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Chegou o Verão, toca a cometer loucuras

Written By Sérgio Pereira on sábado, 9 de julho de 2011 | 9.7.11


Abriu a praia artificial do deserto do Sahara

Num momento surpreendente e inesperado, o sheik bilionário e coxo Aladour Kamahtrupoli apareceu em frente das câmeras de televisão e disse qualquer coisa em árabe que ninguém percebeu. Só depois de raptar um marroquino da feira de Carcavelos e utilizá-lo como tradutor, é que se fiquei a perceber que o sheik anunciou a abertura ao público de uma praia artificial em pleno deserto do Sahara. O recinto, com capacidade para cinco mil pessoas e o dobro dos camelos, conta com areia importada da Arábia Saudita e do Dubai, vegetação da Sibéria e móveis do IKEA. A água veio do Oceano Árctico e foi despejada num enorme buraco feito na areia. As primeiras imagens mostram um grande lago e mulheres banhando-se todas vestidas. Conto ter mais informações quando chegar ao local.


Fechou a praia artificial do deserto do Sahara

O caos e a fúria tomavam conta dos banhistas quando cheguei ao local, perto de uma hora que não sei precisar pois o relógio que comprei aos marroquinos ficou sem números assim que o meti no pulso. Estou, no entanto, em condições de adiantar que o Sol se encontrava no céu e as pessoas em terra. Essas pessoas estavam claramente revoltadas e atiravam bosta de camelo ao ar, contra ninguém em particular. O poço onde era suposto encontrar-se a água tinha desaparecido, sem indício algum para onde terá ido, por isso supõe-se que se encontre a monte. Não, acabo de ser informado que a água se encontra a duna, como é costume dizer-se por estes lados. Foi difícil conseguir declarações dos banhistas. Eles aproximavam-se de mim e falavam, só que eu não entendia nada. Por fim, lá encontrei um turista de Moscavide que estava nesta praia artificial quando tudo aconteceu: “Então a gente estava muito bem ao bronze, havia gente dentro de água, entre eles os meus miúdos, mas eu não que tinha acabado de comer um kebab de bifanas há dez minutos. De repente oiço gritos, mas isso foi só uma turista holandesa que foi picada por um escorpião e morreu. Passado quê, nem um minuto, chega um dos meus garotos muito aflito ‘Ó pai, ó pai, a água desapareceu!’. Fui logo ver o que se passava e realmente não havia nem uma pinga no buraco. Ninguém percebe, estamos todos estupefactos”. Um cientista acabou por aparecer e tentou explicar o sucedido, com conversas sobre evaporação e absorção. Perante alguns olhares confusos e a minha pergunta jornalística “Que estás a dizer, seu alarve?”, ele desenvolveu a teoria, dizendo que a água não se mantém estanque em terrenos arenosos e em locais cujas temperaturas são muito altas. Continuámos a não perceber nada, por isso demo-lo de comer aos camelos.
O sheik Aladour Kamahtrupoli acabou por aparecer ao final do dia, com um grande grupo de militares, as dez esposas, três amantes, trinta e dois filhos, quarenta e sete netos, duas serpentes e a mascote dos Jogos Olímpicos de 2012, embora ninguém saiba muito bem porquê e eu não estava com paciência para lhe perguntar. É difícil encontrar força para questões quando a nossa pele está tão vermelha que começa a cair. O sheik obrigou os banhistas a retirarem-se do local, e acabou por o fechar, no mesmo dia em que tinha aberto. O buraco onde se encontrava a água acabou por ser usado para outros fins. Descansa em paz, turista holandesa que ninguém sabe o nome mas que pelo aspecto devia ser prostituta ou drogada por isso também não interessa muito.
9.7.11 | 0 comentários

Monstro do Lockness está constipado

Written By Tiago Lacerda on sábado, 11 de junho de 2011 | 11.6.11

Soube-se ontem através do seu porta-voz, O´Shea Macfflturohuugh, que Nessie, a conhecida criatura do Lago Ness, se encontra constipada. Segundo o porta-voz escosês, dono de uma barba capaz de albergar outra feijoada como a que foi levada a cabo na ponte Vasco da Gama, Nessie terá ficado “com o pescoço ao frio para que as pessoas continuassem a acreditar nela durante a noite”, e terá sido aí que apanhou este resfriado levado da breca (na Escócia, as doenças têm sempre caracteristicas humanas. Quem não se lembra das hemorróidas tímidas ou da SIDA traquinas?).
O´Shea Macfflturohuugh, a quem eu vou começar a referir-me, por uma questão de simplicidade, como Luís Alberto Manuel dos Santos Almeida Rosário Carmo Afonso, disse ainda que Nessie “é rija e está já a tomar medidas para curar esta gripe”. O escocês não quis no entanto dizer que medidas estaria Nessie a tomar, medidas essas que estão a intrigar os especialista com quem eu fui falar. Mack Mackie Mackong, um dos maiores especialistas mundiais sobre Nessie, mostrou-se preocupado ao falar comigo desde a cave da casa onde vive com a mãe: “esta é uma notícia preocupante. Porque não sabemos que pode Nessie fazer para ficar melhor. É verdade que um Cêgripe tratava do assunto, mas encontrar um Cêgripe que prencha as necessidades de Nessie é muito difícil, pois não há comprimidos tão grandes”- disse quase à beira das lágrimas Mackong.
Na comunidade de admiradores de Nessie a preocupação e, sobretudo, a falta de carícias sexuais são grandes. Milhares e milhares de admiradores de todo o mundo, ao saberem da noticia, deixaram para trás os seus jogos de Gamão e Aritemética Divertida, para virem acampar para junto do lago em apoio ao seu adorado monstro jurássico. Sinais como “Nessie fica melhor”, “Nessie quero que me faças um filho apesar de saber de fonte segura, nomeadamente na minha imaginação, que és uma fêmea e que por isso tecnicamente não me o podes fazer, que teria de ser eu a fazer-te um filho a ti não se desse o caso de termos entre nós divergências de ADN e até mesmo fisiológicas que tornam isso impossível!” ou ainda o clássico “Legalizem a erva!”.
Até à data não se sabe mais notícias sobre o estado de saúde de Nessie, mas as cada vez menos algas clinexs que vêm dar a costa (cheias de muco) fazem ter esperança que este ser a quem demos um diminutivo ao mesmo tempo que a apelidamos de monstro, esteja a ficar melhor. Vamos esperar que sim, esta gente tinha um ataque se soubessem que o monstro que nunca viram nunca mais lhes ia aparecer à frente.
11.6.11 | 0 comentários

Leónidas Trujillo é eleito presidente da República Dominicana e eu aproveito a oportunidade para gozar com o nome Leónidas.

Written By Tiago Lacerda on sábado, 21 de maio de 2011 | 21.5.11

Foi uma noite eleitoral estafante, aquela que decorreu ontem na República Dominicana. Vários relatos independentes apontam que o dia de eleições foi de tal ordem atarefado que os Dominicanos apenas puderam tomar 35 banhos nas suas águas paradisíacas, e apenas 5 em cada 6 tentaram evadir-se para os Estados Unidos. O vencedor da contenta (dito assim parece que estava montado num cavalo negro com uma grande lança, mas a verdade é que isto não se passou. O cavalo era branco) foi nem mais nem menos que Leónidas Trujillo, que surpreende assim tudo e todos mas sobretudo os seus pais, que se tivessem achado que ele algum dia chegaria longe na vida nunca lhe teriam dado um nome destes.
Ainda a votação estava a decorrer e pelas ruas já corria o rumor de que seria Leónidas o vencedor. Talvez isso se devesse, contudo, a uma tendência peculiar que os dominicanos mostraram: ao que parece Leónidas nem precisava de ter gasto dinheiro na campanha. As armas apontadas à cabeça dos votantes chegaram bem para ele vencer esta eleição democrática. Quando soube da vitória, Trujillo mostrou-se muito surpreendido, o que serviu para mostrar ao povo dominicano que o seu novo presidente pode ser um pulha, é verdade, mas ao menos é também um actor de mão cheia.
Como as únicas informações que disponho sobre a eleição de Leónidas Trujillo são estas, propunha ao leitor que me acompanhasse nessa transcendente viagem que é encher chouriços com o perfil de um candidato presidencial. 
Leónidas Trujillo, além de ter um nome apropriado para uma marca de pastilhas elásticas, tem também um bigode. Sei o que leitor está a pensar, se calhar estou a dar informações a mais e já estou a entrar no campo pessoal. Mas repare, leitor, Leónidas Trujillo tem mesmo um bigode. E não é um bigode qualquer, é um bigode conhecido no mundo da política capilar como “Hitler mariquinhas” ou ainda “meia dúzia de pelinhos ridículos debaixo do nariz”. Por fim, e agora sim com medo de partilhar demasiada informação, queria só apontar um facto ao leitor: Leónidas Trujillo, além de saber tocar baixo muito bem, é a cara chapada de Oliveira Salazar. E quando digo chapada não é ao calhas. Com um nome destes, o mais certo é as feições de Leónidas terem mesmo sido moldadas ao tabefe. Nada que Salazar não merecesse. Enfim, oportunidades que se perdem.
21.5.11 | 0 comentários

Índia descoberta por indivíduos que nunca foram ao Barreiro


Foi num clima de festa e alguma embriaguez sórdida que os portugueses festejaram mais um triunfo internacional. Não, o FêCêPê não ganhou mais nenhum caneco, e mesmo que ganhasse não se falava de portugueses a festejar bêbados. Para isso existe o Benfica. Falo, obviamente, da chegada da armada de Vasco da Gama a Calecute. Porém, a folia inicial dissipou-se quando Vasco perguntou pela Madre Teresa e os nativos lhe responderam “Isso é em Calcutá, sócio!”. O semblante carregado tomou conta da armada lusa mas não por muito tempo, pois afinal de contas havia mulheres todas nuas à frente deles.

Fome, miséria, call-centers. Estas foram algumas das realidades por que Vasco & Cia. não passaram, pois foram recebidos na Índia como heróis. Heróis não só por terem atravessado “mares nunca dantes navegados” para ali chegar, como também por o terem conseguido perdendo somente “uma catrefada de marinheiros” por escorbuto e “outros tantos que saltaram das caravelas com medo de apanhar escorbuto”. Em exclusivo ao Jazigo, o comandante marujo Pinto Salgado afirmou “Só tenho a dizer que estamos felizes porque sim, e que não admito piadas com o meu nome”. Nisto um indiano aproximou-se e perguntou ao comandante “Importa-se de ser o primeiro acepipe genital de sempre?”. E foi este o momento da mudança. Os colegas de viagem de Pinto Salgado começaram-se a rir e o pobre coitado foi meter-se de molho… peço desculpa, foi para a sua tenda embirrado.

Quanto a Calecute propriamente dita, Vasco da Gama pouco ou nada tinha a dizer: “Olhe, sabe, sobre Calecute eu pouco ou nada tenho a dizer”. Com uma notícia para acabar e um comboio para apanhar, perguntei ainda ao marinheiro, se bem que de forma rápida, quais eram os planos para o futuro na Índia, ao que o te-te-te-te-tetra-avô de Luís Amado declarou: “Bom, para já estamos a pensar nuns outsourcingzitos, pois Portugal está a precisar de médicos especializados em doenças terceiro-mundistas que dêem consultas à distância. Você sabe: peste, varíola, vontade de construir passarolas… Depois também tencionamos descobrir uma iguaria qualquer que deixe as pessoas a bufar pelas orelhas, e que lhes provoque mais doenças que só os médicos em outsourcing podem tratar. Para finalizar, mas só se tivermos tempo, ainda queremos passar a fronteira para o Paquistão e dar cabo do canastro ao Bin Laden. Esse maldito pirata afundou-nos mais navios do que o Adamastor e o monstro do Loch Ness juntos”.

Com todos os dados recolhidos, fui tratar de apanhar o comboio a Nova Deli com destino a Paris. Quase que o perdia: não porque ele já tivesse partido, que já tinha; não porque fosse depressa, porque é fácil apanhar em andamento um comboio que vai a cinco à hora. Quase que o perdia porque nunca tinha visto um comboio com as carruagens dispostas em posições do Kamasutra, e perante aquele espectáculo soberbo, aquela maravilha deste mundo e de todos os outros, até me esqueci qual era a minha carruagem: a “bigorna” ou o “carrinho-de-mão”.
21.5.11 | 0 comentários

Leonardo Da Vinci morre. Reencarnação como Rato Mickey é hipótese.

Written By Tiago Lacerda on sábado, 7 de maio de 2011 | 7.5.11

Leonardo Da Vinci morreu ontem à noite, vítima de uma doença prolongada que ele próprio criou. A maleita conhecida pelo seu criador como “aquela merda que tu tiveste a linda ideia de inventar, Leonardo!”, já vinha afectando o pintor\escultor\cientista\body builder\decorador de interiores usando apenas papel de alumínio\orador\larilas\escritor\professor\escritor de livros sobre como ser um - pintor\escultor\cientista\body builder\decorador de interiores usando apenas papel de alumínio\orador\larilas\escritor\professor com sucesso, há alguns anos, mas apenas ontem levou de vencida Leonardo ao ganhar-lhe no braço de ferro.

Ao saberem da notícia, milhares e milhares de pessoas ficaram absolutamente na mesma. Mas houve pelo menos umas três que ficaram com uma cara mais carregada do que o habitual (embora isso também possa ser devido a prisão de ventre que nesta altura do ano, segundo ouvi dizer, é muito comum). Em Itália, pátria de Da Vinci (e que já que estamos nisto podemos confirmar que Da Vinci, ao contrário do que dizem algumas bocas sujas, nunca foi ao Brasil, Praia e Bissau, a Angola ou a Moçambique, uma vez que a “Rua Direita” foi o mais longe que alguma vez esteve de sua casa), houve mais consternação e mesmo dor com o espantoso número de quatro (sim, leu bem, quatro!) pessoas a ficarem devastadas.

A estas incontáveis almas sofredoras o Jazigo traz, no entanto, boas notícias. Depois de saber da morte de Leonardo achei por bem, até por uma questão de sensibilidade e brio profissional, invadir-lhe a casa e roubar-lhe todos os documentos que conseguisse. E fico feliz ao afirmar que descobri numa série de papéis empoeirados um plano de Da Vinci que prevê o seu regresso a Itália após a sua morte. Num estilo nada à la “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, Da Vinci planeia voltar ao mundo dos vivos reencarnando nada mais nada menos que num rato. Que tipo de rato, não sabemos adiantar, mas é claro que Da Vinci se recusa a voltar para um rato que não use calças. E assim sendo restam-nos três hipóteses: rato Mickey, Topo Gigio e Cicciolina. 

“Acho muito difícil que o Da Vinci reencarne no corpo do Mickey, ele era homossexual, e o Mickey apesar de ter uma relação no mínimo estranha com o Pateta, anda envolvido com a Minnie”, disse ao Jazigo das Noticias o professor Abílio da Fonseca, conhecido especialista em reencarnações de pessoas renascentistas. “Agora o Topo Gigo é sempre uma opção. É um rato, usa calças, é italiano, e tem um dos ares mais rabetas que eu já vi. Resumindo, tem tudo para receber em si o Leonardo Da Vinci”. Quanto à possibilidade de Leonardo Da Vinci reencarnar no corpo de Cicciolina é afastada de forma veemente por Abílio da Fonseca: “Isso era passar de cavalo para burro. O Da Vinci podia ser muita coisa, agora parvo é que não era!”.

O Jazigo das Notícias continuará a seguir este caso e se surgirem novos dados, ou se nos apetecer apenas vender mais usando para isso o sensacionalismo como ferramenta, postaremos aqui todos os detalhes.
7.5.11 | 0 comentários

Nada agrada a gregos e troianos, excepto Helena, um cavalo, e Helena e um cavalo

Written By Sérgio Pereira on sábado, 23 de abril de 2011 | 23.4.11


Está tudo farto de guerra. É esta a conclusão a que se chega ao ver gregos preparando uma retirada de Tróia. Meninos! Se vissem os americanos a aguentar ali estoicamente no Afeganistão, até tinham vergonha de lutar de túnica! Mas bem, são gregos, gostam mais de pensar do que andar a carregar espadas e arcos de trás para a frente. Se bem que, segundo cálculos a que o Jazigo teve acesso de forma exclusiva, um livro do Aristóteles pesa mais do que todo o armamento do exército helénico.

E tudo isto exactamente por causa de Helena, essa meretriz espartana que trocou o marido Menelau por Páris, o príncipe troiano, a badalhoca. Agora se permitem a este modesto jornalista dar uma opinião, é para mim mais que claro que eles se amam, tal como Édipo amava a mãe. Em conversa com Menelau, o rei espartano confidenciou-nos: “Obviamente que esta atitude dela só podia dar em guerra. Tudo bem que foram demasiados anos a lutar, mas ainda assim muitos menos do que dura uma novela da TVI. Só que também não posso ser julgado. Quem é que não comete uma loucura ou outra quando a nossa esposa é muito idêntica à Diane Kruger?”. Confrontado com a hipótese de Helena ter fugido por culpa de má performance sexual do marido, Menelau respondeu irado: “O QUÊ? Nem pensar, é tudo mentira, provavelmente da Briseida, essa troiana maldita que só causa confusão! Deixou o Aquiles louco, virou-o contra o Agamémnon, fez um arroz de cabidela com um soldado morto, … maldita hora em que a raptámos!”.

Com a guerra acabada, o que se seguia? Em conversa com Aquiles, fiquei muito perto de me tornar larilas. Aqui ficam as declarações essenciais do guerreiro que é também pai de meia dúzia de meninos africanos: “Ai, o futuro, o futuuuuuro, ui! O futuro é uma incógnita maior do que a orientação sexual do José Carlos Malato. Teremos de esperar para ver. Para já tenho aqui este enorme cavalo de madeira, giríssimo, que o Ulisses idealizou, para dar de prenda aos troianos, por todo este transtorno e sujeira que criámos. Sem segundas intenções, é mesmo só para compensar os estragos. Dez anos de guerra, ainda por cima por causa de uma mulher - que nojo! – é coisa para deixar umas nódoas nas alcatifas bem difíceis de tirar. Por isso vamos deixar este cavalinho aqui e vamos embora, ninguém precisa de se preocupar mais com mortes e invasões e isso”.

Seja por influências do arco-íris que Aquiles emanava da boca, seja mesmo por sinceridade, o cavalo é mesmo uma obra-prima. Parabéns Ulisses, por esta preciosidade vale a pena até a tortura mais desumana com o canto das sereias e também todos estes anos afastados da esposa, que compensa a falta de Bunga-Bunga fazendo renda de dia e desfazendo à noite. E dezenas de homens à espera dela, pronto para o que der a vier, mas ela nada. Além de pobre e mal-agradecida, também passa por má costureira. 

Contudo, tenho a dizer que há algo de estranho com o cavalo. A barriga é muito grande e saliente. Se calhar é uma égua e está prenha. Os troianos que tenham cuidado, se aceitarem este cavalo ainda se habilitam a que lhes nasçam uns potros dentro das muralhas da cidade.
23.4.11 | 0 comentários

Por vezes os jornalistas tropeçam nas notícias, outras vezes têm de contorná-las

Written By Sérgio Pereira on sábado, 16 de abril de 2011 | 16.4.11


Durante o dia 15 de Abril apeteceu-me dar uma volta. Sair, apanhar sol, ar e, com sorte, uma garota de 9 anos. Dei por mim em Illinois, nos Estados Unidos. Mais concretamente em Des Plaines. “Que estou eu aqui a fazer?” foi o meu primeiro pensamento, “Será que nesta cidade existem escolas primárias?” o segundo. Comecei a dar a volta à cidade, mas depressa percebi que não havia nada para ver. Uma urbe da década de 50 com 50 mil gatos pingados torna-se desinteressante ao fim de 50 horas de caminhada. Até que algo aconteceu. Uma miragem, pensei ao princípio. Uma dádiva de Deus, pensei depois. O cansaço de 50 horas non-stop a andar está a fazer-me passar para o lado negro, foi a conclusão mais lúcida. Aproximei-me lentamente, como um leão da sua presa. Mas depressa percebi que não era uma escola primária, e aquilo que eu pensava ser uma petiz não passava de um anão imberbe e travesti.

À frente dos meus olhos estendia-se uma fila enorme. Não porque houvesse muitas pessoas, mas porque as que perfaziam a fila eram tão gordas que ocupavam vários metros quadrados cada uma. Aproximei-me de uma senhora com bigode e sabrinas rotas, para a indagar do motivo daquele ajuntamento. “É o paraíso na Terra! Vai abrir hoje! Estou tão emocionada que era quase capaz de o comer, se não tivesse uma orelhas tão finas.”. Afastei-me lentamente, como uma presa com medo que o leão comece a correr. Dirigi-me para onde a fila estava voltada, ou melhor, dirigi-me para a foz de um tumultuoso rio de baba. E nessa foz encontrava-se uma pequena casa pré-fabricada. “Queres ver que o lobo mau apanhou os três porquinhos e agora vai distribuí-los por esta gente mais esfomeada que um futuro filho da Angelina Jolie?” foi a metáfora perfeita para perceber que precisava de me sentar, comer e beber qualquer coisa. Como cá fora não havia bancos disponíveis (apenas três, ocupados por um senhor que era o primeiro da fila), entrei dentro daquela casa.

O odor era intenso, mas a minha transpiração da longa caminhada foi imediatamente suplantada por um cheiro a fritos que não se podia. E o pior, nada de cachopas menores de idade. “Mas que vem a ser isto?”, perguntei indignado. “Isto é o paraíso na Terra!”, gritou-me a senhora da fila, provando que o excesso de gordura lhe destruiu o sentido do gosto mas apurou-lhe o da audição. “Isto é o primeiro McDonald’s de sempre”, respondeu-me uma cozinheira de dentes podres e dedos gordurosos. “E então do que se trata este McDonald’s?”, perguntei continuando sem perceber. “Está a ver aquela gente toda lá fora? Pronto, vá, aquelas seis pessoas com 300 quilos cada uma. Elas são capazes de comer qualquer coisa, até uma placa de contraplacado. E nós aproveitamos  para fazer negócio com isso. Basta meter ketchup, maionese e sementes de sésamo por cima do contraplacado.”. 

Pronto, estava explicado, não precisava de saber mais nada. Antes de sair daquele estabelecimento pude comprovar a qualidade da madeira e de uma bebida que oscilava entre água suja e água do Darfur. Não, esperem, se calhar era mesmo só água suja. Contente e com as forças reestabelecidas levantei-me, paguei a conta, lavei uns pratos para conseguir pagar a conta (quem diria que comer árvores ficava tão caro) e perguntei onde podia encontrar uma moça que não soubesse o que são equações exponenciais. “Tenho uma dessas em casa”, respondeu a cozinheira, e a minha felicidade atingiu o seu apogeu. Pude finalmente fazer aquilo que tanto perseguia: brincar às bonecas e à cabra-cega – sorte das sortes, a miúda era mesmo cega! Foi um pagode que nem vos conto.
16.4.11 | 0 comentários

Faxineiras em greve por falta de condições e de gorjetas que não envolvam apalpões no rabo

Written By Sérgio Pereira on sábado, 9 de abril de 2011 | 9.4.11


Uma semana especialmente sangrenta, dizem alguns. Uma sorte em só ter perdido um braço e o nariz, dizem os habitantes do Médio Oriente. Seja como for, este início de mês não tem sido nada fácil para as senhoras da limpeza. Tal como disse Maria Gorete ao Jazigo, “em Abril Sonasol mil”. As desgraças têm-se catapultado, e sorte serem só as desgraças. Se catapultam mesmo uma pessoa imaginem a sujeira que isso não cria.

“O pior são as alcatifas, o sangue entranha-se, mistura-se com a urina de gato e os restos da lasanha, chego a passar duas horas de cócoras a esfregar sem descanso. E já não estou habituada a tanto esfreganço de cócoras desde que o meu marido Joca se meteu com a badalhoca do 3º esquerdo. Antes essa que a vaconça do 5º direito, só sabe sair de casa para ajudar os esfomeados e os sudaneses”. Os relatos sucedem-se, quais boatos sobre o tipo de tampões que fulana X usa. E não, sangue azul-esverdeado não é normal. A não ser que morem em Marte. Ou no Japão. Ou no Barreiro. 

Infelizmente, pouco tempo têm tido as faxineiras para cuscar. Só neste mês já vão três acontecimentos calamitosos, a exigirem o trabalho árduo das rainhas da higiene. “Primeiro foi aquele lanudo do Kurt Cobain, suicidou-se com comprimidos. Não causou grande transtorno, o vómito de Valium sai bem com um pouco de lixívia. Por um lado ainda bem que o fez, já começava a ficar farta da quantidade de pêlos que todos os dias tirava do ralo da banheira. Ele com aquele cabelo e a mulher com o que vinha das axilas. E os púbicos também. Mas principalmente os das axilas.”. Pousando por um momento a esfregona, Guilhermina de Jesus tenta mostrar-me as maravilhas do último catálogo da La Redoute, mas a minha peça estava longe de estar terminada e saí em passo apressado.

Seguiu-se Layne Staley, o eterno vocalista dos Alice In Chains. Quem o encontrou foi Felisberta Inácio: “Então não é que fui dar com o moço morto no sofá com uma agulha espetada no braço e vários medicamentos e drogas à sua volta? Não podia ter feito isso na banheira? Era só despejar dez litros de ácido sulfúrico lá para dentro e não tinha mais problemas! Agora assim tive de usar uma mistura de limão, hortelã-pimenta e óleo de fígado de bacalhau para não sentir o cheiro do cadáver em decomposição. Já as nódoas saíram bem, bem-haja ao senhor por usar o speedball, a mistura de heroína e cocaína. Se tivesse sido com Pikachu era bem pior. E não era só por causa dos choques eléctricos que deixavam o sofá impregnado de um cheiro a carne queimada, também era por a fenilciclidina estar cara, neste momento o dimenidrinato compensa mais”. A esta altura percebi que já tinha informação mais do que suficiente. “Não quer ver esta revista da Oriflame?”, gritou-me Felisberta quando eu me encaminhava para a porta com as mãos a tapar as orelhas e a gritar “LA LA LA LA LA LA”.

Uma última paragem era necessária. A conversa com Patrocínia Conceição foi rápida, visto na perspectiva de um miúdo de dois anos que ainda não aprendeu o conceito ‘tempo’. “Então já viu que um rapazinho chamado Dead se matou? As ironias da vida! Era tão bom moço, limpava ele próprio o sangue das galinhas que sacrificava, desinfectava as correias e as facas com que se torturava, não fazia mal a ninguém excepto aos animais que encontrava mortos… Para umas experiências científicas, dizia ele e eu acredito, que não percebo nada destas pessoas genial.. génias… génitairias, vá. E ele faz uma destas! Pelo menos deixou um bilhete a pedir desculpa pelo sangue, só para verem os bons modos que o rapaz tinha. Nunca falhava um ‘bom dia’, respondia sempre com um grunho! Enfim… vidas! E depois veio aí o amigo e colega dele, o Neurónyos ou Euronymous ou lá como se chama, e ficámos ali os dois de boca aberta a ver aquilo, ele tirou umas fotografias, rapaz artista o Eurocoiso, e depois pegou nos miolos do Dead e fez um guisado. Tenho-lhe a dizer, o piqueno tem um dedinho para o sal…! Provei um bocadinho e estava daqui. E aquilo tinha um ingrediente secreto lá pelo meio, ainda lhe perguntei mas não me quis dizer. Desconfio de esterco de cabra montesa. Ou isso ou coentros. Mas vou para o primeiro. O sabor dos coentros é mais enjoativo. Não quer ver o que diz do seu signo na TV Guia?”.

E chegou assim ao fim uma aventura mortífera. E algo nojenta. E com relativo mau gosto. Mas estas duas últimas pouco. Só a parte do limão é que foi esticar de mais a corda. Agora vou comer. Talvez uma posta de salmão. Diz que fica bem regado com molho de Valium e óleo de fígado de bacalhau, tudo fervido num dente de alho. Até para a semana.
9.4.11 | 0 comentários

Por íncrivel que pareça agora há agulhas que ajudam a fazer ó-ó!

Written By Tiago Lacerda on sábado, 2 de abril de 2011 | 2.4.11

“Como vai ser hoje? Com o martelo ou com o bastão? Eu queria com porrada de três em pipa, mas infelizmente o Doutor Christian Hell reformou-se e só com dois barrigudos não há operação que se faça em termos”. Eram este tipo de comentários que até aqui todos podíamos ouvir, quando nos sentávamos à espera da nossa vez de ser anestesiados e posteriormente operados. Mas isso chegou ao fim. Tudo porque, na passada semana, num dia que nós podemos desde já afirmar em exclusivo que se situou entre Domingo e Segunda, o Dr. Crawford Long realizou pela primeira vez na história uma cirurgia com anestesia. A operação foi um sucesso como relatou a um jornalista menos dotado do que eu o Sr. Long – “A operação foi um sucesso”. Quando eu, e apenas eu, tive a sensatez de ver que só esta declaração não adiantava de nada, e perguntei ao excelentíssimo senhor doutor questões mesmo boas, ele respondeu “Foi um sucesso, porque o paciente cooperou connosco. Antigamente, por incrível que pareça, os utentes revelavam-se muito difíceis de operar! “AI, que dor enorme! VOU MORRER VOU MORRER!” eu estava farto de ouvir isto de mariquinhas que não aguentavam uma amputação de pernas, braços e uma orelha sem dar um espectáculo digno do Filipe La Féria. Mas hoje felizmente tudo correu pelo melhor”. Um jornalista muito belo e inteligente, que só mais tarde vim a perceber ser o meu reflexo num espelho, perguntou ao médico que tinha ele contra o Filipe La Féria. “Nada”- respondeu o doutor - “mas o pessoal do departamento de psiquiatria é capaz de não ter a mesma opinião que eu!”.

Quanto ao doente que foi operado, tinha apenas maravilhas a dizer. “Foi, simplesmente, mágico. Eu já tinha sido operado duas vezes, e lembro-me de não ter gostado. Especialmente quando me davam porrada até eu desmaiar ou me mandavam a cabeça contra um poste. Mas parece que tudo depende da pessoa que nos opera. Com o Dr. Long foi só levar uma vacina no rabo, dois os três sopapos (para dar sorte, disse ele) e pumba! Quando dei por mim, estava deitado com o meu pâncreas removido e a minha cara só medianamente negra!”.

Também as enfermeiras do hospital se revelaram muito satisfeitas, não tanto com este avanço médico, como com a minha disponibilidade de ir espreitá-las ao vestiário. Mas ainda assim estavam todas muito contentes, tirando, claro, aquela que insistiu em me denunciar à polícia.*

No que às anestesias diz respeito, estima-se que possam começar a ser distribuídas por todo o Mundo (e também na Etiópia) daqui a cerca de um mês. Até lá, aproveite caro leitor para se despedir do martelo de aço inoxidável com que costumava ficar a ver estrelas. Pode ser a sua última vez.



*Acabo de ler a queixa que foi feita. Afinal, TODAS as enfermeiras fizeram queixas de mim. Triste, muito triste... Uma pessoa tenta ser simpática e é assim que lhe agradecem!
2.4.11 | 0 comentários

Leilão emocionante no Império Romano! Vamos em directo para o Coliseu de Vómitos de Roma.

Sim, é verdade, estou a escrever-vos em directo de 193 d.C., reportando um leilão extremamente importante para o destino do Império Romano. Várias perguntas podem surgir na cabeça dos leitores. “Como é que pode ser em directo se as pessoas tanto podem estar a ler agora, como eu estou, ou daqui a dois meses?”, “Como é que alguém está a escrever em directo de um passado tão longínquo?” ou “É normal a minha nádega direita ter esta verruga em forma de hexágono e cor-de-laranja?” são realmente questões pertinentes, contudo só posso responder a uma: vá ao médico. Se fosse em forma de trapézio estava tudo bem, mas assim o seu estado preocupa-me.

O que está em leilão no dia de hoje é, nada mais, nada menos, do que o trono ao Império Romano. “Mas como é possível o maior cargo de um Estado estar à disposição de quem o comprar pelo valor mais alto?”. Então mas o leitor ainda aqui está? Vá lá tratar dessa verruga rápido e deixe-me contar o que se passa sem interrupções (podia agora fazer piadas à volta de Paulo Futre e sobre o facto de estar concentradíssimo, mas sou demasiado íntegro para tal). Pois bem, sócios, são os romanos, do que estavam à espera? Ir para as termas, encher o bandulho, vomitar, encher o bandulho, vomitar, tomar banho, vomitar, encher o bandulho. Esta gente, além de ter inventado a boa-vida e a bulimia, tem uma percepção muito especial de como governar. A maior parte das vezes passa por assassinar quem está no poder, e exactamente por isso é que estou aqui no leilão. Os guardas pretorianos, incentivados por Carvalho da Silva, mataram o Imperador Pertinax por lhes pagar apenas metade do prometido e por “ainda ser qualquer coisa aos gauleses, como se vê pelo nome”. De facto, o tio de Pertinax tinha um primo que conhecia alguém que andou com Abraracurcix em Religião e Moral no 8º ano. Por isso justifica-se o homicídio. E Pertinax nem se pode queixar muito, ainda esteve 86 dias no poder, bateu Santana Lopes. “Ah, não, Santana Lopes já é de um período posterior a Pertinax, por isso essa lógica está errada”. Sabe o que mais está errado? Essa verruga já ter neóns azuis-bebé à volta.

Após matarem Pertinax, os guardas pretorianos resolveram que o melhor era pôr o trono do Império a leilão. Porque o que faz mesmo falta é os destinos do Estado ficarem nas mãos de um idiota rico pronto a explorar o seu povo e a fazer o que bem lhe apetece. Mas isso é só no futuro com Berlusconi. Com certeza agora vai ser alguém decente a tomar conta do poder.

E começou o leilão neste preciso momento. No púlpito está aquele senhor da Sotheby’s que mais parece um mordomo do Batman, com um martelo na mão pronto para comer sapateira. 

“UMA MOEDA DE OURO!”

E aí está, a primeira proposta a surgir. É Dídio Juliano a entrar com força!

“UMA MOEDA DE OURO E A MINHA FILHA!”

E sobe-se a fasquia! Donald Trump a apostar um trunfo que lhe pode valer a vitória! Vamos ver. 

“DUAS MOEDAS DE OURO E SEIS ESCRAVOS, UM AINDA EM RELATIVO BOM ESTADO!”

“DUAS MOEDAS DE OURO, A MINHA FILHA E DUZENTAS PESSOAS QUE ESTOU A PENSAR DESPEDIR HOJE!”

“TRÊS MOEDAS DE OURO E UMA VIAGEM DE CINCO NOITES À TURQUIA, ESTADIA E PEQUENO-ALMOÇO INCLUÍDOS!”

“TRÊS MOEDAS DE OURO E UM CASI… aaaah não posso, levei-o ontem à falência. Bolas!”

“Quem dá mais que a proposta de Dídio? E VAI UM! Três moedas de ouro e uma viagem à Turquia é a proposta a bater. E VÃO DOIS! Cheguem-se à frente fregueses, não é todos os dias que têm o império à disposição num leilão. TRÊS! Império vendido a Dídio Juliano por três moedas de ouro e uma viagem de cinco noites à Turquia, estadia e pequeno-almoço incluídos!

E foi com uma voz parecia à daquele senhor do Preço Certo que anuncia os prémios, que o senhor da Sotheby’s anunciou o vencedor do leilão. Não sem antes bater o martelo para desmanchar uma pata de sapateira que chupa vigorosamente neste momento. Daqui é tudo, dou por terminada a notícia. De volta a si e à sua verruga, leitor.
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Congresso bane a poligamia. Milhares de pénis em luto como sinal de prostesto.

Written By Tiago Lacerda on sábado, 26 de março de 2011 | 26.3.11

“Não mandem o escroto para o desemprego!”, “Bolas! Assim que farão as MINHAS bolas!?!” ou ainda “Erectos estamos, erectos nos manteremos na luta contra a injustiça!” foram apenas alguns dos cartazes que se puderam ler durante a manifestação em frente ao Congresso dos EUA. Milhares e milhares de pénis viajaram de todos os cantos do país (rebolando pelas ribanceiras abaixo, enquanto se tentavam equilibrar qual palhaço Salsicha) para protestar contra a recente lei do congresso que declara ser ilegal a prática de poligamia nos EUA. Os milhares de seres fálicos usaram uma fita negra atada na sua base como forma de protesto e como forma de se “manterem activos”.
Numa manifestação onde a harmonia entre seres desiguais (circuncisados e não circuncisados) foi constante, e onde o fogo-de-artifício ficou a cargo dos próprios protestantes (embora se deva realçar que o fogo foi demasiado monocórdico), cedo se percebeu que os falos não arredariam bolas até terem algum tipo de resposta. Segundo os pénis “esta medida nada mais faz do que tirar trabalho aos verdadeiros pénis americanos. Estamos com esta medida, não só a cortar trabalho mas a ajudar os nossos concorrentes islâmicos que, como se sabe, além de terem as regalias da poligamia ainda têm o hábito cultural de trabalhar muito! Assim como é que um pénis de classe média, digamos entre os seus 15 a 23 centímetros e com apenas uma parceira, consegue estar (literalmente, pois há indivíduos negros nestes países) à altura?
Os congressistas responsáveis por esta lei mantém-se firmes e continuam a apoiá-la. “Esta lei foi o melhor que podia acontecer à América. Isto porque a poligamia é um acto que desagrada a Deus, e uma nação como nós under god, não pode dar-se a esse luxo” - afirmou o republicano Jack Ihá Cowboy do Texas, antes de completar dizendo “Ah, e os gays. Os gays também são nojentos!”. Quando souberam das declarações do congressista, muitos pénis que se encontravam na fila da frente (os maiores) rebolaram-se a rir, criando sem querer o que parecia ser uma nova pista de gelo. “Contra Deus, não é? Já estive dentro desse senhor mais vezes do que as que estive erecto. E olhe que eu não sou nenhum frouxo como os chineses!”.
A manifestação continuou durante horas graças a uma frota de pénis-médicos bem guarnecida de Viagra. Ainda assim, não se sabe se devido à muita exitação se a outros motivos, muitos pénis desfaleceram com dores e tiveram de ser levados de emergência para o hospital, onde um poster gigantesco de Napoleão Bonaparte nu a fazer amor com Vanessa Fernandes lhes foi mostrado até ficarem mais “calmos”. Quando entrevistei os médicos e lhes inquiri sobre a possiblidade de estarem a levar as coisas demasiado a sério dopando em demasia os protestantes, estes responderam-me que não, que tudo aquilo era culpa “do pau de cabinda de terceira que algum trazem para aqui. Devem pensar que isto é um concerto dos Led Zeppelin com certeza! Mas olhem á volta. Vêm alguma senhora com peixe na vagina? Eu sei a resposta. Claro que não vêm. Em primeiro porque não possuem olhos. Em segundo porque isto não é o raio de um concerto dos Led Zeppelin!!!”.
O protesto continou enquanto eu vinha embora. Sinceramente foi um protesto que me enojou de sobremaneira cobrir, mas pelo lado positivo: para a semana prostestam as vaginas, e eu aqui estarei. *Enorme sorriso depravado por parte de Tiago Lacerda*
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Cuidem-se pássaros, pois chegou o vosso pior inimigo

Written By Sérgio Pereira on sábado, 19 de março de 2011 | 19.3.11


Até agora voavam descansadinhos lá bem alto, pois os terrestres não tinham força para atirar uma pedra que vos deixasse inconscientes. Preparem-se agora: dois paus em V e uma nova invenção vai dar-vos cabo do canário… desculpem, canastro. Mas se apanhar algum canário também não há problema, tudo o que vier à rede é ave.

Era o pior dia da vida de Stephen Perry, e nunca mais parecia acabar. Tudo porque o seu filho Joe não parava de berrar “Don’t wanna close my eyes, don’t wanna fall asleep because i would miss you baby and i don’t wanna miss a thing”. Só faltava esta a Stephen: um pirralho que não queria ir dormir para não perder as eliminatórias dos Ídolos. E isto nem seria muito mau, se ele de manhã não tivesse pedido ao pai para tocar numa banda cujo vocalista parece uma mulher e é júri dos Ídolos. É de deixar qualquer homem de negócios e inventor de coisas fora do sério. Tanto que só lhe apetecia inventar uma máquina do tempo para poder recuar até aquela noite em que não cedeu à tentação do prazer carnal com Cláudio Ramos. Devia ter previsto o rebento que resultaria dali.

Após Joe desmaiar de cansaço devido às cinco horas seguidas de Ídolos e duas de Jennifer Lopez a mostrar o quão grande e perfeito é o seu rabo, Stephen deitou mãos ao trabalho. “Ai aquele cuzinho meu Deus! AAAAAAAAAAHHHHHH!”. E assim ficou pronto para dar azo à imaginação. A partir daqui, e como a história é muito chata, pode-se resumir a semana de Stephen em: combinou borracha com látex (parou aqui uns minutos para imaginar como ficaria o rabo de J-Lo em calças de látex), inventou o elástico, patenteou-o na última quinta-feira, 17 de Março de 1845, deram-lhe uma pipa de massa e voltou para casa a tempo de ver um grande plano do traseiro de J-Lo. Preparava-se para mais (masturb) acção quando o filho começou de novo a cantar “Don’t wanna close my eyes…”. As lágrimas vieram ao rosto de Stephen, enquanto que no seu interior imaginava uma vida sem Joe e casado com J-Lo. E tudo estava perfeito, até que o seu irmão Steve Perry irrompe pelo quarto a gritar “Don’t stop believing, hold on to the feeling!”. Nisto, Joe entra no quarto do pai e dão-se todos conta que Stephen tem a mão direita agarrando vigorosamente a genitália. E nunca mais a família Perry foi a mesma. Ainda bem que Cláudio Ramos se foi embora logo após o nascimento de Joe para apresentar o “Olhó Vídeo”, senão imaginem a tragédia.

P.S.: Posso assegurar que durante a produção desta notícia nenhuma ave viu a sua integridade física ameaçada, excepto duas rolas e três borrachos que já estão ali a fazer companhia a um arroz de cabidela. E por borrachos quero dizer “gajas mesmo boas” que convidei para um serão engraçado. É, contudo, importante esclarecer que nenhuma das gajas é Steven Tyler. Já o Cláudio Ramos encontra-se são e salvo, aquilo é uma ave difícil de apanhar, não pára quieto com as asas.
19.3.11 | 0 comentários

Depois de largos anos de batalhas (sobretudo de bebida) a Escócia torna-se num estado.

Written By Tiago Lacerda on sexta-feira, 18 de março de 2011 | 18.3.11

Com o sol a nascer sobre os seus campos verdejantes (agora sujos de sangue, tripas e bilhetes para ir ver “Homem Aranha - O Musical”), nasce também um novo amanhã para a Escócia. Mas nenhum escocês se manifesta. Nenhum escocês canta de alegria ou saúda o sol como o velho amigo que é. Não, estão todos de ressaca. O cheiro a vómito e a mixórdias mais esquisitas que o Sumol de laranja e chocolate, impregna o ar de forma sufocante, deixando qualquer um agoniado. Felizmente que temos a maravilhosa visão do nascer do sol sobre milhares de escoceses peludos a usarem kilts. Caso contrário, não sei como é que este vosso repórter suportaria este horror, não fosse a oportunidade de quando em vez pontapear nos tomates um destes bandidos para assim aliviar a pressão.

Com o avançar do dia e já com o Sol no seu Zénite, os escoceses começam a acordar aos poucos. Estão como sempre estão as pessoas depois de uma revolução: zonzos mas alegres, confusos mas satisfeitos, livres mas fartos de ouvir Zeca Afonso. É só quando uma enorme carroça (apedrejada pelo caminho devido à greve dos carroceiros) chega com quantidades industriais de cerveja, que o outrora campo de batalha ganha vida. Assim que os escoceses se levantam e pegam nos seus pesados machados, eu, Tiago Lacerda, tomo a corajosa decisão de parar de insinuar nesta notícia que os escoceses são um povo bêbado e rude. Por nenhuma razão em especial, claro, embora deva confessar que o machado atirado por Sir Mckualgaunhll, que me passou rente a cabeça, foi bastante mais persuasivo do que eu estava à espera.

À medida que o campo ganha vida, há um nome que o corre como o vento corre pela erva alta (leia-se à bruta) - William Wallace. O herói caído em Falkirk (juro que não inventei esta!), é considerado o grande obreiro de tudo o que recentemente aconteceu na Escócia. Para os meus leitores portugueses terem uma noção, William Wallace é visto na Escócia da mesma forma que Salazar foi visto em Portugal durante muito tempo (nomeadamente pelo Benfica). A única coisa que não possui é o fascismo, mas para isso é que o Mel Gibson cá anda. Tal devoção a Wallace deixa, como se sabe, Robert the Bruce, o verdadeiro rei, chateado, mas os escoceses só se poderiam interessar menos por isso se ele se fosse casar com Kate Middleton.

À medida que a noite chega e que grandes fogueiras (onde infelizmente ninguém se lembrou de enfiar o Mel Gibson) são acessas os gritos de “FREEEEEDDOOOOOOOM” e “VAAAIIIISSSS SEEEER PROCEEESSAAAADOOOOO” ou ainda “PORQUÊEEEE?” a que se sucedia a resposta “ POOOOORQUEEE ISSSOOOO É MAAAAARCAAAAA REEEEGIIIIISTAAAADAAAA! ESPERAAAAA UMAAAAA NOTIFICAÇÃO DO TRIBUUUUUNAAAAAL EM QUIIIIINZE DIIIIIIAAAAAAAAASSS!” foram repetidamente ouvidos.

Parece que os escoceses finalmente perceberam que estão livres, que bom. Agora com licença, mas tenho de ir desinfectar-me todo com Quitoso. Não confio nas condições de higiene da idade média.

18.3.11 | 0 comentários

Indiano toma posição inédita no seu país e declara uma greve de fome (mas desta vez intencional)

Written By Tiago Lacerda on sábado, 12 de fevereiro de 2011 | 12.2.11

Mahatma Gandhi iniciou hoje uma greve de fome contra a sua detenção. O pacifista indiano está farto de ser preso e por isso decidiu, segundo as suas palavras” tomar uma atitude com que todo o povo indiano se pode identificar”. Estas declarações proferidas de forma exclusiva por Gandhi ao Jazigo das Notícias, estão no entanto a causar um enorme reboliço social e político, não obstante o facto de só agora estarem a ser reveladas. Milhares e milhares de indianos (ou pelas contas asiáticas, meia dúzia de gatos pingados) não gostaram da atitude de Mahatma apesar de apoiarem a sua causa. “Ninguém gosta de ir preso, e isso deve ser ainda mais frustrante quando não se aldrabou ninguém nem se recorreu a violência. Mas isso não justifica a atitude do Sr. Gandhi que, ao declarar uma greve de fome (voluntária), está a fazer pouco do povo indiano que na sua maioria não tem que comer. Para terem uma noção, era mais ou menos o mesmo que uma menor se prostituir na Tailândia só pela diversão.” Estas longas declarações foram proferidas, como o leitor por decerto já desconfiou (devido ao seu enorme volume), pelo Marcelo Rebelo de Sousa da Índia. Ou seja, Nuno Rogeiro. Estava a brincar, foi mesmo pelo actor indiano dos Morangos com Açúcar que usa o cabelinho de tal forma que faz com que a guedelha do Jorge Jesus pareça bonita.
Mas nem só comentadores vindos de séries juvenis de baixa qualidade comentaram este caso. Também a presidiária e antiga estrela de filmes juvenis de baixa qualidade, Lindsay Lohan, se pronunciou sobre este caso. “Deixa-o vir para a choldra e vais ver se ele faz greve. Uma tipa da ala C tentou isso, e acabou por me comer a mim e à minha mala Chanel, embora de maneiras distintas como é óbvio. A minha mala mereceu uns bons linguados, eu fui trincada de tal forma que a expressão “trinca espinhas” ganhou todo um novo significado”.
Também os seus opositores políticos contestam esta medida de Gandhi que adjectivam de “extrema, pouco fofinha e um acto abjecto que deveria envergonhar o senhor Mahatma, ao ponto de para o resto da sua vida este usar apenas um lençol como roupa. Mas nem é um com motivos florais ou com cores! É um branco, tipo fralda, que o atormente no momento de sair para público. Pois fica a pensar “ Será que limpei o bum bum em condições?”.
Gandhi, no entanto, mantêm-se impassível, mas isso talvez se deva mais à falta de nutrientes do que outra coisa. “Não vou voltar a atrás com esta greve de fome! Disse que a faria e vou fazer! Quem é que eles pensam que eu sou para desistir assim? O Guillermo Fariñas não? O que é isso que têm aí? VOCÊ TEM A LATA DE COMER À MINHA FRENTE? SAIA JÀ DAQUI SEU MONTE DE BANHAS ANORMALMENTE BEM PARECIDO!”.
Enquanto este jornalista corria tentando fugir da raiva de Gandhi sem deixar cair o seu hamburger de queijo e fiambre, pensou que isto da greve de fome altera mesmo as pessoas. E já longe de Gandhi e a andar a um ritmo normal, lembrou-se do exemplo dos judeus de Auschwitz-Birkenau e constatou que tinha razão. Esses depois da greve de fome (que não tinham precisão nenhuma de fazer porque, diga-se de passagem, se quisessem podiam seguir o exemplo da companheira da ala C da prisão de Lindsay Lohan. Trinca Espinhas era o que não faltava.) também ficaram muito mais desconfiados. Esperemos que com o Gandhi isto não aconteça, se não a Inglaterra está feita ao bife.
12.2.11 | 0 comentários

Ainda diziam que o Saddam era pioneiro. Um macaquiinho de imitação!

Written By Sérgio Pereira on sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 | 28.1.11


Aaaaah, como o mundo do jornalismo inventado é difícil! As exigências que semanalmente se nos apresentam, obrigando-nos a dar largas à nossa imaginação para criar textos alucinados e, com sorte, ligeiramente humorísticos, são um fardo pesado que mói os músculos da sabedoria fantasiosa. Por vezes, o cérebro não nos responde, num acto de rebeldia imberbe, deixando estes jornalistas em maus lençóis, a pensar como cumprirão os seus desígnios profissionais. Não raras vezes esses jornalistas precisam de umas férias relaxantes e revigorantes. Esta semana o destino escolhido foi a gigante ilha que é a Austrália, mais concentrado nos estados de Victoria e Queensland. A escolha muito se deve ao meu hobby favorito: olhar para cenários devastadores. Fica-se assim quando se cresce no Interior de Portugal.
A viagem adivinhava-se longa. Madrid – Londres, Londres – Nova Iorque, Nova Iorque – Los Angeles e finalmente de Los Angeles para Sidney. Tudo correu bem, excepto a última parte desta jornada com trejeitos de maratona mundial. A certa altura começou a sentir-se uma forte turbulência e, enquanto o Diabo esfregava um olho e coçava o rabo com a outra mão, os pilotos perderam o controlo do avião. O inevitável despenho deu-se numa ilha algures no meio do Pacífico. Após a profunda sesta em que o impacto com o solo me colocou, levantei-me e olhei em volta. Nada em meu redor, apenas um cenário paradisíaco com água limpa e areia fina à minha frente. Atrás de mim, árvores abriam caminho a uma densa selva. Era o único sobrevivente.
Entrei pela selva dentro, imbuído de um espírito aventureiro e de uma vontade de obrar dos diabos. Encontrei uma mulher sensual que se banhava nua num lago. O meu primeiro pensamento foi “Mulheres sensuais em ilhas desertas do Pacífico? Ora bolas, traumatismo craniano”. Mas quando ela se virou e começou a praguejar contra mim, percebi que ela era bem real. O inglês misturado com o espanhol e com aquela língua esquisita que os avatares falam denunciava-a: era uma guamesa.
Estava então em Guam. Ao menos não era uma ilha deserta, o que me dava hipóteses remotas de ir a tempo para a Austrália e ver as cheias. Mas tinha de ser rápido. Fugindo da mulher sensual que me perseguia com uma lança e uns seios rechonchudinhos badalão-badalão, prossegui pela selva. Todavia, rapidamente a minha corrida foi impedida. Um homem já de certa idade e com aspecto asiático interrompeu-me ameaçando de morte a minha vida. “Sushi kamikaze arigato karaté” foi o que percebi da sua sinfonia vocal desconcertada, muito provavelmente porque estas são as únicas palavras que compreendo de japonês, e tenho a tendência de cair em estereótipos desnecessários. “Oh homem de Buda, volte para o seu buraco e deixe-me lá passar que estou com pressa!”, disse-lhe visivelmente apreensivo. Mas a minha urgência rapidamente se dissipou, pois nada me fazia preparar para o que aí vinha. O japa não me deixou passar, pois se o fizesse eu ainda o ia denunciar aos “malditos dos amaricanos”. “Porque iria eu fazer isso?”, perguntei na mais profunda das inocências. “Então, isto em guerra vale tudo!”. Guerra? Esta sim apanhou-me de surpresa. Corria o dia 24 do mês 1 de 1972, e as guerras andavam longe deste lugar. A não ser a Guerra Fria. Mas que teria Guam a ver com a Guerra Fria? “Qual guerra fria, seu tuga ignorante? Estamos no Pacífico, isto está um calor que não se pode! Estou a falar da Segunda Guerra Mundial”. Ah bom, agora já faz sentido… espera, nem por isso. O quê? “Então, estamos em plena Segunda Guerra Mundial, não estamos? Aliados contra Alemanha e Japão?”. Ui, agora é que este me tramou. Então mas que estará esta figura aqui a fazer? “Então, eu estou aqui em guerra desde 1944, pois claro! Sou um orgulhoso soldado do Império do Sol-Nascente!!!”. Só me f****! O avião tinha mesmo que se despenhar nesta ilha, para ser eu a contar a verdade a este homem! Que mal fiz eu ao mundo? Só porque pego em notícias históricas, distorço-as ao máximo, enfio umas piadas lá pelo meio e chamo-lhe jornalismo? Não tenho culpa de em pequenino ter sido exposto durante longos períodos de tempo à emissão da TVI! Bem, vamos lá a isto: “Vai-me desculpar pelo que eu vou dizer, mas a guerra acabou”. A intriga tomou conta dos olhos bicudos do soldado. “Acabou há muito?”. Bolas, precisamente a pergunta que queria evitar. “Sim, acabou há… ora deixa cá ver… 3 e 6 18 noves fora nada… vai para uns 28 anos”. O choque, o horror, o arrependimento de dizer isto a um soldado de guerra com metralhadoras e granadas à volta da cintura. Pelo menos foi o que eu pensei assim que acabei a frase, mas a reacção do japonês foi o de se encostar a uma árvore, deslizar por ela abaixo até ficar sentado com os joelhos encolhidos, e começar a chorar que nem um bebé. Missão cumprida. Fui-me embora.
No geral, podem considerar-se umas férias positivas. Vi a maior quantidade de água enlameada da minha vida, e só precisei de abrir a torneira da casa-de-banho do hotel de Brisbane onde fiquei. Quanto ao soldado, nunca mais ouvi falar dele. E seguindo a lógica, talvez só oiça daqui a 28 anos. Agora é altura de voltar a exercer a minha profissão em força.
O quê, cheguei ao limite de texto? Pronto, olha, fica para a semana.
28.1.11 | 0 comentários

Primeiro vírus de sempre papa a memória RAM e os sonhos de um menino

Written By Tiago Lacerda on sábado, 15 de janeiro de 2011 | 15.1.11


A porta da masmorra está agora fechada para sempre. Timmy, depois de sete dias sem dormir, já desistiu e está caido no chão desperado, amorfo e com os membros superiores mais moles e dobradiços que a vagina de uma prostituta com 50 anos de carreira. Não mais este ruivo de ar subnutrido passará pelos portões de Zakhara com o seu Blood Kigth de nível 80, o virtualmente famoso “Onésimo - The Slayer from Baixa da Banheira69”. O primeiro vírus informático de sempre (o “Sexta Feira 13”) incapacitou o computador de Timmy e agora este pequeno sonhador perdeu a vontade de viver. Muitos, com uma alma tão maligna como o Gollum, poderão dizer que ele perdeu a vontade de viver quando passou a estar em frente ao computador 23 horas por dia. Falsidades. Se ele tivesse perdido a vontade de viver continuar-se-ia a alimentar por um tubo pelo qual a mãe lhe envia diligentemente comida liquidificada? Claro que não. Esses ignorantes nas artes arcanas nada sabem. Desconhecem a maravilha que é matar um Gnomo de nível 50 perdendo apenas uma vida (virtual e não só) e a hipotese de ir conhecer aquilo a que no seu mundo patético denominam de “rapariga”. Como se esses seres de peles suaves e formas belas existissem mesmo! Poupem-no, pela barba flamejante de Kara-Turxkj! Esses que se orgunham de “falar com pessoas” não sabem o que é ter uma conversa profunda sobre masturbação às 4 da manhã com uma sereia de três seios chamada Arthur. Não podem compreender o desespero de Timmy, que sempre viveu num mundo onde o medo de doenças não existe. Até hoje. Hoje Timmy tem medo. Teme pela primeira vez, porque viu (tal como muitos outros) o primeiro vírus informático do mundo destruir o seu sonho de um dia se tornar no Mestre Supremo da Magia Azul Catatua. Timmy, um outrora vivaço e enérgico rapaz (em tempos chegou a ser capaz de comer coisas sólidas!), é a partir de hoje um “ser humano” sem propósito. Um bicho do mato ao qual a mãe natureza se esqueceu de dar garras bem como capacidades reprodutivas de monta. A partir de hoje, Timmy, 31 anos, será para o mundo informático o mesmo que foi para o seu pai durante toda a vida: um espermatozóide espertalhão que nunca deveria ter sobrevivido e que durante anos tentou esquecer. A sua vida está destruida, o “Sexta- Feira 13” encarregou-se disso. Game over Timmy, Game Over.
15.1.11 | 0 comentários

Crime! Choque! Horror! Batatas fritas com sabor a presunto!

Written By Sérgio Pereira on sábado, 8 de janeiro de 2011 | 8.1.11

A cidade de Gouveia está em choque. O ambiente no local de concentração para centenas de homens másculos com bigodes farfalhudos é de cortar à faca, principalmente se houver uns casqueiros e umas tiras de entremeada por perto. Em entrevista exclusiva a José Ferreira da Costa, um tuga, percebemos a consternação que reina entre a Associação Nacional de Bigodes. “É um tragédia sem procedentes, nós estemos abertos há... pfff sei lá!... vai fazer um par de anos, por isso será um quarto de milénio, não é, e não nos alembramos de semelhante acontecimento. Estamos chucados, indeguenados e fustra... frusta... frutad... coiso”. Depois de retirar pedaços de frango de há quinze dias da sua pilosidade facial, Joaquim Teixeira Nabo, outro tuga, coçou a zona da genitália e exclamou: “Isto já não há segurança em lado ninhum. Começa a ser preciso um Salazar em cada esquina. Fazem isto a um home que nã fez nada a ninguém excepto seguir o seu sonho... eh pá eu até estou sem palavras. Só de pensar vêm-me as lágrimas aos olhos”.
Por esta altura indaga-se o leitor “Então mas o que é um tuga?”, ao que eu respondo: um tuga é um indivíduo de nacionalidade portuguesa, na casa dos 40/50 anos, que usa camisola de flanela, sapatos de vela, meias brancas, palito na boca e bigode. Mas repudio simultaneamente a superficialidade que o leitor está a demonstrar para com a notícia. Afinal de contas, já vamos mais ou menos a meio e eu ainda não disse do que se trata, num teasing tão brilhante que mais uma linha e perde a piada.
Pois bem, o que se passou foi o seguinte: no passado dia 5 de Janeiro (se houver pessoas a ler isto daqui a uns tempos é melhor constar que corre o ano de mil nove e oitenta e oito) o indiano Karni Bheel - que em português se lê Amílcar Esteves Carvalho – foi vítima de um crime violento que deixou muita gente chocada, excepto o personagem principal do Quem Quer Ser Bilionário?, pois esse já viu de tudo. Detentor de uma proeminente farfalha que media 2,35 metros de uma ponta à outra, Amílcar vivia no estado de Rajastão, onde a competição por quem tem o melhor bigode é intensa. Ora, este homem era nada mais nada menos que o detentor desse título. Por outras palavras, Amílcar dava um autêntico bigode a todos os outros homens da região (então? esta piada era demasiado fácil para não ser feita!). Num acto ainda mais hediondo do que tornar Júlia Pinheiro em directora de programação, Amílcar foi assassinado e decapitado. Contudo, o bigode permaneceu intacto, o que obriga a retirar duas conclusões: a primeira é de que este se tratou de um crime mal planeado ou, por outras palavras, imberbe; segundo, isto traz problemas à Entidade Reguladora Indiana de Barbas, Buços, Bigodes e Outras Categorias com Pêlo na Venta (ERIBBBOCPV, sigla pronunciada na língua original como “caril”), que agora não sabe se Amílcar continua a ter direito ao troféu “Ratos Mortos Acima do Lábio Superior”.
Com a comunidade internacional centrada na possibilidade de se poder isolar o cromossoma Y, que se julga estar presente exclusivamente nos homens (caso se confirme, é de facto revelação para fazer rolar cabeças), existe um temor no Rajastão e em Gouveia que a memória de Amílcar Esteves Carvalho – Karni para os amigos, Milcarzinho para as mulheres com fetiches por pilosidade aglomerada – caia no esquecimento. Da parte do Jazigo faremos tudo para o evitar, colocando-lhe um cesto por baixo tal como os franceses faziam quando davam uso à guilhotina.
8.1.11 | 0 comentários

Preparar... apontar... fogo! Preparar... apontar... fo... que sensação de déjà vu foi esta?

Written By Sérgio Pereira on sábado, 11 de dezembro de 2010 | 11.12.10

E foi mais uma semana normal neste mundo sem definições temporais. Nada a destacar mesmo, tudo o que aconteceu enquadra-se nos parâmetros do corriqueiro. Pessoas nasceram, pessoas morreram, os EUA entraram em duas guerras... espera, hã? Os EUA entraram em duas guerras? Que história é essa? Ora deixa-me cá ler material... pam pam pam.... trrri ti tiri tiros... soldados mortos... pestes e tapetes de Arraiolos... já está, passemos então à notícia.
O passado dia 7 de Dezembro foi especialmente conturbado para os Estados Unidos da América. Durante a tarde, o presidente americano Thomas Wilson sentiu-se entediado, muito graças a ter passado três horas seguidas a jogar ao Burro com o vice-presidente Thomas Marshall. Isso e ter perdido os jogos todos. Após a 193ª derrota em 168 jogos, Wilson virou-se para Marshall e queixou-se da sua vida desinteressante, perguntando-lhe o que poderia ser feito para a animar. Marshall respondeu: “Bom, podemos jogar à Bisca”. Após demonstrar a Marshall que já estava farto de jogos de cartas (foi durante essa demonstração que se inventou o jogo 40 Apanha), o presidente Wilson lembrou-se subitamente de que havia uma guerra a decorrer na Europa:
- Há quanto tempo andam naquilo, Thomas?
- Desde mil nove e catorze, por isso há três anos. Porquê esse súbito interesse, Thomas?
- Porque estou a pensar entrar na guerra, Thomas. Sabes, Thomas, isso seria algo que me manteria entretido, mais do que jogar às cartas contigo ou ver-te a representar o Fantasma da Ópera só em ceroulas de vidro. Além do mais, Thomas, alguns dos países envolvidos na guerra devem-nos dinheiro, e seria chato eles perderem e depois não nos poderem pagar. A quem é que pediamos depois esse dinheiro, à China?
- Tu é que sabes, Thomas. Um pormenor à parte, não te começa a irritar que o jornalista que está a escrever esta notícia esteja constantemente a brincar com o facto de os nossos nomes serem iguais?
Cala-te, Thomas. Antes brincar com isso do que com as ceroulas de vidro. Ou queres que comece? Bom, continuando. Os EUA acabariam mesmo por, nesse mesmo dia, declarar guerra ao Império Austro-Húngaro. Espera-se com ânsia a chegada dos soldados americanos à Europa, algo que pode acontecer entre amanhã e daqui a três meses.
Porém o dia não acaba aqui. De manhã, ao mesmo tempo que Ben Affleck e Josh Hartnett jogavam Batalha Naval enquanto Kate Beckinsale os espiava gulosa, os japoneses atacaram Pearl Harbor. Os torpedos que caíram sobre as embarcações e os estaleiros ao largo do Hawai criaram as ondas perfeitas para Kelly Slater e Tiago “Saca” Pires discutirem o Mundial de Surf. Entre mortos, feridos e centenas de fãs femininas mostrando os seios a Slater, um homem destacava-se no meio da multidão: o seu nome era Paulo Portas, e gritando como um maluco dizia para quem o quisesse ouvir....... não ouvi o que ele disse porque era dos que não queria, mas deve ter sido algo do género “Se me tivessem comprado submarinos nada disto tinha acontecido. Ficavam endividados e viveriam sob a sombra do FMI, mas não vos tinham afundado os barcos.”. Foi necessário que Jon Voight... perdão, Franklin Roosevelt fizesse uma declaração ao país, algo que aconteceu de forma rápida, imediatamente após terminar um jogo de canasta com o seu vice Henry Wallace. Abalado e furioso por não lhe terem calhado jokers, Roosevelt pediu desculpa no seu discurso aos americanos. Desculpa não por causa do ataque a Pearl Harbor ter acontecido e ele não ter conseguido defender o país, mas sim por o seu nome do meio ser Delano. De resto, Frank apenas assegurou que será dada uma resposta séria aos japoneses, à Alemanha de Hitler e às empresas que fazem baralhos de cartas e metem lá “uma escassez de jokers que até mete dó”.
Concluindo, os EUA entraram no mesmo dia em duas guerras mundiais. Na Europa ocidental espera-se ansiosamente que os norte-americanos venham dar a volta ao rumo dos acontecimentos. Porém, para tal acontecer, é bom que se usem armas, bombas tanques, aviões, barcos e todo esse arsenal bélico. Se a guerra tiver de ser resolvida numa partida de Sueca... medo, até porque Hitler gosta de ter sempre cartas na manga e na sua pastor-alemão. Um cafuné à cadela e lá aparece um ás do nada para limpar aquela bisca seca. Ou então não deixam estar a cadela na sala, porque os pastores-alemães são cães para largar muito pêlo, que se agarra facilmente ao tapete de Arraiolos colocado por baixo da mesa de jogo.*
* Já estavam a pensar que a referência ao tapete de Arraiolos no início do texto era só para a parvoíce, não estavam? Há toda uma lógica, por isso é que eu é que sou o jornalista.
11.12.10 | 0 comentários

Miguel Ângelo faz parceria com “amigo” que é quiroprata e põe muita gente a olhar para o tecto

Written By Sérgio Pereira on sábado, 4 de dezembro de 2010 | 4.12.10

Que beleza descomunal! A perfeição geométrica das formas! O requinte do toque clássico por toda a obra! A estética de um trabalho que parece superiormente acabado mas que tem algumas pontas soltas para o observador dar largas à imaginação! Bom, é tempo de escrever uma notícia, chega de ver o desfile da Victoria’s Secret.
Esgotado, feliz e com pressa de ir à casa-de-banho. Foi desta forma que Miguel Ângelo desceu do andaime colocado no Palácio Apostólico, a residência oficial do Papão... Papa, queria dizer Papa. Peço desculpa pelo engano, não estava a querer insinuar de forma alguma que os padres gostam de papar ou ser papados por menores de idade. Longe disso, a minha cabeça não entra nessas ideias mesquinhas. Por falar em cabeças a entrar em sítios, voltemos ao Papão... peço desculpa novamente, voltemos ao início.
Esgotado, feliz e com os collants urinados. Foi desta que Miguel Ângelo (que com isto tudo nem tempo teve de chegar à casa-de-banho a tempo) desceu do andaime colocado no Palácio Apostólico, mais concretamente na Capela Sistina. Foi aí que o artista italiano usou dos seus dotes renascentistas para pintar o tecto da capela. A obra, que durou quatro anos (1408-1412), tem sido alvo de contestação. “Tanto tempo? O Miguel utilizou trabalhadores portugueses ou quê?”, disse ao Jazigo uma velha coscuvilheira como tantas outras. Mas ela estava enganada. Miguel Ângelo não utilizou a ajuda de ninguém. Os 1,100 m2 do tecto foram pintados exclusivamente por ele. “Então porquê tanta demora?”, perguntou-me a anciã bisbilhoteira, e a resposta é simples mas complicada. Paradoxo? Sim, foi o que Ângelo fez naquele tecto. Tendo em conta que se tratava de um local como o Vaticano, onde conseguimos encontrar mais cristãos do que encontramos agentes da polícia nas favelas do Rio de Janeiro, foi um pequeno lapso por parte do pintor e escultor italiano ter começado por pintar dezenas de arco-íris e centenas de homens seminus a comerem manga dos corpos uns dos outros. Quando em 1409, um ano após ter iniciado a obra, Miguel chegou ao pé do Papa e lhe disse todo contente “Já está!”, a admiração foi total. “Já está? Então e o <>? Então e o meu beijinho?”, perguntou o Papa Júlio II. Mais tarde, quando viram o resultado, os membros do clero do Vaticano disseram ao pintor “Huuummm, falta-lhe qualquer coisa, tipo figuras religiosas. Vê lá se tratas disso depressa.”. Zangado por tal tratamento (afinal de contas o pedido dos membros do clero não incluiu um “se faz favor” ou um acto de sexo oral que são sempre bem vindos para o artista en questão), Ângelo acabou por demorar três anos a concluir a pintura.
No último dia 2 de Dezembro foi finalmente possível mostrar ao público o trabalho de Miguel Ângelo. Muitas pessoas estavam embasbacadas, principalmente porque o pintor decidiu tirar os collants urinados que já se lhe estavam a colar à pele. Quanto ao tecto da capela, a opinião foi unânime: “está giro, mas ficava melhor se contasse o final”.
Entrevistado pelo Jazigo com uma distância de segurança pelo meio, um Miguel Ângelo sem qualquer roupa nos membros inferiores declarou: “Pois, parece que daqui a uns anos tenho de cá voltar para pintar mais qualquer coisita. Diz que a populaça quer saber como acaba a história da Bíblia, por isso lá vou eu ter de subir novamente ao andaime e pintar o dia do Julgamento Final, se bem que não sei muito bem ainda como o fazer. Quer dizer, como pintar o final de um julgamento em que a sentença é prisão efectiva e depois os condenados andam aí a passear-se livremente pelas televisões? Lá está, é complicado.”. Enquanto Miguel Ângelo volta e não às pinturas, os seus planos seguem caminhos bem diferentes do que aqueles aos que já nos habituou: “Bem, agora as minhas intenções são entrar numa série juvenil onde faça de tartaruga que saiba artes marciais, bem como gravar uns quantos álbuns medíocres com uma banda chamada Golfinhos e depois acabarmos para os media nos darem uma atenção exacerbada”.
Após a entrevista, Miguel Ângelo e o Papa desapareceram rapidamente juntos para dentro de uma sala fechada à chave. Poucos minutos depois, foi a vez do Coro de Santo Amaro de Oeiras entrar na mesma sala. Lá dentro ouviram-se gritos, que pensa-se dizerem respeito à musica Gloria in Excelsis Deo. Ou isso ou o I Got You Babe de Sonny & Cher. A melodia é parecida.
4.12.10 | 0 comentários

Billy - O garoto (não é tão giro pois não?) comemora o seu parabéns a você.

Written By Tiago Lacerda on sábado, 27 de novembro de 2010 | 27.11.10

E hoje, dia 23 de Novembro, o bandido com mais acne e mudanças de voz no Faroeste faz anos. Parabéns ao Billy the Kid. Bill faz hoje 21 anos e ao que tudo indica ainda vai viver uma longa e duradoura vida. Se não reparemos no seu estilo de vida: forma gangues de bandidos, rouba gado, mata pessoas, e é procurado por toda a gente. O que tem este estilo de vida que lhe possa ser prejudicial? Assim de repente não me estou a lembrar de nada. A não ser que um xerife amigo seu lhe espete uma bala no bucho, à traição, mas isso é tão inverosímel, tão inverosímel que é bem capaz de acontecer (isto a vida é assim, é sempre de quem um gajo menos espera que vêm os coices, ou neste caso o tiro que nos leva desta para melhor). De qualquer forma parece pouco provável que o Billy tenha problemas e, mesmo que os tenha, com tantas instituições de consolo a adolescentes mentalmente instáveis (Morangos com Açucar, Hannah Montana, etc...) ele terá sempre em quem se apoiar.
Numa carreira tão curta é impressionante o que este jovem já alcançou (ainda as pessoas falam do Messi e do Ronaldo.... queria ver os meninos bonitos dos grandes espanhóis a matarem um ferreiro aos 17 anos só porque ele se recusava “a fazer dildos metálicos com inscrições da bíblia”). Este homicídio, aliás, foi o que lhe causou maior transtorno. Não se sabendo muito bem porquê, começou a ser procurado por gente arcaica (o primeiro estado a persegui-lo foi o Texas) que achava que a bíblia era sagrada e que nunca se deveria misturar com o sexo a não ser que se fosse republicano. Ou então gente que acha que matar outras pessoas é errada. É uma das duas. Mas como a sorte protege sempre os bandidos e os arguidos da Casa Pia, Billy conseguiu com isso começar a construir a fama e o respeito que todos lhe atribuímos hoje (essencialmente porque temos medo que ele nos dê um tiro).
Billy tem ainda, segundo os rumores que todos os dias chegam à nossa redacção (e que mesmo sendo rumores têm fontes mais credíveis que o Correio da Manhã) muito sucesso junto das mulheres. Tudo bem, na sua maioria são mexicanas, o que torna a coisa mais fácil (TEQUILLA! PUM-PUM! TEQUILLA!), mas ainda assim, tendo em conta que a cara de Billy se parece com a do Wormtail da saga Harry Potter, não está nada mau.
Por falar na cara do The Kid, porquê a cartolinha? Quem é que ele julga que é? O Slash? O Lincoln? Quer dizer, ele é um bandido, não é nenhum presidente que ame de morte o teatro. E se não se é um presidente propicio a execuções ou se não se é capaz de tocar o Sweet Child Of Mine de trás para a frente com um loop no meio, não se deve usar uma cartola. Mesmo que se seja um bandido sem respeito pela lei. Há coisas com que não se brinca Bill!
Bem, de qualquer forma, toda a redacção do Jazigo deseja um feliz aniversário ao Billy The Kid e está satisfeitíssima por anunciar que juntou uns troquinhos e comprou a Billy um presente: uma caixa com dois dildos metálicos. Um com inscrições da bíblia, e outra com inscrições do Alcorão. Só porque achamos que se é para ofender, mais vale ofender toda a gente.
27.11.10 | 0 comentários

O outro projecto destes dois dementes

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