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Ascensão e queda de um vendedor de gelados: o degelo dos sonhos

Written By Sérgio Pereira on sábado, 16 de julho de 2011 | 16.7.11


António Cornetto e Solero de Limão era o melhor vendedor de gelados de Vila de Cima… até à semana passada. Sim, era o único vendedor de sorvetes num raio de 15 quilómetros, mas triunfou na vida apresentando maravilhas geladas às pessoas que, até então, só estavam habituadas a comer refeições quentes. O mérito não lhe pode ser tirado com a mesma facilidade com que se arranca dentes a um idoso octogenário.

Assados, guisados, refogados, grelhados, queimados e ocasionais violações. A realidade era esta quando, em 1975, António chegou a Vila de Cima. Proveniente da grande cidade, este empreendedor enfrentou dificuldades nos primeiros tempos: acusavam-no de vender a comida do Diabo, apesar de não saberem explicar como é que o Diabo consegue comer gelados no Inferno; era expulso de todos os estabelecimentos públicos e comerciais em que entrava, até os bordéis e a agência funerária; chegou a ser atacado por um urso, se bem que isso não teve nada a ver com a venda de gelados mas sim com a própria natureza do animal. Contudo, António não desistiu. 

A sorte acabou por lhe sorrir, e tinha melhores dentes que um octogenário. Uma grande chuvada apanhou Vila de Cima com as calças na mão. Literalmente, foi no Dia da Corrida Tropeçuda, em que os habitantes competem entre si numa minimaratona de oito quilómetros com as calças ao fundo das pernas. A baixa da vila ficou alagada, e rapidamente a população se aglomerou na parte velha e alta, local onde se encontram habitações degradadas, a Igreja e o estabelecimento de venda de sorvetes. A Igreja foi uma opção deitada fora, pois toda a gente sabia que, todos os anos no dia da corrida, o padre gosta de ir à escola de Vila de Baixo para “fazer ajoelhar alguns hereges”. As habitações degradadas estavam, segundo os habitantes mais velhos, assombradas de zombies, e houve algum receio em entrar. Com razão, pois saíram mais depressa do que entraram. Um toxicodependente em ressaca passa bem por zombie. Restava a gelataria. Olhares receosos foram trocados, mas acabaram por entrar. 

O ambiente era tenso e de cortar à faca. Literalmente, porque não havia gelados que chegassem para todos comer, logo tiveram de parti-los em bocado. Um rabino foi o primeiro popular a abrir o coração aos gelados, e predispôs-se imediatamente a cortar as pontas dos Calipos. Dois dias durou a enxurrada, o tempo suficiente para toda a gente perceber que António era um bom homem, com intenções nobres, e que os gelados até são bons. E a paz foi estabelecida entre ambas as partes. A gelataria ganhou um nome: “O gelo bem vistas as coisas é água solidificada, e com uns corantes por cima deixa um gostinho na boca parecido ao sabor das nádegas dos anjos”. O seu dono ganhou uma alcunha: Toni Perna-de-Pau. Ao princípio não gostou muito e protestou, mas depois de lhe arrancarem o membro inferior direito e o substituírem por uma prótese de madeira, lá viu que a alcunha fazia sentido.

Toni fazia sucesso, tinha centenas de clientes todos os dias, até o padre trazia os petizes hereges de Vila da Baixo para os ver redimirem-se dos seus pecados enquanto chupavam um Mini Milk. Até o Maximiliano, o toxicodependente de Vila do Meio, teve direito a um gelado em seu nome. Ou melhor, um gelado “super”, tal como ele chama a toda a droga que vende. 

Infelizmente, os dias de graça acabaram-se para o António. Faz exactamente uma semana que um rapaz de sete anos entrou de skate pela gelataria a gritar “É pá, dá-me já um Epá ou dou cabo dos vidros da loja com o meu skate. Ouviste, ó velho?”. Toni atendeu o pedido o mais depressa que pôde, tendo em conta o coxear provocado pela perna de pau. Sabia que não podia entrar em luta com ele, pois além de velho e coxo, a Igreja ficava logo em frente, e o padre gosta tanto de miúdos que só ele lhes pode tocar. Para azar de Toni, a arca e o frigorífico tinham sido queimados na noite anterior por causa de uma trovoada, e foi obrigado a pôr todos os gelados numa arca de reserva que funciona a gerador. Todos… menos um. O único Epá que tinha estava no balcão da cozinha. Com medo de que a loja sofresse grandes estragos, entregou o gelado ao rapaz e rezou para que tudo corresse bem. Só que não correu, e o petiz rebelde acabou por morrer asfixiado na pastilha, demasiado dura. O padre foi o primeiro a aperceber-se do que tinha acontecido, e Toni entendeu de imediato que não era mais Toni, mas sim António Corneto e Solero de Limão, um assassino involuntário com aspecto malévolo de pirata.

Numa semana, António perdeu todo o respeito e confiança arduamente conquistados. Voltou a ser acusado de pactos com o Diabo, entre eles o Viannetta Triplo Chocolate; quando foi a uma consulta para ver se o coto da perna estava bom, foi apedrejado pelos próprios médicos; um urso atacou-o, violou-o, arrancou-lhe o pénis, arrancou-lhe a perna de pau e enfiou-lhe o pénis no coto. Mas isto foi só por causa da natureza do animal. E também porque o urso era o pai do miúdo do skate. Pelo menos agora António já não coxeia, cai.
16.7.11 | 0 comentários

Menino Foge de Casa por Causa do IRS

Written By Tiago Lacerda on sábado, 2 de julho de 2011 | 2.7.11

Rafael Emanuel, um menino de 11 anos que sonha ser piloto de aviões ou fiscal de contas, fugiu ontem da casa dos pais para seguir o seu terceiro sonho mais caro – fazer a revisão do IRS das pessoas mais idosas. Ao que o Jazigo sabe, o rapaz terá alegadamente dito à mãe que “as condições deploráveis em que os mais idosos deixam as folhas referentes às suas retenções monetárias têm de acabar!” e “é preciso fazer alguma coisa quanto ao escalão B no impresso 127! E tenho xixi mãe, onde está o pitó?” antes de sair de casa disparado e com um pitó na mão.

A polícia judiciária está já a investigar o caso, o que deixa os pais do menino mais descansados depois de verem os maravilhosos resultados que estes conseguiram em casos semelhantes, como é disso exemplo o caso Rui Pedro. Um agente da PJ que não se quis identificar, mas que nés podemos desde já dizer que tem uma enorme barriga de cerveja e usa sempre a farda suja de nódoas de Bolicao de caramelo, afirmou ao Jazigo das Notícias que “este tipo de fugas é muito comum na pré-adolescência, normalmente são originadas numa mania passageira, às vezes é o Justin Bieber outras é a retenção do IRS. São casos muito comuns”.
Quanto às pistas existentes, a polícia não quer revelar muito, mas este vosso jornalista sabe que entre elas se encontra o pitó que Rafael terá usado antes de embarcar num vôo rumo à Florida onde espera encontrar um elevado número de idosos. Se esse plano falhar a polícia desconfia que Rafael se vire então para o Alentejo.
2.7.11 | 0 comentários

Juiz corrompido com sexo e Mentos é condenado à prisão por ele próprio

Written By Sérgio Pereira on sábado, 18 de junho de 2011 | 18.6.11


Numa sessão atribulada em que quase virou esquizofrénico, o magistrado Luís Pechincha apresentou objecções à sua própria decisão, e acabou por resistir com violência aos agentes de autoridade que ele próprio chamou para o prender.

Tarde de choque no Tribunal de 1ª e 2ª Instância (e também 3ª quando a dactilógrafa consegue arranjar ama para o filho de trinta e dois anos) de Vila de Cima. O reputado juiz Luís Pechincha, conhecido pelos julgamentos de casos tão mediáticos como o assalto ao banco de esperma e um caso onde se provou que a mesma pessoa foi assassinada duas vezes, foi condenado a seis meses de prisão por crimes de corrupção activa, passiva, por trás, às vezes de lado e uma vez com um potro. Junta-se ainda um mês por agredir os seguranças do tribunal e duas semanas por ter sido considerado culpado no assalto com arma branca a uma estação de serviço, no qual roubou uma revista Maria, uma National Geographic e um pacote de gomas.

Tudo isto seria mais ou menos normal não fosse este pequeno detalhe: as gomas já estavam fora do prazo de validade. Quando Luís abriu o pacote e enfiou a mão só encontrou ranço, voltando novamente para a estação e pedindo o Livro de Reclamações. Esta foi a principal prova usada pelos advogados da estação de serviço, que mostraram ainda um vídeo do juiz com a arma branca no bolso. “Objecção! Aquilo é o pénis de um potro, logo não pode ser usado como elemento incriminatório. Temos lá culpa que o animal seja albino!”, protestaram os advogados do réu. E o juiz deu-lhes razão. Ah, pois, já me esquecia. O réu e o juiz eram a mesma pessoa.

Passo a explicar. O tribunal de Vila de Cima tem dois juízes: Luís Pechincha, o protagonista desta notícia, e Tóni Naifadas, que foi preso após assaltar o banco de esperma. Logo, só havia um magistrado disponível, Luís Pechincha, e por isso foi ele que tomou conta do seu próprio caso. Pechincha declarou-se culpado pelo assalto à estação de serviço, não sem antes considerar a mesma culpada por falta de higiene, condenando os funcionários da bomba a lavar o cabelo com ranço durante um mês.

Faltava depois julgar o caso mais sensível: aquele em que Luís Pechincha era acusado de aceitar favores em forma de prazer sexual e erótico, bem como Mentos (ou Tic-Tacs, quase não houvesse Mentos) em troca da absolvição. E quem queria ser absolvido? Tóni Naifadas, o outro juiz de Vila de Cima. A relação entre ambos os magistrados era tensa, mas quando Tóni teve de comparecer perante a justiça, percebeu que esta só era cega de dois olhos e ainda tinha um que se podia aproveitar. Durante todo o julgamento, que demorou um mês e meio, Luís e Tóni mantiveram um relacionamento ultra-secreto, que se desenrolava num motel em Vila de Baixo. E tudo corria bem, até ao dia em que Luís chegou atrasado ao motel porque tinha roubado gomas rançosas e voltara atrás para reclamar. Tóni estava zangado, pelo atraso de Luís e porque este não teve a decência de pelo menos lhe deixar o pénis de potro, para ir passando o tempo. Quando Luís finalmente chegou houve discussão da grossa, principalmente quando o pénis de potro começou a servir como arma. Luís também estava zangado, porque Tóni não tinha o pacote de Mentos para lhe dar. Tóni desculpou-se, dizendo que o irmão dele, que lhe costuma arranjar os doces, estava atrasado. E o irmão de Tóni, o Zeca Naifadas, chegou pouco depois, pedindo desculpa pelo atraso mas que tinha sido assaltado na estação de serviço onde trabalha. Ao ver Luís, o assaltante, entornaram-se os Mentos. A discussão tornou-se gigantesca, atraindo a atenção dos habitantes de Vila de Baixo, Vila de Cima e Vila-Que-Fica-de-Um-dos-Lados. Consequências imediatas: a relação entre Tóni e Luís acabou de forma litigiosa, o que levou à condenação do primeiro; Zeca colocou Luís em tribunal; e um potro teve de ser abatido.

Como havia muitas testemunhas, e como o motel tinha câmaras de segurança desde que o presidente da câmara de Vila de Baixo, Ernesto Escumalha, o tinha usado como local de encontro para fãs de filmes com a Jennifer Garner, Luís Pechincha não teve outra alternativa se não considerar-se culpado. Porém, no momento em que o disse gritou “Objecção!”, o que o fez dizer “Indeferido”, ao que respondeu com “Isto é uma vergonha!”, para depois bater vigorosamente com o martelo e dizer calmamente “Peço ao réu que se acalme ou terei de chamar as autoridades”. Perante a sua própria resposta “Patifaria! Está tudo feito para me tramar!”, Pechincha chamou os agentes, enquanto continuava a bater com o martelo na mesa para acalmar os ânimos exaltados dele mesmo. Quando dois seguranças entraram na sala, Luís disse “Prendam-me”, só que quando os agentes se aproximaram, Luís atirou-lhes com o martelo e tentou fugir, voltando atrás para ainda dizer “E condeno ainda Luís Pechincha a um mês por ofensa à integridade física de agentes da autoridade”. Depois tentou fugir outra vez, mas com aquela vestimenta depressa tropeçou e foi apanhado.

Para aqueles que se ficaram pelo 1º trimestre do 1º ano de Matemática, Luís Pechincha vai agora cumprir sete meses e meio na cadeia. Não tens de quê, Jerónimo de Sousa.
18.6.11 | 0 comentários

Lisboa é atacada por pirata famoso!

A cidade de Lisboa foi ontem atacada pelo famoso corsário Francis Drake, da família dos Drake Cakes. O ataque, apesar de ter fracassado nos seus intentos (destruir Lisboa e em particular os pastéis de Belém, pastelaria à muito rival dos Drake Cakes), causou o pânico entre os lisboetas, sobretudo os lisboetas que não tinham mais nada para fazer e por isso se entretinham a olhar para o rio na hora do ataque.
A investida do conhecido corsário e político (Drake é um conhecido membro do partido pirata sueco que luta por uma internet livre, não obstante o facto de ninguém saber o que é isso da internet em pleno século XVI) começou com o arremessamento de longos bolos duros, com o intuito de acertar com eles na cabeça dos Lisboetas e assim fazer elevadas baixas. Infelizmente para Drake, estes bolos não foram feitos por Rubeus Hagrid e por isso não tiveram a capacidade suficiente para ferir ninguém. Após o falhanço no seu plano inicial, Drake passou para o seu plano B que consistia em pôr todos os seus homens a dançar o Can-Can até às seis da manhã. Este plano não funcionou, pois os lisboetas, habituados que estão à Moda Lisboa, não se deixam impressionar com mariquices.
Desesperado (segundo nos contou uma fonte anónima próxima do moscambilheiro que insistiu em ser tratada por “Alberto”), Francis fez a última coisa que um general bem treinado, e bom naquilo que faz, faria quando tenta tomar uma cidade. Recorreu às armas de fogo. O que foi evidentemente um erro, toda a gente sabe que usar a técnica do gratinado em bolos que estão prestes a ser arremessados é um erro quase tão grande como seguir os livros de receita vintage do Manuel Luís Goucha.
Depois de nenhuma das suas investidas ter resultado, Drake finalizou a sua intentona (como eu estou satisfeito por escrever esta palavra!) e foi para casa chorar sobre os muitos bolos derramados que possui. Entretanto, eu finalizo esta notícia pois de tanto falar de comida estou com uma galga lendária (facto verídico).
18.6.11 | 0 comentários

Sempre em pés em greve mandam (ironicamente) tudo a baixo

Written By Tiago Lacerda on sábado, 28 de maio de 2011 | 28.5.11

Foi a confusão total na Avenida Que o Tiago Acabou Agora Mesmo de Inventar, depois de milhares e milhares de sempre-em-pé baloiçantes deitarem abaixo lojas, monumentos e uma senhora velhota de que ninguém gostava realmente. Os sempre-em-pé manifestavam-se nas ruas contra a aprovação da chamada lei “Do Descanso Geral”, que permite as bicicletas e outros instrumentos de brincadeira a instalação de um pé de apoio que garante que essa mesma brincalhota não caia. “É um ultraje, estão a querer roubar-nos os postos de trabalho! Se há Action Man que também podem ser sempre-em-pé, que vai ser feito dos palhaços creepy sempre-em-pé que já tem mais de 40 anos de não se sentarem nunca?” disse ao Jazigo um sempre-em-pé com um bigode francês e um cabelo que era claramente uma cover capilar de um choco de três patas.

A marcha, que está definida no programa como uma marcha pacífica, acabou por destruir grande parte da avenida devido ao grande número de protestantes e pelo facto de estes estarem sempre a cair uns para cima dos outros, desiquilibrando-se mutuamente e assim destruindo tudo à sua passagem, sem no entanto terem o bom gosto de o fazerem no Cacém. Ao menos ai ninguém se importava muito que as coisas fossem destruídas, mal por mal, todos sabemos que há troços da IC19 em obras que são mais bonitos que o Cacém numa maravilhosa manhã de Inverno.

O responsável pela marcação desta greve, Sempre-em-Pé Almeida, já veio demarcar-se desta destruição, tendo ainda a lata de acusar a sociedade pelas falhas da bonecada do rabo redondo. “A culpa não é nossa mas sim da sociedade, que não está preparada para que milhares e milhares de bonecos instáveis andem pelas suas ruas sem partir nada!”. Ao ouvir estas declarações não me contive. Mandei um pontapé no raio do boneco o que me soube muito bem. Pelo menos até ele baloiçar de volta e me dar uma cabeçada digna de Marco Borges ou de um touro de 500 quilos.
28.5.11 | 1 comentários

Plebeus recebem atenção devida = mínima possível

Written By Sérgio Pereira on sábado, 30 de abril de 2011 | 30.4.11

Esta foi uma semana conturbada para a populaça que normalmente não tem direito de antena. Por essa mesma razão, a redacção do Jazigo decidiu dar uma de humanista e adoptar um menino africano. Depois deu-lhe um bloco de notas e uma caneta para a mão e mandou-o fazer notícias sobre a arraia-miúda. Aqui está o resultado.






Beata faz exorcismo por acidente
A tragédia deu-se na aldeia de A-dos-Anjos. Maria do Calvário, beata convicta e amante do padre Elias, transportava dois litros de água-benta num balde para encher a pia da igreja, quando tropeçou num Hot Wheels do filho e atirou com o balde para cima de Tomé Carrilho, o adolescente gótico da aldeia. Fumo e gritos foi o que se seguiu, mas já é normal o louco do Ti Constâncio deitar fogo à casa enquanto canta Aerosmith, dia sim, dia não. Quanto ao jovem, encontra-se em casa a descansar, e afirmou em exclusivo ao Jazigo que vai processar a beata, pois não acha “normal” um Hot Wheels estar parado no meio de uma rua inclinada. Tomé acrescentou ainda que “não passou tudo de uma armadilha de Deus” e quer “o demónio de volta para me atormentar a alma, ando feliz e não gosto”. Já Maria do Calvário não quis prestar declarações, mostrando mesmo hostilidade ao atirar-me com Transformers para sair da sua propriedade.

Gang assalta banco de esperma
Três indivíduos encapuzados e o Tóni Naifadas foram apanhados por câmaras de segurança e um esquilo a dançar o tango junto do pelourinho de Vila de Cima. Estes criminosos, conhecidos pela polícia e amigos como Gang das Gomas de Ursinhos, assaltaram na mesma noite um banco de esperma, levando consigo três copos cheios, um vazio e outro com sabonete líquido da casa-de-banho. Num acto que a polícia considera de “compensação pelo roubo”, um dos ladrões encapuzados deixou ficar a sua própria amostra de sémen dentro de um copo, no sofá da recepção, na tampa da retrete da casa-de-banho dos funcionários e ainda no candeeiro de uma das salas de recolha de amostras.

Pescador azarado apanha escaldão mas deixa-o fugir
Roberto Catita, de 43 anos, ignorou todas as regras de pesca ao sair do porto de Urtigas-de-Cima às onze da manhã, em busca de sardinhas e sereias. Aliado à fraca sorte de não vir nada na rede, Roberto ficou com as costas em vermelho-escarlate após quatro horas de exposição ao Sol sem usar protector UV 50 da Nivea. Como um azar nunca vem só, Roberto nem chegou a poder gabar-se de ter apanhado um escaldão, pois ao atracar no porto as costas estavam curadas e de volta à sua cor normal, preto-fuligem. Aquilo que se pensava ser um escaldão não passava de uma alergia ao ar salgado. Roberto já desistiu de ser peixeiro e trabalha agora como vendedor porta-a-porta de colchões e aspiradores.

30.4.11 | 0 comentários

O Jazigo faz downsizing e vira a Gazeta lá da sua terriola.

Written By Tiago Lacerda on sábado, 16 de abril de 2011 | 16.4.11

Só para não nos acusarem de apenas fazermos jornalismo em grande, esta semana decidi noticar acontecimentos muito regionalzinhos.










Vaca da aldeia dá á luz
Foi na passada terça-feira que a vaca da aldeia, Lurdes, deu à luz no Hospital uma criança de seu nome Hospital. O bebé pesa 3 quilos e não é particularmente bonito. O pai da criança é oficialmente desconhecido, embora toda a gente saiba, que na realidade é o João da “Motos, motos, moooooootooooooos”. O Jazigo gostaria de dar os parabéns à mãe do petiz, mas infelizmente, para todos os desesperados da aldeia, esta faleceu. Numa notícia relacionada, as audições para Vaca da Aldeia vão realizar-se brevemente. As candidatas devem ser badalhocas mas livres de doenças.

Carnes do Talho dos Afonsos detidas para interrogatório
A ASAE aprendeu ontem as carnes do talho dos Afonsos. Havia desde há muito suspeitas de que “os bifes não se estavam a portar condignamente” e que estavam ”a dar grandes diarreias a quem deles usufruía”, mas foi uma surpresa constatar que também as costeletas e os bifes de perú são suspeitos de estarem envolvidos em práticas menos claras. Ao que o Jazigo conseguiu apurar junto de uma fonte anónima chamada António, a ASAE desconfia que as carnes tenham vindo do Leste da Europa com o propósito de “cometer crimes de deliciosidade e concorrência desleal”. Quem não achou piada nenhuma a esta história foi mesmo o senhor Mexia, dono do negócio de família que é o Talho dos Afonsos, que se viu, segundo o próprio, “fodido com isto tudo. Agora que vendo eu? Orelhas de porco, não?”.

Idosa começa a babar-se em plena missa
Foi um escândalo aquilo que se passou na Igreja no passado Domingo. A senhora Lucrélia, que até era uma pessoa temente a Deus, começou a babar-se de tal forma que estragou a carpete da igreja. “Estou muito desiludido”. Foram estas as únicas declarações que Jesus Cristo fez ao descer dos céus para observar o estado do outrora maravilhoso tapete, “isto era material do bom, pá! Ikea!!”. A senhora já se mostrou arrependida e tem passado os dias a rezar, mas a fúria da aldeia é grande de mais para ser aplacada desta forma. A queima na fogueira da senhora Lucélia está marcada para as 4 da tarde de amanhã.

O filho do Jerónimo da Padaria é rabicho
Foi ao som de “Tu-tu, tu-tu, mexe o Tu-tu” que o filho do Jerónimo da Padaria anunciou no Sábado a toda a aldeia que o seu irmão era rabicho. O irmão do filho do Jerónimo da Padaria já veio confirmar esta notícia a público, fazendo para isso acompanhar-se de um caniche ao colo e de uma mala a imitar Louis Vitton. Não disse abertamente que era larilas, mas quem é que ele quer enganar? A queima na fogueira do irmão do filho do Jerónimo da Padaria está excepcionalmente marcada para as oito da noite. A hora tardia foi escolhida porque toda a gente acha que um larilas queimado dá um maravilhoso fogo de artifício.
16.4.11 | 0 comentários

Falta de inspiração atinge pretendentes a jornalistas em todo o mundo

Written By Sérgio Pereira on sábado, 26 de fevereiro de 2011 | 26.2.11


Numa semana negra para o universo da informação fidedignamente ridícula, vários milhares de pseudojornalistas ficaram à porta da redacção (a marquise da casa deles), fitando o céu enquanto uma lágrima lhes escorria do canto do olho. Ao fundo ouvia-se Bonga e a sua voz carregada de emoção. Não, não era na aparelhagem, Bonga estava mesmo lá na sala. Nem este estranho facto levou os profissionais da informação burlesca a escrever um parágrafo que fosse. E sinceramente, o que dizer? Bonga é Deus, logo omnipresente? Bonga tem centenas de irmãos gémeos? Bonga tem incontáveis fãs que se transformam em sósias? Ou Bonga é o Pai Natal? Perguntas intrigantes, que ficarão sem resposta por culpa desta escassez de originalidade humorística.

“Aconteceu-me isto pela primeira vez na minha vida. A minha mulher já disse que é normal e para não me preocupar, mas sinto que agora, sempre que tentar, não vou conseguir”. O relato impressionante deste homem com problemas de erecção foi o melhor que arranjei para cobrir o problema de não ter entrevistado nenhum pseudojornalista, pois o ataque foi tal que nem falar conseguem. No entanto, cheguei à conversa com um dentista de uma clínica de Loures. Que terá o dentista a ver com este caso? Nada, mas o médico de clínica geral não estava. Proibido de exercer por não ter licença de trabalho, segundo adiantou António Colgate. Com uma peça para fazer e sem outra solução, acabei mesmo por pedir uma opinião ao Dr. Colgate, uma pessoa que me pareceu bastante gentil: “Olhe, eu não estou muito por dentro do assunto, mas cá para mim o que se passa com esses jornaleiros é uma inflamação da raiz do molar, que já atingiu um nervo no maxilar inferior, nervo esse que impede o cérebro de organizar um pensamento criativo em condições, para depois transmitir informação inexistente em forma de palavras. Ou então, mas menos provável, é somente uma epidemia branca”.

Quem não ficou contente com esta declaração foi José Saramago. Através de um médium (que penso ser meio-irmão do Bonga), entrei em contacto com o Nobel português, e o ribatejano disse irritado: “Que é uma epidemia branca já sabia eu! E ainda bem que assim é. Quero ver como o sistema e os empresários se vão agora safar sem a sua dose diária de notícias falsas! Se querem que a epidemia acabe, é melhor começar a reconhecer os direitos destes trabalhadores, e aumentar-lhes o salário em 500%!”. O patrão dos patrões já se manifestou. Richie Rich admitiu que não se importa em aumentar o salário dos trabalhadores no valor que Saramago referiu, pois tais profissionais ganham 0€ e, tal como se aprendeu em Matemática (foi na primária, por isso o Jerónimo sabe esta), 0 multiplicado por um qualquer número dá 0.

Contudo, um novo problema aparece no mercado laboral. Após descobrirem que existe um patrão dos patrões, os patrões revoltaram-se por afinal serem, ao mesmo tempo, subordinadores e subordinados de alguém. Infelizmente, esta nova situação parece estar a desviar as atenções do que é mais importante: como é que Bonga está ao mesmo tempo na sala de várias pessoas? Quanto à epidemia branca, mais cedo ou mais tarde ela passará. A não ser que a OMS diga que é preciso usar máscaras e desinfectante para as mãos, ou a doença alastra-se à genitália. Então aí temos pandemia para meses.
26.2.11 | 0 comentários

Discriminação atinge marinheiros portugueses; Bloco de Esquerda pondera apresentar moção de censura ao rei

Written By Sérgio Pereira on sábado, 19 de fevereiro de 2011 | 19.2.11

O passado dia 14 foi trágico. A taxa de suicídio registada no infame Dia dos Namorados foi a maior desde o baile de finalistas da Elsa Raposo, quando a escola toda descobriu que ela já não era casta e resolveu colocar estricnina no ponche. Desta feita, milhares de homens solteiros por todo o mundo sucumbiram ao aroma de amor e chocolate Praline que pairava no ar. A juntar-se à tragédia dantesca de não terem um Valentim a quem dar rosas e uma noite de prazer, juntou-se a deprimente imagem dos pêlos do peito de José Alberto Carvalho – alguém diga ao senhor para abotoar a camisa!
O outro grande destaque do dia vai para as decisões monárquicas. Num acto que tem sofrido contestação de toda a parte e principalmente dos liberais drogados (como grande jornalista que sou achei que uma redundância ficava aqui mesmo bem), o Rei português proibiu a importação de meias de seda de cor. A decisão foi tomada depois de Sua Eminência D. Duarte Pio sair à rua só com um colete ribatejano e umas meias em tons amarelo queimado, tendo sido alvo de elogios brejeiros dos populares tais como “Tens a coroa flácida e com hemorróidas!”, “Gostas é de levar com o ceptro por trás!” e “Fazia uma brasileira ao teu principezinho só com a boca”. Indignado por os chãos da cidade estarem cobertos de esterco, e também algo incomodado com estes comentários, D. Duarte decidiu aplicar a controversa medida.
E as reacções não se fizeram esperar. A LGBT já ameaçou fazer uma marcha lenta do Castelo até Belém todos nus e de cócoras. Os marinheiros portugueses manifestaram igualmente o seu desagrado, ameaçando “não descobrimos mais nada enquanto não nos deixarem fazer figuras de idiotas perante povos isolados. Toda a gente sabe que o primeiro contacto é o mais importante”. Mas o protesto mais forte veio do fundo das cavernas, que é onde Francisco Louçã vive. As palavras do líder bloquista foram descoloridas, contrastando com as meias às riscas horizontais verdes e lilás que usava no momento da declaração. “Esta medida demonstra um carácter extremamente xenófobo, desrespeitando todos os cidadãos que se sentem confortáveis a usar meias e também aqueles que têm alergia ao algodão. Além disso, só os parvos e os afiliados no Partido Popular não sabem a excitante sensação da seda a roçar nas pernas. Exijo que o Rei volte com a palavra atrás antes que sofra graves represálias por trás. Já temos o Luís Fazenda só com uns peúgos azuis-marinhos calçados pronto para o que der e vier, com a Mariana Aiveca a servir de bastão”.
Perante estas ameaças, espera-se ansiosamente que D. Duarte responda, apesar de Sua Magnificência estar neste momento a passar férias com a família na Pérsia, o único sítio do planeta onde não há homossexualidade.
19.2.11 | 0 comentários

Ladrões! Gatunos! Ingleses!

Written By Sérgio Pereira on sábado, 27 de novembro de 2010 | 27.11.10

Vamos levantar rapidamente o esplendor, pois estamos a ser violentados pelos britânicos. E não de uma forma agradável, porque eles estão a violentar-nos mandando o seu mau hálito para cima da nossa cara.
É triste, mas é verdade. Querem tirar-nos o que de melhor Portugal tem: as suas colónias. Tudo por causa de um pormenor insignificante: pretendemos controlar territórios que não nos pertencem. Como jornalista isento que sou, tenho de dizer que isto começa a parecer-me picuinhice por parte desses hooligans bêbados e mal-cheirosos. Vendo bem, tanto Angola como Moçambique já são nossos, por isso que mal faz querer ficar igualmente como senhores dos países que estão no meio desses dois? Não é como se na Zâmbia, no Zimbabué e no Malawi houvesse ouro, especiarias e mão-de-obra às carradas. Aliás, Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a escravatura, por isso nunca nos iríamos aproveitar das gentes desses países. Além disso, nós somos ricos, não precisamos cá dessas coisas que as colónias têm em abundância. Só estamos a colonizar vários países africanos porque têm paisagens bonitas.
Como sabem, o Jazigo não tem orientações políticas. É por isso que peço ao nosso magnífico Rei D. Carlos I que faça frente a esses bastards e que não se deixe intimidar com pressões, ultimatos, ameaças de guerra e de violentação através da violação. Também é altura de o excelso D. Carlos I prometer que, caso Portugal seja o país colonizador de Zâmbia, Zimbabué e Malawi, nenhum destes países passará alguma vez por fome ou conflitos sociais, e muito menos ficarão sob a ditadura de um homem com um bigode super-curto. Estas e outras propostas deverão ser apresentadas num conjunto de papéis onde deverá constar igualmente um mapa pintado com cores sérias (e não uma garrida com níveis de rabichice elevados) onde se poderá ver a zona que o reino português tenciona tratar com carinho e afeição. Quando tal for feito, o Jazigo estará presente para contar, de forma imparcial, a maneira como D. Carlos I vai espezinhar os outros bardamecos.
É preciso fazer, urgentemente, uma campanha transmitindo uma imagem positiva da capacidade de governação portuguesa. Por falar nisso, os republicanos estão controlados.
27.11.10 | 0 comentários

Adieu, adiós, auf wiedersehen, até sempri galera!

Written By Sérgio Pereira on sábado, 13 de novembro de 2010 | 13.11.10

Ele vem aí e ameaça destruir tudo à sua passagem. Não, não estou a falar do FMI, mas sim do exército napoleónico liderado por Junot. Soldados franceses rumam a Portugal com o objectivo de expandir o império de Bonaparte através de destruição, pilhagens e a utilização de música de Bob Sinclar. Um mal nunca vem só, e nada torturará tanto como ver as nossas casas e campos arderem por completo enquanto se ouve a alto e bom som “Feel the Love Generation”.
Em tempos de crise, a população volta-se para a família real. Nesses mesmos tempos, a família real volta-se para umas férias de sonho num destino paradisíaco por tempo indeterminado. Apesar de D. João VI ter dito, em exclusivo ao Jazigo, que esta visita ao Brasil era “mera cortesia” (a palavra “cortesia” até faz sentido, pois leva a corte toda atrás de si), os gritos histéricos de D. Maria I “Vêm lá os franceses, eu não estou maluca, vêm lá os franceses” fizeram-me desconfiar. Claro que já é de conhecimento geral que D. Maria I é maluca, mas também toda a gente sabe que A Piedosamente Louca enjoa quando anda de barco, por isso não ia para o Brasil por “dá cá aquela palha”. Por “dá cá aquelas barras de ouro, escravos e especiarias” ainda acreditava que se sujeitasse a esse sacrilégio.
No meio desta confusão, estava o petiz D. Pedro IV, o filho de D. João VI. O moleque parecia estar num estado tão ou mais demente que a avó (D. Maria I), pois encontrava-se já dentro do barco a dar gritos à Tarzan e batendo com os punhos no peito. Depois de cinco minutos a gritar “Independência ou porrada!”, a mãe, Carlota Joaquina, lá lhe deu um tabefe e o puto calou-se. Ao seu lado estava o outro pequeno princípe, D. Miguel, que fazia festas a um gato que tinha no colo enquanto soltava um riso maléfico: “Mwa ha ha, um dia tudo será meu!”. Farto daquela família tão estranha, fui entrevistar a populaça.
“Então isto é fácil: viramo-nos para Deus e para a nossa primorosa família real que de certeza nada de mal nos acontecerá”, disse-me um aldeão na sua completa inocência e iliteracia. “A família real pirou-se para o Brasil, com medo”, decidi eu informar o analfabeto de dentes podres. Perante uma nova demonstração de candura através da frase “Oh diabos! Então resta-nos Deus”, eu decidi replicar “É provável que os ingleses nos venham ajudar, e Deus e ingleses nunca se deram propriamente bem”. Neste momento poderia dizer que o aldeão começou a fazer contas à vida, mas para isso ele tinha de saber matemática. Por isso vou descrever o momento como “um ser humano masculino com um aspecto semelhante ao de um primata ficou a cismar em como não perder o seu rebanho para as mãos dos franceses”. “Acha que com este ancinho consigo assustá-los?”. Santa ignorância! “Eles têm armas, aquelas coisas que deitam pólvora e machucam sobremaneira”. “Ah, então é melhor eu ir ver ali de uma coisa”. E posto isto o aldeão começou a correr pelos campos como um desalmado. Soube mais tarde que ele pegou num bote com o objectivo de “ir só ali até ao Brasil fazer uma vénia ao Rei”, mas passados dois quilómetros de sair da Ericeira desmaiou de cansaço e caiu inanimado no mar. A perda não foi grande, e o ganho foi imenso: neste momento só preciso mesmo de saber como tomar conta de um rebanho.
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Salazar morreu, ou como a censura me mandou dizer, faleceu heróicamente.

Written By Tiago Lacerda on sábado, 31 de julho de 2010 | 31.7.10

A alegria tristeza que me embala durante a escrita desta noticia é tal, caros leitores, que nem sequer consigo ter forças para chorar as lágrimas que por de certo estão desejosas de correr copiosamente pela minha cara abaixo. Padeço de joanetes. Numa nota mais alegre Salazar morreu. Ah, e o Sr. Salazar também morreu, o que também é triste (viram senhores da PIDE espectaculares senhores da PIDE portei-me bem, nada de vir de noite dar cabo do meu canastro reeducar-me). Embora esteja certo ao pensar, que os meus leitores estão ansiosos por ouvir novas dos meus desconchavados pés, o (sagrado) dever (patriótico) impede-me de vos falar nisso e obriga-me a noticiar a morte de Salazar.

Após dois anos a babar-se e a cantar “Quem é o presidente do conselho aqui? Sou eu, sou eu, sou eeeeuu!”, resultados de um hilariante trágico acidente que sofreu, Oliveira Salazar morreu por fim. O povo rejubila-se chora com a sua morte e o fim da sua ditadura maravilhosa administração do país, sabendo no entanto que ainda temos de aturar o Marcelo Caetano esperança pois temos connosco esse maravilhoso ser humano que é Marcelo Caetano.


Salazar sempre foi considerado um beatozinho cabrão que destruía aos poucos (e desde dentro) o nosso país e empobrecia o seu povo. Talvez por isso as demonstrações de dor sejam quase tão poucas como as pessoas que têm o Belenenses como primeiro clube. O seu regime venenoso e sem liberdade foi pior (e nem acredito que vou escrever isto) do que ver o Rui Patrício a defender uma baliza. sempre foi considerado um homem devoto à igreja e ao seu país. Edificou algumas das maiores obras de sempre contribuindo de forma ímpar e ainda assim paneleira para o desenvolvimento do nosso belo e glorioso país. As inúmeras demonstrações de dor que por todo o país podem ser observadas (entre elas pessoas a dizer “Coitadinho “ ou “É uma chatice mas é assim a vida, que se lixe”) são por isso normais e compreensíveis. O seu regime (super-hiper-mega) glorioso foi tão bom como ver um filme onde entre a Soraia Chaves e esta fique nua, que a gaja é bem boa fique desnuda mas de uma forma artística e sem poucas vergonhas, embora admitamos que a Menina Soraia possui as qualidades necessárias para despertar em qualquer homem o desejo de cometer esse delicioso indecente pecado da carne.


Agora que o governo de Marcelo Caetano, não vive mais sobre as ordens dessa voz esganiçada e demente de comando de Santa Comba Dão surge a duvida de como será daqui para a frente governado o nosso país. As perspectivas não são boas são óptimas.




P.S: O autor da notícia quer alertar o leitor para o facto de a mesma ter sido alvo de uma revisão por parte da Censura. Apesar de este vosso periodista de primeira água não aceitar ser pressionado, teve de mudar de ideias quando o ameaçaram de lhe tirarem e queimarem todos os seus livros sobre liberdade de expressão, bem como a sua colecção da Anita. Se por isso, caro leitor, achou que esta noticia (ao contrário do habitual) não teve piada nenhuma, não fique a pensar que o autor é uma merda. A Censura é que deu cabo disto tudo.



P.S: O autor desta notícia não foi de forma alguma censurado. Se isto não tem piada é porque o autor é cócó. O autor gostaria também de assegurar aos seus leitores que a guerra está a correr super bem, e que Angola é tão portuguesa como o Pepe. O autor não se perdoaria a si mesmo se perdesse a oportunidade de expressar a sua suprema admiração pelo Estado Novo. A admiração que tem é tão grande que até possui no seu quarto um poster com todos os membros do conselho usando apenas uma tanga. Viva o Estado Novo!

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Uma aventura sem condições higiénicas; a magnifica viagem de Gago e Sacadura

Written By Tiago Lacerda on sábado, 19 de junho de 2010 | 19.6.10


Terça-feria foi um dia histórico para Portugal. Não, não vou falar do sensaborão empate da selecção no mundial. Vou isso sim falar-vos de um feito histórico realizados por portugueses (e nem sequer me estou a referir ao conhecimento de Luís Freitas Lobo em matéria de futebol e cozinhados franceses feitos com os pés). Gago Coutinho e Sacadura Cabral, dois aviadores portugueses que surpreendentemente trabalham (em vez de fazerem greves só porque sim a toda a hora), realizaram ontem a primeira travessia área do Atlântico Sul.

A travessia foi feita num Hidroavião e, usando a linguagem da área, “demorou prá chuchu”, levando os aviadores de Lisboa ao Rio de Janeiro em escassos quatro meses. Quatro meses cheios de aventuras que os aviadores se mostraram ansiosos por contar aos jornalistas, numa conferência de imprensa que só não foi mais animada porque ninguém tinham erva, ou preservativos. Questionado sobre como é o dia-a-dia de um aviador que sobrevoa um oceano Gago Coutinho afirmou “B-bbb-bbb-bestial, se excluirmos a falta de coisas para fazer, a não existência de casa de banho (muito pássaro deve ter ficado assustado com o novo predador de duas bochechas que cruzou os céus), e ainda a infecção urinária que ambos apanhámos. Pequenas coisas, que nunca manchariam esta viagem maravilhosa”.

Sacadura Cabral, que durante toda a intervenção de Gago se mostrou distraído, não pareceu concordar com algumas das atitudes descritas pelo colega. “Tivemos os nossos problemas. Houve uma vez em que o Gago insistiu para eu controlar a asa direita do avião. Ora, toda a gente sabe que eu não sou um extremo, que sei controlar melhor o avião a partir da parte central onde consigo fazer voos a pique que rasgam os céus com elegância”. Quando inquiridos por esse ser sexy, que é este vosso repórter, sobre como resolveram esse problema, Cabral respondeu “Ouvindo e respeitando a opinião um do outro. Não, estava a brincar consigo, andamos à porrada durante horas, e eu cheguei mesmo a partir o pénis do Gago. Foi muito engraçado”.

Gago, que não pareceu ter uma memória especialmente feliz do acontecimento, acrescentou “Sim, mas eu ainda te despenteie uma ou duas vezes. E houve uma vez em que quase te ch-chh-cch-cheguei a beliscar”. Depois destas declarações que claramente foram rabichas, a conferência de imprensa animou com Sacadura Cabral a mostrar como se torce uma orelha a Gago Coutinho sem este estrebuchar.

Gago e Sacadura são um curioso par. Mas a verdade é que o seu feito será recordado por muitos e bons anos, e nada nem ninguém lhes tirará import.... GANDA GOLO! Esta Argentina vai longe...
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Portugal assina tratado de Tordesilhas. YUPII! Metade do mundo é nossa!

Written By Tiago Lacerda on sábado, 12 de junho de 2010 | 12.6.10


Esta semana decorreu a assinatura do famoso tratado de Tordesilhas entre Portugal (Portugal! Portugal! Portugal!) e a Espanha (huuuuuuu só porque têm o Xavi já tem a mania que jogam bem á bola!). O tratado, com um nome assustadoramente parecido a um tipo de tortas, consiste na divisão do mundo em dois, metade para Portugal metade para a Espanha. Portugal, que não anda cá há dois dias, fez a coisa de maneira a ficar ainda com o Brasil. Segundo informações que dispomos, o rei português não queria deixar de dar a oportunidade aos seus súbditos de poderem descobrir e em seguida assassinar João Kléber. (Antes que alguém me processe há que dizer que eu estava a brincar. Gosto muito do João Kléber, especialmente se estiver a ser cozinhado numa enorme panela por índios canibais com a tradição de comerem a sua vitima enquanto esta ainda estrebucha).


Pela parte Espanhola também há regozijo do bom. Em especial porque se descobriu na corte um acto lascivo a que decidiram baptizar com um nome parecido ao da sua nação. Mas também estão contentes com a assinatura do tratado. Isto porque estão convencidos de que ficaram com a melhor parte do mundo. Esperem só até eles descobrirem Cuba e o Hugo Chávez. Hi, hi, hi (gargalhadinha maleficamente infantil).


Em declarações super hiper mega exclusivas e ri-fixes ao Jazigo, Sua majestade o esplendoroso Rei D.João II mostrou-se muito satisfeito por “termos conseguido assinado um tratado que além de ser bom para os dois países, não é nada arrogante”. Depois destas sábias declarações, este vosso mui estimado jornalista questionou o cognominado “Príncipe Perfeito” se os rumores que se ouviam na corte de que se iria transformar num sapo eram verdadeiros. Depois de me conceder um sorriso condescendente (e com uns dentes mais brancos que marfim) Sua Majestade Rei de Portugal e dos Algarves afirmou que “isso é pura fantasia. São campanhas negras levadas a cabo pelos meus detractores, que hoje devem se estar a sentir muito estúpidos, depois da assinatura deste tratado tão importante para Portugal, o mundo e para a minha mãezinha que sempre sonhou ir ao Brasil.


O Jazigo também tentou obter as reacções de Fernando II de Aragão, mas o cheiro pestilento que este emana da boca desencorajou este jornalista, que apesar de no curso da sua profissão já ter visto muitos horrores, nunca viu ninguém tão feio como Fernando II. O facto de Fernando II se babar indecorosamente e coçar o rabo de 30 em 30 segundos também não ajuda.

12.6.10 | 0 comentários

O outro projecto destes dois dementes

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