verdade, mas um golpe baixo. Ou o Nelson apontar para John Boehner e exclamar “Ah ah! A tua cara parece um rebuçado Sugus!” é igualmente factual, mas de mau gosto para os apreciadores de Sugus. Também errado seria o Apu dizer “Obrigado! Não voltes outra vez!” para Santana Lopes. Não porque tal coisa não seja do interesse de bastante gente, mas porque os americanos nunca iriam perceber a referência. Já se sabe, aquela gente tem uma memória fraca e não possui o alcance humorístico do povo português. E para deixar os meus caros compatriotas a rirem à gargalhada, acabo este texto com uma piada sublime:
C*****o!
Quero ver o Bart a bater isto.
18.12.10 | 0 comentários

Três cachos de bananas, 4 rolos de papel higiénico ou a Lista de Schindler

De um filme experimental sobre a lista de compras de um senhor que constantemente se esquece de que precisa de comprar papel higiénico e bananas, para uma história sobre um homem que protege judeus durante o Holocausto. Foi este o percurso que o guião de A Lista de Schindler percorreu até chegar à forma como hoje se estreia nas salas de cinema de todo o país. O filme, que é já um dos favoritos para os Óscares e para os senhores do PNR, promete ser um drama para toda a familia. Ou uma comédia se for uma família nazi. Ou um “Onde está o Wally? – versão Descubra os seus Familiares” para os judeus. É uma questão de prespectiva. O realizador do filme é Spielberg, um cineasta desconhecido sobretudo para aqueles que vivem em Marte ou em Idanha-a-Nova.
O filme tem um elenco de luxo que inclui pessoas tão improváveis como Voldemort, Aslan e aquele senhor doutor chefe da Shutter Island. Muitas vozes se levantaram quando se questionou a sabedoria de Spierlberg ao escolher este conjunto de actores. Hoje já ninguém diz nada. E não é só devido aos processos multimilionários que os advogados de Spierlberg lhes puseram em cima. Pelo menos, foi o que os nossos advogados nos disseram para dizer.
Deixando as coisas maléficas como são os advogados, passemos para coisas mais softs. O extermínio de judeus. É o foco central do filme com Schindler (uma espécie de Belmiro de Azevedo do fabrico de armas) a tentar salvar o máximo de pessoas possiveis contratando-os para as suas fábricas. Como deve estar a calcular, caro leitor, isto é super comovente. Especialmente para o economista da fábrica que vê os lucros a subir com o uso de uma mão de obra tão barata que nem o Manuel Pinho se atreveria a compará-la com a mão de obra portuguesa.

Apesar do tom triste que se desenrola durante toda a película, há quem não se comova e aproveite a exibição do filme para namorar, curtir, estar no marmelanço, forn..yada yada yada. Algo que eu acho reprovável a não ser que mais tarde seja usado num episódio de uma excelente sitcom. Mas como esse cenário é totalmente irrealista, fica aqui apenas o meu mais veemente repúdio.

18.12.10 | 0 comentários

Entrevista a D.João V


Quando chegámos ao Palácio de Belém a megalomania e a soberba enchiam o espaço. Ainda bem que removeram as escutas se não nem nos podíamos mexer. D. João V estava sentado num trono banhado de ouro e de sebo. Apresentámos a esta gente o conceito "água", mas o Rei já está demasiado afeiçoado à família de besouros que tem debaixo dos sovacos. Foi no meio de um concurso de "A ver quem salta mais longe na peruca do rei" levado a cabo por meia dúzia de pulgas que a entrevista decorreu. O vencedor fomos nós, jornalistas, que saimos a tempo antes de um guaxinim sair da breguilha de João a cantar "Na loja do Mestre André". Texto: Tiago Lacerda e Sérgio Pereira Foto: Bem, não é bem uma foto, pois não?
Confirma que o seu cognome de Rei-Sol vem do facto de que se as pessoas olharem durante muito tempo para si espirram sem parar?
Isso são boatos. Posso provocar às pessoas que me rodeiam uma adição nada saudável em Vitamina D ou, no caso de exposição alargada, queimaduras de 2º grau. Agora isso de encher o nariz de secreção mucal ao meu povo nunca!
Sente-se ofendido por existirem muitos romances literários e blockbusters cinematográficos à volta da vida de Luís XIV e dos Mosqueteiros, mas até agora ninguém ter feito algo do género com a sua pessoa e o seu amigo Pe. Luís Gonçalvieus?
Nem por isso. Quer dizer, se reparar o Luís nunca é um rei bem retratado. São sempre os mosqueteiros os heróis e o Luís, que tanto se esforçava e dava no duro para ser um absolutista condigno, é sempre o mau da fita. Não posso dizer que nós, absolutistas, não estejamos já habituados. As pessoas (não sei porquê) reagem mal ao facto de um só tipo ter todos os poderes, incluindo a sua vida e morte, nas mãos. É uma picuinhice dessa gente, que não é absolutista e não sabe o quanto custa ser um Rei-Sol. Mas respondendo à sua pergunta.... não.
E se alguém fizesse uma adaptação da sua vida para cinema, quem o interpretaria? Leonardo DiCaprio não vale que já fez de rei francês, estamos a falar de Absolutismo e não de Omnipotentismo.
Claro que não estamos a falar de omnipotentismo, que isso só Deus nosso Senhor Criador do Universo da Terra e dos leprosos tem capacidade para tal. Respondendo à sua pergunta, penso que o senhor que faz de vampiro no Crepúsculo dava bem. É um péssimo actor mas é lindíssimo e humilde, logo perfeito para fazer de mim. Uma vez que (e isto é que é mesmo engraçado) também eu sou um terrível actor e sou esbelto de uma forma que deixa muita senhora húmida. Especialmente as senhoras incontinentes.
Segundo as crónicas você era ignorante e devoto ou, trocando por miúdos, um religioso normal. Acha que foi por isso que não soube gerir o ouro do Brasil, ou é daqueles que acha que o ouro está bem é no altar da Nossa Senhora da Apanha da Laranja?
(risos estridentes) Desculpe, lembrei-me daquela vez que fui às festas da Nossa Senhora das Laranjas com toda a família real, e estava muito bem na minha cadeira nobre quando começou a garraiada. O touro confundiu a tenebrosa cara vermelha da minha Maria Ana com uma capa de toureiro, havia de vê-la a correr! Dei vinte mil coroas de ouro à organização da festa só por causa desse momento hilariante. Peço desculpa, a sua pergunta era...?
Você tinha um conhecido apetite sexual por freiras. A minha pergunta é: a Madre Teresa de Calcutá marchava ou você tem padrões?
Para mim, Madre Teresa de Calcutá seria uma espécie de doce conventual fora do prazo de validade. Mas tal como os iogurtes, mais valia comer antes que se se estragasse e tivesse de se deitar aos gatos.
Durante o seu reino o que você queria era fazer grandes obras. Em compensação deu cabo da vida do povo. Sente-se um José Sócrates?
Identifico-me mais com João Soares por uma razão muito simples: não consigo comer o T de Freeport tal como Sócrates. Comer como freiras, não letras do alfabeto. E se comesse dessas não era um T, muito perigoso pois pode ficar atravessado na garganta. Preferia antes um D ou um G ou mesmo um O. Algo mais rechonchudinho, tal como a minha preferência por freiras.
Mandou erigir o Convento de Mafra como parte da sua promessa a Santo António para ter filhos. Em nenhum momento receou que o santo não lhe desse filhos mas sim sardinhas, caldo verde, manjericos, martelinhos e marchas populares apresentadas por João Baião?
Eu não, mas a rainha confessou que não estava especialmente animada com a possibilidade de ter um João Baião a saltitar-lhe dentro da vagina e a dizer-lhe para “ir só fazer um xixizinho” enquanto ela estava em trabalho de parto. Felizmente tal não se sucedeu. Foi melhor para todos, menos para o macaco Hadrianno que nunca conseguiu sair do ânus da minha senhora.
Por causa deste convento, tivemos que aturar para todo o sempre com uma bruxa que via o âmago das pessoas e com um padre que queria voar. Se hoje fosse vivo, tentava fazer o 12º ano ou ia até ao nono e depois metia-se nas Novas Oportunidades?
Mas quê, eu a estudar algo que não sejam as sagradas escrituras ou as páginas da revista “Freiras nuas hoje – um guia de masturbação, brincadeira e pecado”? Não me parece.
Foi o responsável pelo início da construção do Aqueduto das Águas Livres. Confirma que, numa primeira fase, o projecto se chamava Aqueduto da Água-Pé Livre e era para acabar à porta de Manuel Vilarinho?
Confirmo pois! Então se ele era presidente do Benfica e eu o chefe do país não havia de haver moscambilhas entre nós? Claro que sim! Ou pensa que o Benfica ganhou o torneio do meu nome por mérito? Eles até cavalos com joelhos de ferro tinham!
TGV ou Convento de Mafra? Porquê?
Gostava de ver o TGV a dar uma soberba obra literária. Além disso não se podem construir comboio para fazer filhos, podem fazer-se filhos em comboios. A energia cinética deve tornar tal coisa num desafio bem interessante.
18.12.10 | 0 comentários

Novos textos, o mesmo grau de insanidade

Written By Sérgio Pereira on sábado, 11 de dezembro de 2010 | 11.12.10

Mais um Sábado, mais novidades. Neste que é o sumo pontífice dos blogues podem encontrar-se mais duas notícias de fazer chorar as pedras da calçada. Chorar de tanto rir entenda-se. Chorar chorar mesmo só quando anunciarmos o fim dos calceteiros. Mas não são só notícias que aqui se podem encontrar. Novamente chegámos a acordo com os anacronistas, que fizeram o esforço de nos enviar as suas crónicas, num processo em tudo semelhante ao de Batatinha a enviar as prendas para os petizes. Como seres amistosos que somos, deixaremos aqui breves excertos do que podem ler na íntegra.

José de Neendertal

Ouvi dizer que aí em 2010 um país está a propor que um senhor que disponibilizou informação que não devia receba um prémio. Está boa. Nós aqui também temos um prémio para quem fala de mais, mas nem se chama Nobel nem a pessoa vive depois de o receber. Nós linchamos os bufos publicamente, vocês premeiam quem vos lincha publicamente. São opções. Mas sou australopiteco para preferir a minha.

Interessado na revolta do homem-macaco contra a religião? Clique aqui

Pe. Eucaristides Borga II

Esta semana está a correr às mil maravilhas. Ainda agora vim de fazer mais uma boa acção em que separei duas pessoas. Separar aqui é no sentido literal, atei um cavalo a cada um dos seus membros e a partir daí... é só dar largas à imaginação. Mas falando de desumanidades a sério, Cavaco Silva. Tal como um dos co-autores deste blog escreveu no final do mês passado, o economista parece sofrer de esquizofrenia, pois tem de estar sempre a dizer se fala enquanto Presidente da República, enquanto candidato à Presidência da República ou enquanto tijolo albino com vontade de jogar râguebi no Burundi. Mas se isto ainda é aceitável, o que fez agora deixa-me preocupado ao ponto de ter de ir várias vezes ao dia à igreja mais próxima rezar 20 terços (igual a 6,66666666666666666666666666666667*). Felizmente a igreja mais próxima é aquela em que vivo, senão estava tramado com o que tinha de andar (200 metros, que é onde está um mosteiro).

Descubra os motivos da indignação do presbítero clicando aqui

Machete Guerra

Se alguém me dissesse a mim, nos tempos da primeira grande guerra, que um futebolista poderia declarar guerra a algo que não a equipa adversária eu não acreditaria. Tudo bem, nós nesse tempo fizemos uma jogatana com os alemães onde eu por acaso marquei um tento de belo efeito (vírgula sobre o defesa esquerdo, bola nas costas dos centrais e um míssil na direcção da baliza. Depois de o guarda-redes sair a voar por ali a fora foi só chutar a bola devagarinho e inventar uma desculpa sobre o porquê de ter roubado equipamento à artilharia). Mas daí a julgar que um jogador de futebol se podia meter em artes bélicas, era uma ideia tão estranha como pensar que o Nelo Vingada podia vir a ser campeão nacional onde quer que fosse.


De que estará a falar este veterano louco? Descubra aqui

Rodolfo Kenobi

Durante este tempo todo a escrever para o Jazigo tinha sempre evitado a verdade. Ou melhor, ocultava, porque sou um ser D’Agostiniano decente que não gosta de estragar surpresas nem anunciar spoilers. Ninguém concerteza iria gostar se eu revelasse que no último livro da saga Harry Potter o Lord Voldemort mata o jovem feiticeiro e os seus melhores amigos, casa-se com a Minerva McGonagall e adopta o Hagrid como animal de estimação. Ou que aparecesse numa publicidade da televisão francesa antes do filme Ratatouille a dizer que o Pai Natal não existe. Não gostavam, pois não? E sabem que mais? Menti nas duas situações: Lord Voldemort casa-se sim com Dolores Umbridge, e já houve outra pessoa a anunciar que o Pai Natal não existe, exactamente antes do filme do rato cozinheiro. Mas a verdade que vos ocultei este tempo todo, e que agora já posso revelar, é outra: sou viciado em arsénio.

Leia o pedido de desculpas do sociólogo do futuro seguindo este link


E pronto, fica assim terminada a epopeia desta semana. Esperavamos vê-lo por aqui na próxima, ansioso por ler a nossa entrevista a uma personagem ilustre e falecida.

Um chi-coração,
A equipa do Jazigo


11.12.10 | 0 comentários

O outro projecto destes dois dementes

O Jazigo das Notícias

Seguidores