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O Bolo-Rei vai nu e o General vai armado com uma moção pintada em belos tons de azul

Written By Sérgio Pereira on sábado, 3 de abril de 2010 | 3.4.10


O Governo minoritário de Cavaco Silva está prestes a cair. Tudo porque Ramalho Eanes e a sua trupe decidiram pregar uma partida de 1 de Abril à ala direita, instalando na bancada da AR onde o PSD está situado cadeiras feitas do mesmo material daquelas em que António Salazar se sentava. Além disso parece que o General também apresentou uma moção de censura, algo que ainda ninguém sabe muito bem o que é mas pelo nome parece ser grave.

Depois de muitas reformas sociais e económicas que se revelaram polémicas, da adesão à CEE pouco consensual e da controversa compra de 50 chaimites aos alemães, o Partido Renovador Democrático, liderado pelo General Ramalho Eanes, deu um murro na mesa e partiu-a mas, segundo Eanes, foi sem querer. Depois de passar pela enfermaria da AR, onde levou 40 pontos (se fosse hoje ficava à frente do Sporting) e duas doses de morfina auto-induzidas, a discussão voltou ao Parlamento e acabaria mesmo com uma moção de censura ao primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva e o seu governo social-democrata. A moção seria dias depois aprovada com os votos a favor do PRD, do PS e do APU. Esta acabou por ser a última grande decisão no Parlamento do APU que, em exclusivo ao Jazigo, afirmou que pretende mudar-se para Springfield, nos EUA, e abrir uma loja de conveniência.

Agora o destino da Nação está nas mãos do Presidente da República, Mário Soares. O passo mais provável é a dissolução do Parlamento, mas segundo o presidente Soares ainda não há nenhuma decisão tomada: “Deixem-me dormir primeiro. Estou muito cansado, esta osteoporose dá-me cabo da cabeça, e o Alzheimer dá-me cabo dos ossos. Depois da sesta e do lanche já começo a tratar dos assuntos da presidência, se bem que primeiro vou ter que analisar um projecto do meu filho que quer construir uma linha de metro de Portugal ao Japão e que passa pelo centro da Terra. Os ambientalistas já andam a dizer mal disso, mas eu queria ver primeiro. Depois às 18:30 tenho uma colonoscopia para ver se está tudo bem com o coração, depois jantar, depois dormir… se calhar amanhã já trato disso que os senhores estão a falar. Do que é que os senhores estão a falar?”.

Por sua vez, Cavaco Silva parecia bastante aborrecido com esta situação, mas como falou aos jornalistas com uma fava na boca tivemos que chamar a intérprete gestual das manhãs da RTP1 para perceber o que ele tinha dito. Aqui está um excerto do que a intérprete percebeu: “É uma injustiça o que fizeram às miúdas que queriam ver o concerto dos Tokio Hotel! Expulsam-nas só porque foram para as portas do Pavilhão Atlântico duas semanas antes do concerto? Eu lembro-me de quando era adolescente estar dois meses à porta do Coliseu à espera do concerto da Lady Gaga, e só no próprio dia é que me avisaram que essa artista só iria aparecer uns 50 anos mais tarde. Mas fiz esse sacrifício.”

Por fim, Ramalho Eanes mostrou-se satisfeito e indignado. Satisfeito por deitar o governo abaixo sem ser preciso utilizar armas nucleares, e indignado por não saber onde é que a sua mulher escondeu os chocolates: “É que estou mesmo com vontade num, ainda por cima dizem que faz bem à tensão. Por acaso não sabem se já acabou a Festa do Chocolate em Óbidos, pois não?”.


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