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Das cinzas às cinzas, do pó ao pó, a memória permanece

Written By Sérgio Pereira on sábado, 12 de março de 2011 | 12.3.11

Chegou ao fim uma das aventuras mais emocionantes e com o menor orçamento de sempre. Começou dentro de um anexo em Amsterdão, acabou numa estância turística no noroeste alemão. A protagonista dessa história: uma jovem alemã judia com muitos sonhos e pouco Quitoso na pochette, caso contrário não tinha apanhado piolhos para morrer de tifo. Era enfiada numa câmara de gás como os outros. Mas julgava-se especial, a menina.
Voltando à imparcialidade jornalística (peço desculpa por este ataque, fui apanhado pela doença d’ A Bola), Anne Frank deixou-nos… um diário pessoal para todos lermos, quais penetras. Nele podemos encontrar várias entradas, mas não tantas como Anne gostaria – tal como se pode constatar pela paixoneta que a miúda desenvolveu dentro do sótão. Este futuro bestseller, ideal para atear fogueiras e assar kosher sobre ele, é um brinde à Humanidade, pois podemos finalmente saber o que vai na cabeça das adolescentes. A primeira menstruação, o primeiro beijo, o pulso forte de um nazi… não necessariamente por esta ordem. E para os caros leitores perceberem do que se fala, nada melhor do que ler a primeira e última passagem desse diário, em exclusivo n’ O Jazigo das Notícias.
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Segunda, 6 de Julho de 1942
Querida Kitty,
Sinto-me um pouco confusa. Talvez seja por o meu pai andar tão nervoso que fumou a droga toda da Holanda dentro deste espaço fechado. Neste preciso momento estou com algumas dificuldades de escrever para ti sem me distrair com o dinossauro vestido à Elvis Presley mesmo ao meu lado. Enfim, espero que esta situação não dure muito tempo, ou ainda perco o último filme do Charlie Chaplin. O senhorio deste anexo diz-me que O Grande Ditador é o melhor filme de ficção científica alguma vez feito, mas que o Chaplin esteve melhor n’ O Triunfo da Vontade. Sempre defendi que se ele saísse do registo cómico para ser mais dramático a carreira dele só ganhava. Preocupa-me também o pouco espaço que tenho para brincar. Isto mesmo bem era termo-nos escondido no campo. E a Holanda tem flores tão altas e bonitas! O problema era se o meu pai as fumava também.
Segunda, 12 de Março de 1945
Querido diário,
AAAAAAAAAAH UUUUUUUUUUUUH IEEEEEEEEEEH BRRRRRRRRRRRUHHHHHHH GAGAGAGAGAG tenho o tifo KAKAKAKAKAKAKA BBBBBBBBRRRRRRRRRRRRRRRIIIIIIIIIIIIIIIIIII isto está um pouco mau, a minha mana já patinou por causa desta brincadeira UUUUUUUUUUUU AH AH AH só me apetece coçar FFFFFFFÓÓÓÓÓÓNIXXXXX malditos piolhos e o seu cocó GRRRRRRRAH fui.

Relatos impressionantes e alucinados, como puderam ler. Agora é esperar pelo livro para saber o que acontece entre estes dois registos. Aviso: a leitura não é apropriada para nazis, caso contrário os mesmos ficarão irritados por não terem tido a oportunidade de apresentar o bonzão do Zyklon B a Anne Frank. É perceptível que o que a miúda precisava era de algo que possuísse até às entranhas o seu corpo ardente.
12.3.11 | 0 comentários

Americanos dão espetáculo em plena Segunda Guerra Semi-Mundial

Written By Tiago Lacerda on sábado, 5 de março de 2011 | 5.3.11

Há três coisas pelas quais os americanos são conhecidos: guerra (muitas vezes louca), obesidade e Glenn Beck, que junta num só o melhor dos dois mundos anteriores. Não é obeso, é verdade, mas é bem gordinho. Não faz a guerra, é verdade, mas é louco o suficiente para a inventar. Sendo estas três características algumas pelas quais os filhos do Tio Sam (filhos do tio é sem dúvida um grau de parentesco que deixaria Fritzl orgulhoso) são mais conhecidos, seria de esperar que alguma anulasse a outra. Seria de esperar que Glenn Beck impedisse as tropas de saírem dos quartéis (devido ao riso que lhe proporciona) ou que, por exemplo, os americanos fossem péssimos na força aérea devido ao facto de os seus aviões não conseguirem descolar com o peso dos tripulantes. Não é assim. E o primeiro ataque dos aviões dos EUA nesta guerra, a que as pessoas insistem em denominar mundial apesar de Portugal, Espanha e Algarve não estarem presentes, veio demonstrá-lo bem.
Os aviões americanos entraram em combate ao som de “Born in the USA” (de um senhor que ainda nem nasceu mas já diz aos outros onde eles nasceram) enquanto faziam maravilhosas piruetas aéreas e bombardeavam o seu alvo que eu desconheço qual seja pois tive demasiada preguiça de ir ver à Wikipédia.
O resultado? Destruição em massa, milhares de mortos e longas interjeições de “Aaahhhhh! Que bonito!”. “Estes gajos sabem dar espectáculo, não é como os Óscares” dizia para quem o quisesse ouvir um soldado alemão cujo preclitante braço abanava ao vento preso apenas por um fio de carne que, para citar Ricardo Araújo Pereira, “não era mais que isto”. Admirado com a capacidade de alguém que acabara de perder a possibilidade de se masturbar com a melhor mão possível (todos os estudos apontam para a esquerda), tinha de, ainda assim, elogiar o trabalho do inimigo dirigi-me ao soldado alemão com o intuito de o entrevistar. A minha chegada, no entanto, causou um enorme alvoroço ao moço que, e só porque quero acabar esta frase a rimar, desatou a correr para cair dentro de um poço.
Enquanto tudo isto se passava, os aviões americanos continuavam a fazer chover morte sobre o terreno. Crateras enormes, por decerto maiores que a do cometa que matou os dinossau- não-esperem, muito maiores que isso. Estas crateras eram tão grandes como os resíduos de acne deixados na cara de um adolescente, e nem o Clerasil (nesta metáfora: a clemência, humanidade, misericórdia) de alguns pilotos americanos conseguia fazer nada para travar o seu aparecimento.
Só passados longos e tortuosos minutos (dois) é que os americanos dispersaram para combinarem o seu próximo passo. Havia dúvidas quanto à capacidade dos americanos de fazerem um segundo round tão conseguido como o primeiro, temia-se (pela parte dos Aliados, bem ententdido) que este fosse um one time hit por parte dos yankees. Mas a volta do esquadrão aéreo ao som de “Working on a Dream – See All Nazis Dead” provou a todos que estavam enganados.
Em resumo: os americanos sabem dar espectáculo, eu gosto de fazer pelo menos uma referência a incesto em cada texto, e os alemães ficaram na mó de baixo. Ganhámos todos.
5.3.11 | 0 comentários

Nazis (não) vão à bola uns com os outros

Written By Tiago Lacerda on sábado, 8 de janeiro de 2011 | 8.1.11

“Esta ideia do jogo de futebol foi estúpida”. Esta foi a frase mais ouvida ontem à tarde aquando da apresentação, censura e tortura à imprensa do novo partido nazi alemão. O seu autor, um homem baixo com o número de filiação do partido nas costas (um 7 que em nada ajudou às suas qualidades futebolisticas) não parava de se queixar gesticulando freneticamente naquilo que eu só consigo descrever como um ataque de epilepsia que aprendeu a dançar hip-hop para disfarçar. Adolf Hitler, acredite-se ou não, não é das pessoas mais bem dispostas que eu já conheci. Durante o jogo de futebol que o partido organizou para por fim “ao ditak futebolistico inglês” só fez uma de duas coisas: cair desamparado quando o esférico estava nos seus pés e depois tentar impingir a toda a gente que a sua queda “foi mesmo à Charlie Chaplin! Acho que com um bocadinho de trabalho chego lá!”. Claro que ninguém acreditou nesta história e por isso Hitler tomou uma decisão radical e cortou o seu cabelo de forma tão ridicula que nunca poderia ser tomado a sério politicamente. Ou comicamente, falando a verdade. O seu cabelo é demasiado perturbador para ser engraçado. É quase como ver um discurso do partido comunista. Por um lado é engraçadissímo, mas a verdade é que é demasiado perturbador para nos conseguirmos rir livremente.
A ideia de apresentar à imprensa as ideias de um partido politico recorrendo para isso a um evento desportivo não é nova, que o diga Carlos Queiroz, mas ainda assim é sempre giro ver aquelas pessoas que dia sim dia sim ameaçam a decência humana com promessas de morte e ódio juntarem-se para se odiarem uns aos outros durante 90 minutos. Refrescante.
Quanto ao jogo propriamente dito, bem, a verdade é que não há muito a dizer. Tudo estava bem até o ala esquerdo da equipa de negro cadáver marcar um golo. O golo foi legal, mas o ala foi muito rápido e isso levantou suspeitas sofre se este teria ou não ascendência africana. Pelo sim pelo não os seus colegas decidiram ser sensatos e enfiar-lhe uma bala no bucho. O jogo recomeçou, só para cinco minutos mais tarde ter de parar. Alguém levantou a intrigante questão “Ali o Hans não se parece um bocadinho com um japonês? Quer dizer, os olhos dele estão mais ou menor rasgados...”. Os restantes 10 minutos serviram apenas para limpar o sangue de Hans. Por fim, ainda nem o jogo tinha recomeçado quando um membro da equipa vermelho-sangue-de-tripas afirmou que tinha visto o pénis de um jogador no balneário e que este era grande demais. “Também deve ter ascêndência africana!”. Os seus companheiros ouviram-no com toda a atenção e depois com carinho enternecedor mataram-no a ele por ser larilas e ao senhor do pénis grande por: ou ter ascêdência africana ou por estes doidos terem todos um complexo de inferioridade peniana que é uma coisa parva. Não chegei a perceber.
Quando no fim do evento me dirigia para um bar de sadomasoquismo para que o meu dia tivesse por fim algum vislumbre de amor e uma pausa da violência, lembrei-me de algo giro. É engraçado que num só jogo entre amigos, os nazis tenham morto quatro compinchas seus por suspeitarem que estes não sejam 100% puros. Mas nenhuns deles viu no seu ódio infinito o judeu que durante todo o jogo se queixava de que “esta ideia do jogo de futebol foi estúpida.” Quer dizer, estava logo ali. Quem resmunga mais que um judeu? E com este comentário estereotipado e algo racista me despeço. Para a semana faço melhor, prometo. Se nenhum cigano me roubar o bloco de notas, claro!
8.1.11 | 0 comentários

“Não, ainda não te consigo perdoar, dá-me um tempo... Mais exactamente uns seis anos.”

Written By Tiago Lacerda on sábado, 23 de outubro de 2010 | 23.10.10

Foi hoje, dia 18 de Outubro de 1951, assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, um armisticio que põe um fim oficial ao estado de guerra entre os EUA e a Alemanha. Esta medida vem calar a boca de alguns críticos que acusam o Presidente Truman de não tomar medidas a tempo e de apenas tomar decisões burocráticas sem real efeito na vida dos americanos. Mamem Porcos! Quem é que não toma medidas a tempo agora? Em declarações que eu vou dizer que são exlusivas, Truman confessa estar “Satisfeito por finalmente ver os dois países em paz. Algumas pessoas dirão que há paz desde 1945, mas isso são claramente pessoas que nunca estiveram na mesma sala com alemães desde 45. Era cada olhar de esguelha! Bem, um clima de cortar à faca horrível! Mas agora com a assinatura deste documento importantíssimo, temos esperança, que essas divergências possam ser postas de lado.” Sorridente, o presidente continuou a falar com os jornalistas, numa conversa que alguns por de certo classificariam de importante, mas que o meu sentido de verdade me obriga a rotular de entediante, mal-cheirosa e pouco fofinha.
Como sou um jornalista nada dado a elitismos, depois de ouvir as declarações do presidente desloquei-me no meu Roll´s Royce até a um rua cheia de gente do povo. Ao sair do carro fui olhado com estranheza, sentimento que eu nunca esperaria que o meu casaco de peles de raposa provocasse. Passado pouco tempo percebi, contudo, que estas pessoas simples me tinham aceitado e estavam dispostas a falar comigo. O factor mais sintomático desta evidência foi talvez o rapto da minha filha. Ao levarem-me a pequena e deixarem-me um cartão no carro com a seguinte frase “Ou nos dás 400.000 doláres ou a tua filha falece, ricalhaço” as pessoas evidenciaram uma enorme vontade de falar comigo novamente. Fiquei contente, e como não sou um homem de desperdiçar opurtunidades, decidi aproveitar ao máximo a ausência da miúda que tantas vezes me complica o trabalho.
Ao perguntar a uma pessoa comum (um velho senhor com uma pala negra sobre a vazia órbita do olho direito) a sua opinião sobre a assinatura destes documentos, recebi uma resposta elucidativa do estado de espírito da populaça “o Presidente assinou o quê?!? Então mas não estávamos já em paz?! Mau, tu queres ver que tenho de ir lutar outra vez com os nazis?! Já perdi um olho não quero perder outro...” . Esta resposta, além de esclarecedora, fez com que também perdesse o meu carro. Pois no tempo em que o sr. Sparrow me contou a história de como perdeu o olho (uma curta fábula de 3 horas e meia que envolve papagaios comedores de olhos e um palhaço nazi domador de papagaios comedores de olhos) o meu carro foi roubado. Moderadamente chateado com a forma como esta reportagem estava a correr decidi ligar para os senhores que raptaram a minha filha. Ao desligar o telefone fiquei furioso. Os imbecis recusaram-se terminantemente a prestar declarações sobre a assinatura do armistício. Que animais! Como é que são capazes de negar declarações a um jornalista desesperado?! Que bestas... Ah, e também me disseram que se quisesse a minha filha a podia ter de volta. Ao que parece a petiz começou a fazer das dela, e eles já não a podem ver à frente e afirmam que “respiraremos de alívio no momento em que a virmos pelas costas”. Acontece às vezes, mas comigo não que sou pai dela e a amo mais que tudo neste mundo. Bom, está na hora de acabar esta reportagem e ir buscar a pequena aos raptores, faz hoje dois meses que não a vejo e começo a sentir saudades.
23.10.10 | 0 comentários

Mussolini cria o facismo e dá lição de Showbizz.

Written By Tiago Lacerda on sexta-feira, 17 de setembro de 2010 | 17.9.10


Mussolini. Controverso por vezes, polémico quase sempre, fofinho de vez em quando. É assim que, segundo um questionário imaginariamente exaustivo, o povo italiano vê o outrora membro do partido socialista. Mas talvez a imagem deste nenuco vestido de anjo da morte negro se esteja aos poucos a tornar mais animadora para Benito. Depois de no outro dia ter afirmado que (no que a controvérsia da pasta dizia respeito) “Na pasta tudo, nas pizzas não tradicionais e na fast food nada” viu os seus índices de popularidade subirem. Muitos críticos políticos e gastronómicos acusam Mussolini de se ter aproveitado do medo que existe na classe média alta, de verem as suas mesas inundadas de pratos típicos de Moscovo de forma populista e abjecta. A resposta de Benito veio na forma de acusação “Se esses meninos vissem o programa que o Jamie Oliver fez sobre a comida russa já não cantavam de galo. Por falar em galo, sabiam que lá eles comem a uretra e os testículos do galo banhados em caramelo?” Populista ou não, a verdade é que Mussolini aproveitou os bons ventos que sopram e o empurram em direcção ao topo, e decidiu ontem dar O passo em frente.

Foi com grande pompa, alguma circunstância e um ar condicionado desligado (uma vez que o vento que soprava Mussolini em direcção ao topo se encontrava na sala, a direcção achou que seria um desperdício ligar o ar condicionado uma vez que a temperatura já era mais fresca dentro da sala do que lá fora) que Benito Mussolini, ex-membro do partido socialista, anunciou a criação do Partido Fascista. “O partido assentará a sua politica” – começou por afirmar Benito “numa luta contra o bolchevismo, numa luta contra os inimigos de Itália e numa luta contra todos aqueles que disserem que a ideia de voltar a utilizar o Coliseu para uma luta entre dois cães de raça e um mestiço é estúpida!”. As palmas que em seguida encheram a sala impediram muitos jornalistas de ouvir uma ou outra frase do discurso que Mussolini continuou a proferir, mas eu ouvi e posso dar em exclusivo a informação de que não era nada de especial, e de que não se perdeu grande coisa. Apenas umas referências sobre começar a viver numa ditadura. E andar em guerra com um país que não se pode defender, porque as ultimas armas que tinha foram derretidas e misturadas com migalhas de pão de forma a fazer barras energéticas de 30 cm que segundo o governo local deverão alimentar uma família de 7 pessoas durante duas semanas.

O discurso de Benito estava a chegar ao fim quando de repente um grande estrondo assusta toda a sala, e faz o vento que apoia Mussolini desmanchar o meu penteado que me tinha demorado duas horas e três caixas de patchouli a fazer, devido ao cagaço que apanhou. Depois do estrondo começa-se a ouvir por toda a sala uma música rock terrivelmente agitada e barulhenta (penso tratar-se de Love Me Tender do endiabrado Elvis Presley) e em cada ala da sala milhares de soldados vestidos com o novo uniforme do partido entravam. (Agora que visualizo bem as coisas, é impossível que fossem milhares uma vez que a sala não tinha tanto espaço. Uns 3 soldados, vá). Entraram uns a marchar, outros fazendo piruetas de ballet dignas de – Colocar aqui o nome de um gajo que seja espectacular no ballet que eu não conheço, e se você conhecer leitor deixe-me dizer-lhe isto, o ballet é para meninas. Quando a música por fim acabou os soldados levantaram todos os seus braços direitos como se estivessem a fazer um “Avé César” e a pirotecnia entrou em acção. Foi maravilhoso de se assistir, especialmente quando um lança-chamas se descontrolou e queimou um dos soldados. Mas como depois o Partido libertou uma nota de imprensa onde afirmava que aquele era afinal um comunista disfarçado, deu-se o dia como ganho.

Os dados estão agora lançados. E perdi. Disse que saia um sete e acabou por cair um cinquenta e três, acontece. Mussolini ri-se na minha cara e diz-me “Não se preocupe que não lhe vou exigir que me pague esta dívida, já basta aquele espancamento que mandei dar à sua namorada por ela ter umas sobrancelhas mais ou menos parecidas com as do Lenine”. Felicíssimo com o choque que provocou em mim, não que eu me importasse que a minha namorada levasse uns tabefes se a tivesse, como não tenho só posso supor que a minha senhoria não me pede a renda este mês, o que só pode ser uma vantagem, Benito riu-se quando lhe perguntei sobre o futuro e disse “O Futuro? Ao estado pertence. Mas digo-lhe, que eu seja morto a tiro se isto do fascismo não correr bem!”. É aguardar e ver no que isto do fascismo dá.
17.9.10 | 0 comentários

Polen wird unser sein. Jemand und gib mir einen Keks.

Written By Sérgio Pereira on sábado, 4 de setembro de 2010 | 4.9.10




Estas foram as palavras que Adolf Hitler proferiu no passado dia 1 de Setembro. Repita lá, leitor? Não percebe alemão? Estudasse! Diga, diga? Ai quer mesmo saber o que a frase do título significa? Então, segundo o Google Translator aquilo lá em cima significa “A Polónia será nossa. Alguém me dê um biscoito.”. Contente? Posso prosseguir? Pronto.
E é assim que se faz história. Piratas loucos que invadem e pilham cidades portuárias de todo o mundo, reis que arranjam dezenas de amantes e centenas de concubinas, artistas multi-facetados que se envolvem romanticamente com outros artistas multi-facetados do mesmo sexo, psicopatas que invadem países e dão começo a guerras gigantescas, judeus e ciganos que não nascem loiros e espadaúdos, guarda-redes que passam de bestas-quadradas a heróis, ex-agentes que sequestram autocarros, mães que matam e enterram meia dúzia de filhos, herdeiras que são assassinadas misteriosamente, líderes políticos envolvidos em obscuros casos de corrupção. O que seria do mundo sem estes contos de embalar? Um lugar cáustico, caótico e abjecto.
As consequências desta invasão da Polónia por parte da Alemanha ainda não são muito claras. Alguns comentadores políticos defendem que a ocupação do território polaco é a gota de água que levará a uma declaração de guerra por parte da França e Reino Unido, fartos do III Reich até à ponta dos cabelos – e, no caso dos franceses, até ao buço. Sociólogos afirmam que o mundo nunca mais será o mesmo, pois o nazismo é considerada uma contra-cultura pelos países desenvolvidos do ocidente e que os ideais de Hitler & Cia. (ou Hitler & Gestapo, se preferirem) influenciarão negativamente a sociedade de consumo desenvolvida no século XX e consumada no século XXI. Consequentemente os ambientalistas colocam-se contra os Nazis, pois se estes vão fomentar a sociedade de consumo no futuro quer dizer que serão também eles os culpados pelo buraco do ozono que irá existir. Já uma idosa da raia, que é analfabeta e está sentada nas escadas à espera da vizinha para o habitual “diz-que-disse-coscuvilhice”, considera que “isto é uma cambada que não tem vergonha nenhuma na cara. Deviam era levar uns belos de uns açoites como os que eu levei aos 4 anos quando parti o cântaro sem querer, que aí já aprendiam.”. Imbuída ainda de um espírito crítico que nunca tivera mas que veio ao de cima depois de “levar com três horas de sol na tola pois a minha vizinha está atrasada, teve de ir ao senhor doutor dos olhos tratar de umas cascatas ou lá como lhe chamam”, a idosa ainda acrescentou acerca da invasão da Polónia o seguinte: “Ainda me lembro, era eu uma cachopa com uns oito ou nove anos, uns saltanosbancos, cigarros, nómamas ou lá como vocês lhe chamam, vieram estacionar aqui nesta terra durante um par de semanas, ali onde agora é o campo da bola. Quando se foram embora era tanto mas tanto o lixo que lá deixaram que o Ti Aníbal da Chibata, na altura ajudante da Junta, precisou de deixar as ovelhas com a mulher para ter tempo para limpar aquilo tudo. Como a mulher, a Ti Júlia dos Moinhos Roxos, não percebia nada de pastoreio, às tantas enfiou-se por uma ribanceira funda e ficou lá estendida, olhe que horror. Por isso acho bem que haja alguém agora que vá meter esses cigarros ou lá o que é na ordem.”.
Depois desta história, penso que é claro o que Adolf Hitler precisa de fazer: mandar pôr fita-cola na boca de idosas analfabetas que falam muito mas não dizem nada de jeito.
Última hora! Acabo de receber uma resposta de Hitler à minha proposta do parágrafo anterior. As palavras dele foram exactamente estas: Wo ist mein Keks? Ich will es mit Schokolade! Und ich möchte auch Wasser für meinen deutschen Schäferhund.
Para os leitores que durante a leitura deste texto não tiraram um curso de alemão, a frase em itálico que Hitler proferiu pode traduzir-se da seguinte maneira: “Onde está o meu biscoito? Quero-o com pepitas de chocolate! E também quero água para a minha pastor-alemão.”. Como se percebe, trata-se de uma resposta peremptória. Aguardaremos mais desenvolvimentos.
Scheiße! (Adeus!)
4.9.10 | 0 comentários

Abriu o sítio mais feliz do mundo depois do rancho Neverland

Written By Sérgio Pereira on sábado, 22 de maio de 2010 | 22.5.10



Foi no passado dia 20 que se procedeu, com bastante sumptuosidade e mesmo alguma opulência, à inauguração do Açouge do Sul da Polónia… não, este nome não é lá grande coisa… do Centro de Erradicação de Resíduos Tóxicos… pois, este também não me agrada… da Estação de Tratamento e Co-incineração de Lixo… bolas! Queres ver que não dou com nome para isto? Fica campo de concentração de Auschwitz, pronto!
Na abertura do campo estiveram milhares de pessoas, que se declararam emocionadas com a abertura de um complexo tão grande ou maior que o Centro Comercial Colombo, com a vantagem que em Auschwitz não há em frente nenhum estádio de futebol a “estragar a vista”. Uma alta patente nazi, que não quis divulgar o nome por “não querer ficar famoso e posteriormente aparecer nas revistas cor-de-rosa” (suspeito que é o mesmo nazi que ainda ontem foi apanhado em Colónia com Paris Hilton, mas sem certezas), teve a sorte de ceifar a fita vermelha, mas a tradição não foi cumprida, porque em vez de a dilacerar teve de a desfazer com a substância química Zyklon B. Era para ter acontecido com uma tesoura, mas o nazi perdeu-a de forma misteriosa e teve de improvisar. Este repórter que vos escreve pode, no entanto, afirmar que a tesoura estava em posse do médico Josef Mengele, que a manuseava alegremente e demonstrava que as veias de gémeos, quando sopradas, podem fazer o mesmo ruído que as vuvuzelas distribuídas pela Galp*.
Agora espera-se que nos próximos dias comecem a chegar dezenas ou mesmo centenas de milhares de interessados em frequentar este campo. Porém é já certo que terá de ser feita uma gigantesca campanha de marketing para persuadir as pessoas, pois esta proposta de os homens tomarem banhos quentinhos todos juntos e nus dentro de umas câmaras feitas de ferro não é lá muito cativante. Porém, o cheiro a carne assada que percorre o campo logo após esses banhos pode atrair muita gente adepta de churrascos. Convinha era também alugar os insufláveis para os miúdos, assim chegavam a todo o tipo de público.
* A redacção d’ O Jazigo das Notícias queria, desde já, afirmar que não tem qualquer contrato de patrocínio com uma empresa petrolífera. Aliás, o JN não tem qualquer tipo de contrato de patrocínio. Por isso, os interessados em patrocinar-nos enviem as suas propostas, que dinheiro dá sempre jeito. Além disso, nalguns casos também dá prestígio. Mas enviem as propostas que depois nós decidimos se aceitamos ou não. Já agora enviem também umas vuvuzelas, que é para ver se me vingo deste meu vizinho que “toca” pandeireta.
22.5.10 | 0 comentários

A Alemanha rendeu-se à minha excelsa galhardia

Written By Sérgio Pereira on sábado, 8 de maio de 2010 | 8.5.10



E parece que também capitulou no que à II Guerra Mundial diz respeito



Isto sim, uma notícia surpreendente. A Alemanha perdeu uma guerra. Ninguém estava à espera desta, dado a enorme quantidade de guerras que este país venceu. Então, temos a… e lembro-me também daquela… bem, ganharam a guerra civil espanhola mas, lá está, os espanhóis também estavam metidos ao barulho… e os italianos. Também ganharam a guerra dos Boxers à China, mas também tinham um ou dois aliados: Inglaterra… França… EUA… Japão… Rússia… Itália e Austro-Hungria. Afinal eram sete aliados. Portanto os alemães já ganharam guerras, precisaram foi de ajuda.
E é desta forma que se pode justificar a derrota da Alemanha nesta II Guerra Mundial: não tiveram ajuda. Quer dizer, a Itália e o Japão eram, tecnicamente, aliados, mas não eram assim uma ajuda tão grande. A sério Hitler, a Itália e o Japão? Achas que era mesmo com ravioli ou sushi que te ias conseguir defender das armadas inglesa e americana? Pensando melhor, os japoneses têm o Fugu, mas nada é mais devastador que um prato da típica cozinha britânica: legumes acompanhados de legumes. É uma autêntica overdose de proteínas. E depois há que ter em conta a enormidade de vezes que a Alemanha teve que acudir a Itália para estes não levarem uma coça nas guerrinhas em que se metiam. Por acaso até faz lembrar um pouco a relação EUA – Inglaterra ou mesmo Inglaterra – Portugal, com o pequenino pormenor de que estes últimos saem vitoriosos, enquanto a Alemanha e a Itália saem com o rabo entre as pernas.
Por falar em sair com o rabo entre as pernas, é tão giro como os grandes amigos se ajudam entre si. Portugal ajudou Inglaterra metendo Ricardo a defender e marcar penalties no Euro04 (se eles não aproveitaram foi porque não quiseram), os EUA ajudaram Inglaterra fazendo-os de principais aliados na guerra do Iraque, onde há muitas armas de destruição maciça (ainda não as descobriram, mas elas estão lá, bem escondidas por baixo do petróleo) e aceitando uma estátua de uma mulher segurando uma tocha, oferta da França. Toda a gente sabe que as relações entre Inglaterra e França foram sempre magníficas, principalmente naquela altura em que ambos queriam os EUA como colónia. Compinchas!
Para finalizar, gostava de dirigir uma palavra a todos os neo-nazis que nos lêem ou que têm amigos que lêem o nosso blog e irão posteriormente falar-vos deste artigo onde eu alegremente achincalho a Alemanha Nazi e o Hitler: os autores deste blog têm ambos 2,20 metros de altura, 107 quilos, são militares das forças armadas com 25 anos de experiência, um deles é comandante e o outro general por isso podem dar ordens aos soldados raso para atacar quem muito bem entenderem, e vivem ambos num castelo situado na montanha mais alta da Europa, castelo esse protegido por 14 canhões, 23 mísseis de curto, médio e longo alcance, 4 bombas nucleares, 79 soldados, 48 ninjas, 22 kamikazes, 9 mujahedins, 13 templários, 7 samurais, 5 rinocerontes injectados com uma substância resultante da mistura de raiva, Coca-Cola e herpes genital, 2 membros da claque Super-Dragões e o Peeves, o poltergeist que tantas vezes atormentou o Harry Potter. Por isso, se estão a pensar “Vamos levantar o nosso rabinho super-branco das cadeiras e dar cabo do coiro a estes palermas que gostam de criticar o hail! Hitler.” é melhor tirarem o vosso cavalinho albino da chuva.
P.S.: Apesar de vivermos no mesmo castelo, isso não quer dizer que eu e o outro co-autor do blog sejamos… pfffff… maricas, é essa a expressão que procurava. Cada um tem o seu harém considerável de mulheres no castelo. Era só para deixar isto bem claro. E também para atenuar um pouco o ódio que os neo-nazis sentem por nós.

8.5.10 | 0 comentários

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O outro projecto destes dois dementes

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