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Bancos suíços criam fundo de apoio monetário a vítimas do Holocausto. Qual é o judeu que não quer dinheiro, right?

Written By Tiago Lacerda on sábado, 5 de fevereiro de 2011 | 5.2.11


Num nada estereotipado esboço de pedido de desculpas, os grandes bancos suíços anunciaram hoje a criação de um fundo monetário de 71 milhões de dólares para apoiar as vítimas do Holocausto. O fundo que é formado por dinheiro roubado a judeus é, segundo o responsável do mesmo (que todos os judeus rezam para que tenha melhor visão que Vítor Constâncio), “a melhor forma de fazermos estas pessoas esquecerem que milhares de familiares e amigos seus foram brutalmente assassinados enquanto nós aqui na Suíça fazíamos chocolates com o dinheiro que lhes roubámos.”
Quando instigado por um jornalista kosher (para quem não sabe, um jornalista kosher é aquele que não entrevista pessoas ao Sábado e que se recusa a fazer reportagens sobre o novo McBacon do McDonald´s) sobre o facto de esta atitude pressupor desde logo um preconceito anti-semita (o de que os judeus só gostam de dinheiro), o fiscalizador do fundo recusou terminantemente esta acusação. “Isso é uma mentira! Isso é uma calúnia enorme, mas eu já devia estar habituado... depois do que a vossa gente fez ao Jesus...”. Depois deste ponto houve alguma confusão, com o jornalista judeu a tentar desesperadamente atacar o responsável pelo fundo que irá nos próximos anos alimentar a sua família. É lamentável, mas a verdade é que há pessoas que são pobres e mal-agradecidas. A apresentação deste humanitário projecto só prosseguiu de forma ordenada e calma depois de o jornalista ter sido prontamente abatido a tiro.
Esta medida das instituições financeiras suíças veio também mostrar algo que nunca nenhuma pessoa esperaria: há bancos com senso comum. E com isto todos podemos aprender uma bonita lição. Eu pelo menos aprendi que se quiser que o meu banco não me cobre juros altíssimos e não me roube dinheiro, só tenho de assassinar ou providenciar o homicídio de mais ou menos 6 milhões de pessoas. Depois disso é ver os empréstimos a cair. Agora atrevam-se a dizer que os senhores banqueiros não são gente decente.
5.2.11 | 0 comentários

"Beer... Now there's a temporary solution."

Written By Tiago Lacerda on sábado, 11 de dezembro de 2010 | 11.12.10


Hic! Acabou! Hic! Foram estas as palavras mais ouvidas da boca da populaça quando se soube que a Lei Seca tinha chegado ao fim. Por fim, a lei que proibia as pessoas de consumirem ou produzirem qualquer bebida alcoólica cai após treze anos. E porque que é que caiu? Bem, digamos que para começar ninguém gosta de viver num mundo onde a pessoa com o ar mais ébrio se parece com o Ramalho Eanes. Depois há ainda aquela pequena questão da máfia.

É que enquanto os senhores do Congresso dos E.U.A. estavam ocupados a dizer “Se conduzir não beba, se tomar medicamentos não beba, se... Esperem lá... NÃO PODEM BEBER! Acabou a conversa”, houve senhores que se dedicaram ao contrabando de bebidas alcoólicas. E nem estou a falar de vinho do Porto ou uisques de elavado grau de prestigio. Não, estes meninos traficavam vinho de pacote do Lidl e mesmo assim conseguiam ter lucro suficiente para dar de comer às prostitutas que tinham! Isto quando se tem olho para o negócio e para escolher emigrantes mexicanas ilegais de belos quadris é outra coisa!

Ora passados apenas treze anos o Congresso decidiu tomar medidas para evitar que este submundo do crime baseado em imitações rascas de Ramos Pinto continuasse a florescer. Só que os mafiosos são mais espertos. Nestes anos expandiram os seus negócios e o contrabando de álcool é só uma pequena parte das moscambilhas levadas a cabo por estes senhores. Por exemplo, estão a planear ter uma trilogia de filmes sobre eles para daí receberem dinheiro. Estão a planear fazer um outsourcing para a Itália, e ouvi mesmo um deles a dizer “Naaa, isso é tudo fraquinho. Eu vou é ser presidente de um clube chamado Boavista!”.

O leitor mais estupido pode-se perguntar como eu sei tudo isto. Digamos que se o leitor continuar a fazer perguntas dessas eu vou-lhe fazer uma proposta envolvendo os seus pés e cimento que você não pode recusar... A não ser que verifique que na IKEA o material para construir o seu próprio passeio da fama fique mais barato. Aí, pronto, recusa, e eu “tudo bem que não ando cá para estragar a vida a ninguém!”

A sua filha tem seis anos, não é? E a escola dela é ao pé de uma estrada movimentada se não me engano? É perigoso... com tantos carros a passar..... seria horrível que houvesse um terrível acidente e ela morresse......... de alegria ao ver um enorme caminhão de brinquedos tombado no meio da estrada com montes de barbies e vibradores por todo o lado!!!

O quê?! A sua filha de apenas seis anos não utiliza vibradores? Não se preocupe que com o devido treino nós pômo-la a render.* “Nós” que é como quem diz, os mafiosos/chulos, se a apanharem, que eu não ando metido nesse mundo do crime.
Bem, considere-se informado. A Lei Seca acabou. Agora com licença mas tenho de ir despejar este corpo ao rio.. quer dizer... tenho de ir deitar estes restos de carne aos cães... Quer dizer...Ah, esqueçam!

*O autor deste texto sentiu-se um monstro ao escrever esta frase. Tudo bem, não é real, mas ainda assim por uma menina de seis anos numa piada de prostituição é horrível. Ao menos podia ter esperado que ela fizesse sete.
11.12.10 | 0 comentários

Não é uma questão de ser positivo ou negativo, o copo está totalmente vazio agora

Written By Sérgio Pereira on sábado, 3 de julho de 2010 | 3.7.10


O passado dia 1 de Julho foi o dia mais triste da minha vida. Da minha e da de muita gente. Tudo porque o Carlos Queiroz afirmou que não se pretende demitir. Além disso, o governo norte-americano decidiu proibir a produção, venda e consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica em 24 dos 50 estados desse país. Como se não bastasse estes males, nesse mesmo dia muitos dos norte-americanos acordaram com uma valente ressaca, pois na noite anterior tentaram aproveitar ao máximo as últimas gotas legais de álcool.

Aquela que é conhecida oficialmente como Lei Seca tem sido renomeada junto dos populares. Os que detestam álcool chamam-na de Lei Fígado São ou Lei Já não vou ser vítima de violência doméstica, os bêbedos inveterados denominam-na de Lei Como é que vou aturar a minha mulher sóbrio? ou Lei Se não bebo uma pinga depressa caio aqui redondo no chão.

Numa das ruas mais movimentadas de Nova Iorque não se ouvia outra coisa que não carros a passar de um lado para o outro. Quando por fim entrei numa transversal encontrei um miúdo a debitar a alto som as grandes manchetes daquele dia, sendo a mais importante a da Lei Seca. Não muito longe encontrei Johnnie Walker sentado no passeio a chorar. Foram poucas as palavras que lhe consegui arrancar, pois os 3 litros de whisky que tanto eu como ele tínhamos bebido na noite passada ainda ardiam nas nossas gargantas, o que tornava difícil falar, sussurrar, tossir, assobiar e até suspirar pela nossa maldita sorte. Depois de engolir em seco duas vezes (a primeira algo custosa mas a segunda saborosa pois apercebi-me que a saliva ainda sabia um pouco aos 5 litros de tequilla que tinha emborcado depois do whisky), lá me saíram as palavras “Então como te estás a aguentar, comparsa?”, ao que ele respondeu “Olha, estou sentado no passeio a chorar como um velho que perdeu o Tardes da Júlia por causa da visita dos netos, o que quer dizer que 10 horas depois de esta lei ter início já perdi o controlo das pernas.”. Naquela altura percebi imediatamente uma coisa: o Johnnie Walker nunca mais andaria para o resto da vida, e estabeleceria vida de sem-abrigo naquele passeio.

Encontrei mais à frente Al Capone, com quem tinha compartilhado 8 garrafas de conhaque e 3 de vodka na noite anterior. Fiz-lhe uma pergunta muito simples: “E agora?”. Após um minuto de espera (pensei que ele estivesse a assimilar as palavras), ele disse-me “Eia ouve lá! Faz menos barulho man! Fónix, tem lá calma que esqueci-me de tomar uma aspirina antes de sair de casa!”. O único barulho que se ouvia era o de uma formiga a fazer sapateado em esferovite. Depois de insistir com ele, dizendo-lhe que era um jornalista conceituado e precisava de escrever qualquer coisa, ele respondeu “Eh pá, agora vamos reflectir, matutar, discorrer e pensar sobre como dar a volta a isto. Depois descansamos um pouco e fumamos umas ganzas porque cogitar sóbrio faz uma dor de cabeça pior que a ressaca de álcool. Quando estivermos todos bem lá no alto com os anjinhos, botamos todos as nossas ideias, escolhemos a melhor e escrevemo-la na testa de pessoa que a sugeriu, para não nos esquecermos dessa ideia quando o efeito da ganza passar.”. “Mas há já alguma coisa ponderada?”, insistiu este magnífico repórter que, ao contrário do que vocês estão a pensar, não é nenhuma esponja. “Bem, já pensámos em traficar algumas bebidas, mas temos que ter cuidado por causa da bófia e o camandro… eh pá, dá-me licença que vou esborrachar aquela formiga, já não posso com ela.”.

Resta-nos então esperar pelas futuras acções de Al Capone. Até lá temos a droga. Ups, já estava a preparar-me para enrolar este texto noticioso. Já viram o erro que ia fazendo, fumar um pedaço de porcaria? Vá, vão-se lá embora, preciso de sossego. Vá, vá… xô.

Ffffffffffffp aaaaaaah vou apanhar aquele mamute violeta que está ali à beira da minha janela aberta no 6º andar.

3.7.10 | 0 comentários

Roma saqueada por Vândalos (o povo, não o pessoal da Cova da Moura).



Fogo, sangue e excrementos de pessoas que tiveram medo ao ver tanto fogo e sangue, são aquilo que qualquer transeunte pode ver ao chegar a Roma. A cidade outrora radiosa encontra-se agora em ruínas, uma espécie de plantel do Sporting das cidades. Ao deparar-me com tamanho horror só há uma coisa que me vem à mente, “Eh pá estou cá com uma larica! Será que ninguém deixou para trás um Bolicao ou assim?”. Infelizmente não. Tive de sofrer mais duas horas, a passar fome, facto que em nada foi ajudado pelo cheiro a carninha tostada que impregnava o ar. Mas deixemos esta tragédia de lado, e retomemos ao relato do saque de Roma.

Os Vândalos são os responsáveis previsíveis deste saque. É verdade que o Rei Giserico ainda não se pronunciou, nem houve qualquer reivindicação do ataque por parte deste povo, mas os sinais não podiam ser mais claros. Obras de arte insubstituíveis desapareceram, há um rasto de violência visível em todo o lado e confettis de diversas cores dão um ar rabeta à cidade. Não há como negar, as imagens de marca dos Vândalos estão por toda a parte. Logo à entrada, por exemplo, além de avistar os referidos confettis, vejo várias edições deste mês da revista “Pilhagem”, revista essa a que os Vândalos são muito afectos devido aos seus artigos bélicos e não só. Pego num desses exemplares, movido pela curiosidade, e deparo-me com títulos bem exemplificativos da natureza da revista. “Machados x25, quando a morte chega rápida e não causa cãibras” ou ainda “Os 25 truques para violar uma mulher com o mínimo de estrebuchar”. Algo enojado, deito a revista fora, guardando no entanto o artigo com os truques (tem doído demasiadas vezes a cabeça à minha mulher, já é altura de eu tomar uma atitude menos compassiva).

Continuo a andar pela capital do império, e enquanto isso vou pensando nos acontecimentos recentes que levaram a tudo isto (na verdade não estava a pensar nada disto. Estava, isso sim, a pensar que era bem provável que entre os Vândalos, um povo a atirar para o nórdico-alemão, houvesse duas gémeas suecas de enormes seios. Mas como preciso de um pretexto para rever os acontecimentos não podia ir por aí não é?). Tudo começou quando um betinho vândalo (daqueles riquinhos nojentos que transbordam luxo. Dormem em luxuosos colchões de palha, tomam banho uma vez a cada dois anos, enfim, nascem com o rabo virado para a lua) se lembrou de dizer “Papá, porque é que não conquistamos e saqueamos a bruta Roma?”. Há resposta do seu pai (que por coincidência era o rei dos Vândalos) “Por que chateia” este menino da mamã afirmou “Que maricas que tu me saíste! Onde está a tua honra, meu pote de banhas efeminado disfarçado de ser viril?” (ao contrário do que o leitor possa estar a pensar, o pai deste pequerrucho não é José Carlos Malato). O rei picou-se e lá se decidiu a invadir Roma. Eu sei que é uma história que parece pouco espectacular e até, se forem cépticos, inverosímil. Mas isto com os Vândalos é sempre assim, tudo combinado sobre o joelho.

Ao sair de Roma não consigo, é até com alguma vergonha que escrevo isto, evitar que as lágrimas me corram pelo rosto abaixo. É tudo tão triste. A destruição da cidade, as famílias despedaçadas, o eu não conseguir trazer sozinho aqueles restos de uma estátua grega únicos, que me garantiriam uns bons milhões de euros. À medida que o sol se ia pondo este despedaçado jornalista encontra, ainda assim, um motivo para sorrir. O sorriso vem-lhe embrulhado na forma de um vaso grego de valor incalculável, que ele aproveita para levar consigo. Pego no vaso e deito fora o artigo da revista Pilhagem, algo que me diz que não vou precisar mais dele. Agora sou rico. A vida é bela. Roma caiu, é verdade, mas há coisas piores.
3.7.10 | 0 comentários

Dama de Ferro impõe a única coisa que consegue pôr dura: medidas governamentais

Written By Tiago Lacerda on sábado, 8 de maio de 2010 | 8.5.10


Para que não se diga aí à boca pequena, como eu já ouvi “ah, o Jazigo é muito lindo mas só fala de coisas que não estão na ordem no dia”, hoje trago-vos uma notícia referente às eleições na Grã-Bretanha. Pumba! Inchem porcos detractores! Estão a sentir-se parvos agora, não é? Bem-feita!

Bem mas como ia escrevendo, realizaram-se ontem as eleições no Reino Unido e já há resultados oficiais. Margaret Thatcher é a nova primeira-ministra de um país que está anos-luz à frente de Portugal. E digo isto não só porque as condições económicas e assim (só aqui encontra o jornalismo mais preciso com todos os termos técnicos a que se habitou) são muito melhores, mas também para mostrar como estamos longe em termos de mentalidade. A Inglaterra acaba de eleger para o principal cargo democrático uma senhora que tem um cabelo parecidíssimo com um bolo acabado de cozer, desculpe, igual a um bolo acabado de cozer (assim é que é), e que a última vez que sorriu verdadeiramente fez um orfanato inteiro chorar. Cá em Portugal, apesar de também termos tido nas últimas eleições uma pessoa assim, Manuela Ferreira Leite (não se deixe enganar pelo sorriso maléfico do camarada Jerónimo), preferimos uma pessoa que ganhou o concurso Sexy Platina do Correio da Manhã (penso aliás que terá sido a única coisa que Sócrates gostou de receber de um jornalista). Isto mostra como a nossa sociedade dá tudo a quem é bonito, e nada a quem é… bem, como a Manuela. Claro que vocês podem pensar “Oh Tiago, mas uma vez que tu és a pessoa mais bonita que eu conheço, em que medida é que isso é mau para ti?”. Não é mau para mim, mas que é que querem? Eu além de uma cara formosa também tenho um coração de ouro (com artérias de 24 quilates), e dá-me pena dos desgraçadinhos que não têm uma face tão esbelta que até Adónis queria uma assim.

Mas voltando às eleições, independentemente do que aconteça daqui para a frente Margaret já conquistou um lugar na história. Foi a primeira mulher a ser eleita para o cargo de primeira-ministra e foi a primeira pessoa a ter ciúmes de Vanessa Fernandes por “ ser tão linda e nos ofuscar a todas. Tenho a Vanessa como meu modelo de beleza, e um bolo de iogurte como ícone do que um cabelo deve ser”, disse a nova chefe do governo britânico em entrevista à revista Ann Mary.

A estadia no poder de Thatcher promete não ser consensual. Com a promessa de acabar com várias regalias dos trabalhadores britânicos e diminuir ao máximo a intervenção do estado na economia do país, prevêem-se muitos protestos caso Thatcher cumpra a sua palavra. Protestos esses que eu aposto serão levados a cabo por gente de esquerda. Não sei, posso estar errado, mas como diria o outro “eu tenho um feeling”…

E pronto, está a notícia dada.


Foi tão bom para si como foi para mim, leitor?
8.5.10 | 0 comentários

O outro projecto destes dois dementes

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