8.10.12 | 0
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Jornal InCultural - 2ª Edição
Written By Sérgio Pereira on segunda-feira, 8 de outubro de 2012 | 8.10.12
Jornal InCultural chega às bancas com promessa de bons artigos e péssimos faqueiros
Written By Sérgio Pereira on quinta-feira, 27 de setembro de 2012 | 27.9.12
Aproveitando o bom momento que a imprensa atravessa,
um iletrado de nome Teotónio da Cunha Sem Sobrenome decidiu criar um jornal
semanal que dá atenção a todas as temáticas que os periódicos dedicados à
cultura ignoram. A primeira edição do Jornal InCultural chega na próxima segunda-feira às bancas de todo o país
e também da Amadora, e todos podemos esperar “o melhor dos mais desnecessários
semanários desde que O Independente acabou”, utilizando as palavras de
Teotónio. Utilizando as minhas palavras, diria que este jornal é um grave
atentado à mesma inteligência humana que nos tem mantido na vanguarda em
relação aos outros seres vivos que habitam este planeta, um insulto
catastrófico aos génios que, durante milénios, descobriram e desenvolveram as
maravilhas deste mundo complexo e fabul… cocó, o Jornal InCultural é cocó. Mas escrevo como jornalista, por isso devo
reportar-me apenas aos factos e deixar os meus comentários estúpidos no bolso.
Falemos então um pouco do que se poderá ler neste novo semanário incultural.
Nesta primeira edição, o grande destaque vai para
uma reportagem sobre a vida do empregado de limpeza do Museu da Cerveja. O
jornalista/repositor de stocks
Armindo Teixeira chegou à fala com o senhor Dionísio, e ambos percorreram os
corredores lavados com Ajax Fabuloso Flores Silvestres, acompanhados de
histórias de vida e de comentários sobre o último jogo do Benfica que Dionísio
lançava ao acaso, degustações constantes da doce cevada e posteriores
vomitações em sanitários equipados com Harpic Lavanda.
Além desta reportagem, encontram-se também as
críticas a obras inculturais
recentes. Elisa Fundilhos, conhecida agente imobiliária e ninfomaníaca,
traz-nos a sua visão sobre o último filme de Óscar Alho, “O Senhor dos Pincéis:
As Duas Mamalhudas”. Nesse artigo, que poderá ser lido na íntegra na próxima
segunda-feira, Elisa escreve: “Em 87 minutos de altos e baixos - tanto estão em
cima da mesa da cozinha como no chão – o grande destaque vai para o
protagonista, Heitor Desbravador, e pela entrega que mostrou na única fala que
tem no filme (e na única fala que o filme tem). Nunca as palavras ‘Quero
descobrir todos os caminhos desconhecidos do teu pacote’ tiveram uma carga tão
emotiva, e Heitor mostrou ser dotado de grandes capacidades representativas. Já
o seu pénis era diminuto”.
Destaque ainda para uma retrospectiva sobre a
exposição “Cavalos e outras coisas”, em que a artista plástica Alcina Palmeira
fez uma colagem de fotografias de festas do social publicadas na revista Caras,
e em nenhuma dessas fotografias aparecem cavalos, o que tem levado a profundas
análises semiológicas dos visitantes, tais como “Isto é estúpido”, “A mulher
deve bater mal” e “Então mas onde caralho estão os cavalos? A Lili Caneças não
conta”.
Por fim, de referir ainda que Filipa da Cunha Sem
Sobrenome, a filha de 7 anos do director do Jornal InCultural, escreveu um pequeno artigo explicando a letra da
popular música “Call Me Maybe”, de Carly Rae Jepsen: “Ela tipo tem vontade em
apaixonar-se e viu este rapaz suuuuuper-giro e apaixona-se logo por ele mas
acabou de o conhecer e não quer tipo dar já a entender isso porque não quer
parecer desesperada mas mesmo assim sente-se atraída por ele e decide que tem
de fazer alguma coisa senão pode perdê-lo por isso até porque ela sente que o
conhece tipo há muito tempo como se sempre estivessem destinados um ao outro
mas até então isso ainda não tinha acontecido e ela sentia-se tipo sozinha mas
agora ela pode finalmente ficar com ele mas tem de ir cuidado para não o
assustar por isso pergunta-lhe se ele lhe quer telefonar talvez tipo só se ele
quiser sem pressões. Eu acho que eles vão ficar juntos tipo são perfeitos um
para o outro.”
27.9.12 | 0
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[Curta] Morte! Choque! Panfletos de promoções!
Written By Tiago Lacerda on quinta-feira, 30 de agosto de 2012 | 30.8.12
O marroquino Tarik Alik foi ontem morto a facada depois de ter discutido com a sua mulher sobre o preço do pão de leite no mini-preço da Amadora. Fontes próximas revelaram ao Jazigo que estão absolutamente chocadas com o sucedido, porque o casal raramente discutia. E já para não falar que vivem em Marrocos e assim sendo o Mini Preço da Amadora de nada lhes interessa por ser e cito “longe como o caralho”. As autoridades estão já a investigar o sucedido utilizando para isso dois panfletos do Dia, uma caixa de detective chamada “O meu primeiro homicídio” e ainda dois algodões daqueles que “não enganam”.
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Resumo da Semana – 30/07 a 05/08
Written By Sérgio Pereira on segunda-feira, 6 de agosto de 2012 | 6.8.12
Ø A equipa olímpica portuguesa ficou a uma medalha de ser melhor que Michael Phelps.
Ø A Assembleia da República tem registado enchentes nas suas bancadas parlamentares todos os dias. Benditos sejam os turistas.
Ø Centenas de milhões de indianos ficaram sem electricidade; na língua hindi, o verbo “ficar” tem um carácter temporal contínuo.
Ø A campanha de Mitt Romney bateu o recorde de gaffes cometidas fora do território americano, ultrapassando o anterior recorde de “toda a campanha do John Kerry”.
Ø Há coisas a acontecer na Síria.
Ø A Associação Mundial de Necrófilos comemorou no domingo os 50 anos de vida da sua pin-up favorita, Marilyn Monroe.
Ø Estreou nas salas de cinema portuguesa o última filme da saga Batman, “O Cavaleiro das Trevas Renasce”. Até à meia-noite de hoje contabilizaram-se milhares de feridos com gravidade que preferiram ficar em casa a ver um filme de Adam Sandler.
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Começaram os Jogos Não-Olímpicos 2012
Written By Sérgio Pereira on sábado, 28 de julho de 2012 | 28.7.12

Realizou-se ontem, no Estádio Municipal de Leiria, a cerimónia de abertura da 69ª edição dos Jogos Não-Olímpicos. Na verdade, esta é apenas a primeira vez que o evento se realiza, mas os organizadores acharam que seria “curioso” se dissessem que era a edição número sessenta e nove. O presidente do Comité Não-Olímpico Internacional, Mota Amaral, lamentou no discurso inaugural que só o estádio de Leiria estivesse disponível: “Sei que é difícil organizar um certame num local onde as pessoas não põem os pés, e por isso teremos pouca assistência e cobertura mediática, mas isso não é desculpa para os adeptos terem fracas performances. Metam antes a culpa na droga, seus hippies de %$@#&!” Os atletas aplaudiram efusivamente, pois estavam mais interessados no panda amarelo com gorro de Pai Natal a fazer corninhos ao Mota Amaral do que no discurso propriamente dito.
Os Jogos Não-Olímpicos 2012 contam com todos aqueles desportos que não foram incluídos na lista dos Jogos Olímpicos, principalmente por não serem desportos. Cerca de duzentos atletas, cem macacos e vinte golfinhos com problemas mentais, vindos dos quatro cantos do mundo e do Seixal, vão competir entre si para saber quem é o melhor naqueles passatempos que se encontram em bares e salas de convívio de escolas. De fora fica o ténis de mesa: “Lamentavelmente, e apesar de termos feito muitas pressões, o Comité Olímpico Internacional continua armado em bully e quer o ping-pong só para os Jogos Olímpicos. Aquilo não é desporto, é uma maneira de canalizar os nervos entre uma aula de Geometria e outra de Geografia. Quem não tem vontade de brincar com uma bola pequena depois de ouvir falar de dodecaedros e antes de aturar frentes oclusas?”, disse um irritado Amílcar Geraldo, presidente da Associação Nacional de Desportos Recreativos e detentor de apenas um testículo.
Existe grande curiosidade para ver as intensas competições de Matraquilhos, Mikado, Uno e Apalpões à Sónia. Nesta última modalidade, o favorito é português, chama-se João Prates e qualificou-se para os Jogos Não-Olímpicos com seis estaladas, três joelhadas no abono de família e um processo por assédio sexual. João diz-se totalmente preparado: “Treinei muito durante o ano, tive sorte porque calhei numa turma de boazonas, e consegui aguentar-me para não andar aos amassos com a oferecida da Vanessa atrás do pavilhão de Educação Física, por isso estou em boa forma”.
De realçar ainda alguns “desportos” incluídos à última da hora, pois uma cambada de bebâdos e lenhadores entraram pelo estádio dentro berrando “eu faço e aconteço se não puder participar”. Dessa forma, podemos também contar com competições de bêbados a jogar dardos, lenhadores a cortar madeira, bêbados a quererem usar a madeira cortada para fazer mesas e comer uma chouriça, lenhadores a impedirem que o seu trabalho seja conspurcado com enchidos, bêbados a atirar minis vazias contra lenhadores, lenhadores a usarem barrotes de madeira para deixar bêbados KO, bêbados tentando acertar com dardos no rabo de lenhadores, lenhadores a correr atrás de bêbados com motosserras, e o jogo arcade Puzzle Bobble.
28.7.12 | 0
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ÚLTIMA HORA: Actriz porno sofre câimbra durante gravações
A actriz de filmes porno, Isabel Engole Maçaricos, foi hoje hospitalizada depois de ter sofrido uma câimbra na patareca enquanto gravava o seu último filme “5 testículos, 2 falos e 3 patos de borracha”. A badalhoca não terá aguentado a penetração de 3 falos ao mesmo tempo, sendo um deles um falo de um patinho de borracha, e deu de si. Milhares de fãs já se juntaram às portas do hospital para uma vigília que promete durar tanto tempo como aquele que estes conseguirem aguentar sem se masturbar. A actriz é conhecida por êxitos como “Fiz amor com a tua mãe à canzana enquanto comia cozido à portuguesa”, “Papei a tua avó com arroz doce” e ainda “Penetrei o teu pai como se fosse uma fartura”, tudo filmes que lhe valeram vários prémios pornográficos e culinários bem como uma rejeição familiar ímpar. EDITADO: A vigília acabou agora mesmo, após longos 10 minutos.
28.7.12 | 0
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Editorial Julho 2012 - Tiago Lacerda
Written By Tiago Lacerda on quinta-feira, 26 de julho de 2012 | 26.7.12
Quero começar por dizer que acho que nós n’ O Jazigo das Notícias fazemos as coisas em condições. Com dois anos de existência, este é apenas o segundo editorial que escrevemos. Acho sinceramente que os chamados “jornais a sério” deviam fazer o mesmo. Sobretudo no Correio da Manhã, que todos os dias escreve editoriais mais opiniativos que um velha prostituta a falar sobre DST. O mais giro é que o faz não num espaço chamado “editorial” mas sim num espaço como é que se chama aquilo? Ah sim, é isso, notícias.
E porquê substituir o velho editorial que tão bonito estava com as suas referências a Tony Carreira, Pedro Santana Lopes e tampões femininos? (os tampões femininos foi um easter egg. Se somassem todas as palavras, dividissem por três e escrevessem esse número de trás para a frente, teriam uma palavra a dizer “cabidela”. Daí até aos tampões femininos era um saltinho!) A verdade é que o substituimos para dizer o seguinte. O Jazigo das Notícias vai voltar. Não em força porque o nosso cronista que leva de força (Lecubon) não está cá (tal como os outros anacronistas), mas vai voltar com notícias todas as semanas. E temos novidades.
Além da habitual noticia por parte de cada um dos autores deste blog, a que alguem já chamou “uns cabrões de merda”, teremos as notícias curtas que marcam os acontecimentos de há tanto tempo atrás que são ainda do tempo em que uma opinião do Marques Mendes era relevante. E por agora é isto. Fechamos as medalhas, porque em ano de Jogos Olímpicos nos tiraram esse pelouro. Fechamos as nossas páginas de opinião (para já) porque todas as opiniões insistem em ser dadas pelo Marcelo Rebelo de Sousa. E os nossos anacronistas estão todos ocupados a masturbar-se. Estou a brincar. Machete Guerra não se anda a masturbar. Anda isso sim a disparar contra muçulmanos. Enquanto afaga o pénis. Espera, é possível que se esteja a masturbar também. Enfim, é deixá-lo estrangular a sua galinha à vontade.
Por agora é tudo. Mas fiquem atentos!
As notícias estão de volta.
A parvoíce está de volta
.
.
E infelizmente para mim, o meu herpes também.
Fiquem bem,
Tiago Lacerda
26.7.12 | 0
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Editorial Julho 2012 - Sérgio Pereira
Ora viva, caro leitor! Por estas bandas?
Como deve ter reparado, caso seja visitante assíduo, este blog parece-se com as acções do Facebook: teve um início soberbo, mas ultimamente tem andado pelas ruas da amargura.
26.7.12 | 0
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Aquele post onde o Jazigo faz anos, é actualizado e se fala de masturbação (usando um título à la Friends)
Written By Tiago Lacerda on sábado, 17 de março de 2012 | 17.3.12
Voltar a escrever para o Jazigo é quase como voltar a masturbar-nos depois de já o não fazermos há muito tempo. Temos uma vaga ideia de que era uma coisa boa, mas será que ainda somos capazes de libertar aqueles fluídos que tanto gozo dão uma vez chegados ao papel?
17.3.12 | 0
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Pessoas com saudades d’ O Jazigo das Notícias manifestam-se silenciosamente em protesto
17.3.12 | 0
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O Jazigo das Notícias entra em processo de layoff!
Written By Sérgio Pereira on sábado, 30 de julho de 2011 | 30.7.11
Os co-autores do blog de notícias falsas mais famoso da Beira Interior, no espaço geográfico compreendido entre a Guarda e a Covilhã, já tinham mostrado por várias vezes o seu desagrado para com os anacronistas, peças vitais no funcionamento do espaço internáutico. Os quatro moscambilhas em questão – José de Neendertal, Maria Joana, Machete Guerra e Giulio Pierre LecuBon -, têm por várias vezes se ausentado das suas responsabilidades de crónicas mensais, bem como de emprestadar dinheiro aos co-autores quando estes têm azar nas apostas em corridas de cavalos. Para aumentar a gravidade da situação, os anacronistas têm saído para destinos paradisíacos e viagens de cruzeiro exóticas, todos juntos, e só informando os responsáveis do Jazigo de que não podem enviar os seus textos mensais em cima do acontecimento.
Por outro lado, os co-autores do Jazigo pretendem demonstrar igualmente o seu profundo desagrado para com o Verão. O calor insuportável é uma desculpa perfeita para a total inércia. A juntar à pouca vontade de trabalhar, acresce ainda a escassez de notícias neste período do ano. Ao contrário dos meios de comunicação social tradicionais, a nossa linha editorial não se pauta pela cobertura de incêndios, turistas afogados e chegada dos emigrantes a casa. A índole humorística dos referidos tópicos é escassa, a não ser que a notícia envolva um emigrante que, ao chegar a casa em Trás-os-Montes, fez um barbecue e causou um incêndio que apanhou um turista de surpresa, obrigando-o a atirar-se para a água para se salvar, mas acabando por se afogar. Contudo, a probabilidade estatística de tal acontecer é tão grande como um galinha ter cáries nos caninos por comer muitos ovos Kinder.
Devido às situações acima expostas, os co-autores do Jazigo, numa decisão tomada com um discernimento exímio, anunciam que este blog vai entrar em processo de layoff. Desta forma, toda a actividade será suspensa até ao mês de Outubro, altura em que notícias, crónicas e medalhas de teor cómico voltarão a atingir impiedosamente os leitores, qual flecha embebida em sarcasmo e ironia disparada por Guilherme Tell em direcção aos vossos corações. Até tal acontecer, este espaço cessará então actividades, e será visualmente remodelado, pois quando o conteúdo é fraco a aparência acaba por ser importante.
Com uma estima tão profunda que até assusta,
Os co-autores d’ O Jazigo das Notícias
Tiago Ocioso e Sérgio Mandrião
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Ascensão e queda de um vendedor de gelados: o degelo dos sonhos
Written By Sérgio Pereira on sábado, 16 de julho de 2011 | 16.7.11
António Cornetto e Solero de Limão era o melhor vendedor de gelados de Vila de Cima… até à semana passada. Sim, era o único vendedor de sorvetes num raio de 15 quilómetros, mas triunfou na vida apresentando maravilhas geladas às pessoas que, até então, só estavam habituadas a comer refeições quentes. O mérito não lhe pode ser tirado com a mesma facilidade com que se arranca dentes a um idoso octogenário.
Assados, guisados, refogados, grelhados, queimados e ocasionais violações. A realidade era esta quando, em 1975, António chegou a Vila de Cima. Proveniente da grande cidade, este empreendedor enfrentou dificuldades nos primeiros tempos: acusavam-no de vender a comida do Diabo, apesar de não saberem explicar como é que o Diabo consegue comer gelados no Inferno; era expulso de todos os estabelecimentos públicos e comerciais em que entrava, até os bordéis e a agência funerária; chegou a ser atacado por um urso, se bem que isso não teve nada a ver com a venda de gelados mas sim com a própria natureza do animal. Contudo, António não desistiu.
A sorte acabou por lhe sorrir, e tinha melhores dentes que um octogenário. Uma grande chuvada apanhou Vila de Cima com as calças na mão. Literalmente, foi no Dia da Corrida Tropeçuda, em que os habitantes competem entre si numa minimaratona de oito quilómetros com as calças ao fundo das pernas. A baixa da vila ficou alagada, e rapidamente a população se aglomerou na parte velha e alta, local onde se encontram habitações degradadas, a Igreja e o estabelecimento de venda de sorvetes. A Igreja foi uma opção deitada fora, pois toda a gente sabia que, todos os anos no dia da corrida, o padre gosta de ir à escola de Vila de Baixo para “fazer ajoelhar alguns hereges”. As habitações degradadas estavam, segundo os habitantes mais velhos, assombradas de zombies, e houve algum receio em entrar. Com razão, pois saíram mais depressa do que entraram. Um toxicodependente em ressaca passa bem por zombie. Restava a gelataria. Olhares receosos foram trocados, mas acabaram por entrar.
O ambiente era tenso e de cortar à faca. Literalmente, porque não havia gelados que chegassem para todos comer, logo tiveram de parti-los em bocado. Um rabino foi o primeiro popular a abrir o coração aos gelados, e predispôs-se imediatamente a cortar as pontas dos Calipos. Dois dias durou a enxurrada, o tempo suficiente para toda a gente perceber que António era um bom homem, com intenções nobres, e que os gelados até são bons. E a paz foi estabelecida entre ambas as partes. A gelataria ganhou um nome: “O gelo bem vistas as coisas é água solidificada, e com uns corantes por cima deixa um gostinho na boca parecido ao sabor das nádegas dos anjos”. O seu dono ganhou uma alcunha: Toni Perna-de-Pau. Ao princípio não gostou muito e protestou, mas depois de lhe arrancarem o membro inferior direito e o substituírem por uma prótese de madeira, lá viu que a alcunha fazia sentido.
Toni fazia sucesso, tinha centenas de clientes todos os dias, até o padre trazia os petizes hereges de Vila da Baixo para os ver redimirem-se dos seus pecados enquanto chupavam um Mini Milk. Até o Maximiliano, o toxicodependente de Vila do Meio, teve direito a um gelado em seu nome. Ou melhor, um gelado “super”, tal como ele chama a toda a droga que vende.
Infelizmente, os dias de graça acabaram-se para o António. Faz exactamente uma semana que um rapaz de sete anos entrou de skate pela gelataria a gritar “É pá, dá-me já um Epá ou dou cabo dos vidros da loja com o meu skate. Ouviste, ó velho?”. Toni atendeu o pedido o mais depressa que pôde, tendo em conta o coxear provocado pela perna de pau. Sabia que não podia entrar em luta com ele, pois além de velho e coxo, a Igreja ficava logo em frente, e o padre gosta tanto de miúdos que só ele lhes pode tocar. Para azar de Toni, a arca e o frigorífico tinham sido queimados na noite anterior por causa de uma trovoada, e foi obrigado a pôr todos os gelados numa arca de reserva que funciona a gerador. Todos… menos um. O único Epá que tinha estava no balcão da cozinha. Com medo de que a loja sofresse grandes estragos, entregou o gelado ao rapaz e rezou para que tudo corresse bem. Só que não correu, e o petiz rebelde acabou por morrer asfixiado na pastilha, demasiado dura. O padre foi o primeiro a aperceber-se do que tinha acontecido, e Toni entendeu de imediato que não era mais Toni, mas sim António Corneto e Solero de Limão, um assassino involuntário com aspecto malévolo de pirata.
Numa semana, António perdeu todo o respeito e confiança arduamente conquistados. Voltou a ser acusado de pactos com o Diabo, entre eles o Viannetta Triplo Chocolate; quando foi a uma consulta para ver se o coto da perna estava bom, foi apedrejado pelos próprios médicos; um urso atacou-o, violou-o, arrancou-lhe o pénis, arrancou-lhe a perna de pau e enfiou-lhe o pénis no coto. Mas isto foi só por causa da natureza do animal. E também porque o urso era o pai do miúdo do skate. Pelo menos agora António já não coxeia, cai.
16.7.11 | 0
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Chegou o Verão, toca a cometer loucuras
Written By Sérgio Pereira on sábado, 9 de julho de 2011 | 9.7.11
Abriu a praia artificial do deserto do Sahara
Num momento surpreendente e inesperado, o sheik bilionário e coxo Aladour Kamahtrupoli apareceu em frente das câmeras de televisão e disse qualquer coisa em árabe que ninguém percebeu. Só depois de raptar um marroquino da feira de Carcavelos e utilizá-lo como tradutor, é que se fiquei a perceber que o sheik anunciou a abertura ao público de uma praia artificial em pleno deserto do Sahara. O recinto, com capacidade para cinco mil pessoas e o dobro dos camelos, conta com areia importada da Arábia Saudita e do Dubai, vegetação da Sibéria e móveis do IKEA. A água veio do Oceano Árctico e foi despejada num enorme buraco feito na areia. As primeiras imagens mostram um grande lago e mulheres banhando-se todas vestidas. Conto ter mais informações quando chegar ao local.
Fechou a praia artificial do deserto do Sahara
O caos e a fúria tomavam conta dos banhistas quando cheguei ao local, perto de uma hora que não sei precisar pois o relógio que comprei aos marroquinos ficou sem números assim que o meti no pulso. Estou, no entanto, em condições de adiantar que o Sol se encontrava no céu e as pessoas em terra. Essas pessoas estavam claramente revoltadas e atiravam bosta de camelo ao ar, contra ninguém em particular. O poço onde era suposto encontrar-se a água tinha desaparecido, sem indício algum para onde terá ido, por isso supõe-se que se encontre a monte. Não, acabo de ser informado que a água se encontra a duna, como é costume dizer-se por estes lados. Foi difícil conseguir declarações dos banhistas. Eles aproximavam-se de mim e falavam, só que eu não entendia nada. Por fim, lá encontrei um turista de Moscavide que estava nesta praia artificial quando tudo aconteceu: “Então a gente estava muito bem ao bronze, havia gente dentro de água, entre eles os meus miúdos, mas eu não que tinha acabado de comer um kebab de bifanas há dez minutos. De repente oiço gritos, mas isso foi só uma turista holandesa que foi picada por um escorpião e morreu. Passado quê, nem um minuto, chega um dos meus garotos muito aflito ‘Ó pai, ó pai, a água desapareceu!’. Fui logo ver o que se passava e realmente não havia nem uma pinga no buraco. Ninguém percebe, estamos todos estupefactos”. Um cientista acabou por aparecer e tentou explicar o sucedido, com conversas sobre evaporação e absorção. Perante alguns olhares confusos e a minha pergunta jornalística “Que estás a dizer, seu alarve?”, ele desenvolveu a teoria, dizendo que a água não se mantém estanque em terrenos arenosos e em locais cujas temperaturas são muito altas. Continuámos a não perceber nada, por isso demo-lo de comer aos camelos.
O sheik Aladour Kamahtrupoli acabou por aparecer ao final do dia, com um grande grupo de militares, as dez esposas, três amantes, trinta e dois filhos, quarenta e sete netos, duas serpentes e a mascote dos Jogos Olímpicos de 2012, embora ninguém saiba muito bem porquê e eu não estava com paciência para lhe perguntar. É difícil encontrar força para questões quando a nossa pele está tão vermelha que começa a cair. O sheik obrigou os banhistas a retirarem-se do local, e acabou por o fechar, no mesmo dia em que tinha aberto. O buraco onde se encontrava a água acabou por ser usado para outros fins. Descansa em paz, turista holandesa que ninguém sabe o nome mas que pelo aspecto devia ser prostituta ou drogada por isso também não interessa muito.
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Menino Foge de Casa por Causa do IRS
Written By Tiago Lacerda on sábado, 2 de julho de 2011 | 2.7.11
Rafael Emanuel, um menino de 11 anos que sonha ser piloto de aviões ou fiscal de contas, fugiu ontem da casa dos pais para seguir o seu terceiro sonho mais caro – fazer a revisão do IRS das pessoas mais idosas. Ao que o Jazigo sabe, o rapaz terá alegadamente dito à mãe que “as condições deploráveis em que os mais idosos deixam as folhas referentes às suas retenções monetárias têm de acabar!” e “é preciso fazer alguma coisa quanto ao escalão B no impresso 127! E tenho xixi mãe, onde está o pitó?” antes de sair de casa disparado e com um pitó na mão.
A polícia judiciária está já a investigar o caso, o que deixa os pais do menino mais descansados depois de verem os maravilhosos resultados que estes conseguiram em casos semelhantes, como é disso exemplo o caso Rui Pedro. Um agente da PJ que não se quis identificar, mas que nés podemos desde já dizer que tem uma enorme barriga de cerveja e usa sempre a farda suja de nódoas de Bolicao de caramelo, afirmou ao Jazigo das Notícias que “este tipo de fugas é muito comum na pré-adolescência, normalmente são originadas numa mania passageira, às vezes é o Justin Bieber outras é a retenção do IRS. São casos muito comuns”.
Quanto às pistas existentes, a polícia não quer revelar muito, mas este vosso jornalista sabe que entre elas se encontra o pitó que Rafael terá usado antes de embarcar num vôo rumo à Florida onde espera encontrar um elevado número de idosos. Se esse plano falhar a polícia desconfia que Rafael se vire então para o Alentejo.
2.7.11 | 0
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Breves tão pequenas como um ser unicelular anão
Bispo manda abater cavalo que se moveu em B num tabuleiro de xadrez
O bispo do Condado Preto, Ezequiel Chamusca, não conseguiu esconder o seu descontentamento quando um dos dois cavalos do Condado Branco se moveu na forma de um B pelas casas do tabuleiro de xadrez. Ezequiel argumenta que “os cavalos só se podem mexer em L, e se lhe damos muita liberdade qualquer dia andam aí livremente à solta, a levar peões no dorso. Que se segue, uma torre que pode andar em S? Não vamos dar azo à rebaldaria!”. O bispo adiantou que, enquanto o animal não for abatido, vai ficar deitado… na diagonal, obviamente. A rainha do Condado Preto tem dado pouca importância ao assunto, e quando nos aproximámos dela fugiu numa jogada para junto da rainha do Condado Branco. Já o rei do Condado Preto vai cumprir a exigência do Bispo Ezequiel com as próprias mãos, mas tal pode demorar algum tempo já que Sua Alteza só se pode mover uma casa de cada vez.
Idoso morre engasgado em peça de dominó
O sinistro deu-se num parque rodeado de bancos desconfortáveis, árvores e coisas ainda mais velhas que o bom senso manda chamar pessoas. A vítima, Arlindo Perneta, de 87 anos, encontrava-se com dois amigos e um rouxinol a jogar dominó. A meio da quinta partida, o rouxinol elaborou uma jogada genial, fazendo com que ambas as extremidades jogáveis tivessem uma peça com quatro pontos. A vez seguinte era de Arlindo, que não tinha uma peça correspondente. Num acto de batota, pegou numa peça com cinco pontos, enfiou-a na manga, disse que precisava de ir à casa-de-banho pois já não urinava há meia-hora, e nos sanitários tentou mordiscar a peça para arrancar o ponto do meio. Entusiasmado, tentou esquecer a necessidade urgente e real de urinar, começou a tentar conter as pingas e a arfar, acabando por engolir a peça de dominó. Arlindo foi encontrado morto pelos parceiros de jogo duas horas mais tarde, após o rouxinol debicar três minhocas e os outros idosos dormirem uma soneca. O ponto da peça de dominó que Arlindo tentou arrancar encontra-se a receber apoio psicológico.
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Homem apaixonado por sanita mata WC Pato
Written By Tiago Lacerda on sábado, 25 de junho de 2011 | 25.6.11
Um homem de 35 anos assasinou brutalmente um WC Pato de cheiro a frutos silvestres e Amazónia Sensations, na passada quarta-feira, após uma rixa que, segundo um piaçaba testemunha com quem o Jazigo falou, “foi feia de se ver, e acreditem em mim, se há alguém que já viu coisas feias fui eu!”.
Na origem do fatal desacato terão estado motivos passionais. O homem, que mantinha um relacionamento de longa data com uma sanita de Pêro Pinheiro, terá encontrado a sua enamorada na companhia de um WC Pato e perdido as estribeiras. E nem mesmo o facto de as crianças do casal (dois bidés Sanitana) estarem a assistir a tudo impediu o alegado homicida de trucidar por completo o WC Pato - pegando nele e mando-o para o lixo. Após cometer o seu acto tresloucado (o WC Pato foi atirado para um caixote do lixo que não é destinado à reciclagem) o homem terá discutido com a sanita durante horas. No meio da discussão palavras duras como “eu sempre guardei o meu cocó para ti e tu agora fazes-me uma destas?!” ou ainda “aquela diarreia de 97 não significou nada para ti” puderam ser ouvidas pelos vizinhos que, estranhando, chamaram a polícia. Os vizinhos dos vizinhos do homem estranharam que os vizinhos do assassino apenas achassem perigoso o homem discutir com uma sanita, e não achassem peculiar ele estar casado com uma, por isso chamaram a SWAT do Miguel Bombarda para estes verificarem a situação. No rescaldo, o assassino foi preso após a polícia lhe arrombar a porta e se deparar com aquele espetáculo degradante, os vizinhos do assassino foram ilibados de serem doidos pelo pessoal do Miguel Bombarda, mas não se livraram do rótulo de “gajos que se metem na vida dos outros”, e por fim os vizinhos dos vizinhos foram passar duas semanas de férias a Cuba, em regime de pequeno-almoço.
25.6.11 | 0
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Aquele país independente que nos deu tantas tristezas finalmente serve para qualquer coisinha de jeito*
O Papa Júlio II está com miúfa. Chegado à idade da reforma, o santo padre receia que a poderosa família Borgias se vire novamente contra ele e lhe roube a pensão de 200 moedas de ouro e dois garotos fresquinhos por mês. Não que esteja a pensar retirar-se da sagrada cadeira, bem pelo contrário. Diz sentir-se tão bem de saúde que só um leão o conseguiria mandar abaixo. Um leão ou uma febre. Ou um Borgias disfarçado de leão ou febre.
Exactamente pelo receio de a sua vida estar em perigo, Giuliano della Rovere, conhecido como Júlio II entre os católicos e Aquele Senhor Importante Que Me Mandou Para A Fogueira entre os hereges, vai fazer algo que nunca nenhum Papa fez e que é até proibido pelas regras da Igreja: admitir que tem uma filha. Além disso, também mandou arranjar-se “200 guardas mercenários suíços para protegerem os Estados pontificados”. Pelo menos foi essa a desculpa que deu, pois escrever em acta “200 guardas mercenários para estarem alerta aos perigos que rodeiam o meu santo rabo” ficava mal, e se viessem por esse motivo então não tinham descanso. Vocês sabem, por causa dos garotos fresquinhos.
Logo após o anúncio de Júlio II, o reboliço na Suíça tornou-se gigantesco. Afinal de contas, qualquer ordem papal = bufa… bula que venha de Itália provoca gigantescas avalanches no estado helvético. E o que é que as avalanches fazem? Destroem tudo à sua passagem. E dão boleia a pessoas, incluindo mercenários, porque bolas gigantes de neve não são preconceituosas, ao contrário de terramotos que só atacam asiáticos, afro-americanos e terrori… paquistaneses. O ajuntamento de árvores, casas, animais, pessoas e mulheres apanhados pelas avalanches deu-se na cidade de Lugano. Vendo que havia ali uns quantos mercenários (e também umas crianças recém-órfãs, por isso com todas as condições para se tornarem em patifes ou guardas papais, se bem que a diferença não interessa), os responsáveis católicos depressa organizaram um casting. Após alguma discussão, alguns murros e duas aves-marias para se redimirem da violência, os clérigos lá chegaram a um entendimento: o júri seria constituído pelo padre Yves Petit-Pipi, o abade Luc Etmi e Pedro Boucherie Mendes.
Os candidatos foram obrigados a cumprir quatro missões muito simples para impressionar o júri (ou, pelo menos, provocarem um bocejo a Boucherie) e serem escolhidos para a Real Guarda: primeiro tinham de se sentar junto a uma fogueira e ler a Bíblia, sem ceder à tentação de a queimar; em seguida deviam saltar à corda enquanto citavam o nome de todos os santos existentes; havia ainda um concurso de tiro, em que tinham de acertar em preservativos que tinham feito mulheres grávidas de reféns; e por último tinham de cantar a “Estupidamente Apaixonado” do Toy até a cabeça de um esquilo explodir.
Poucos foram os que resistiram até ao fim, e mesmo os que aguentaram os três primeiros desafios viram a sua cabeça explodir com a melodia da música do Toy. O luso-descendente António Machon foi o único que conseguiu passar com mérito os quatro desafios - em parte porque, como luso-descendente, já está habituado às mais horrorosas melodias de Tony Carreira; e também porque, no último desafio, enfiou dois preservativos intactos nas orelhas. Machon vai preparar-se agora para ser guarda papal, e passará por inúmeros testes médicos. Também vai haver alguns testes científico-experimentais com o seu corpo, mas disso ele não sabe por isso guardem segredo. E vamos esperar que não haja problemas com o registo civil, já que alguém o inscreveu como António Maxon, mesmo que ele muito insistisse que “o meu nome não leva X”, “tirem o X se faz favor” e “corrijam o erro antes que lhe enfie o X…” o meu telemóvel e já não ouvi a última parte desta frase. Era da TMN, mandei-os levar no cu.
*Este título é dedicado a um amigo dos co-autores do Jazigo, que por motivos óbvios não iremos identificar. E não, a qualquer coisinha de jeito não és tu, Fábio Gomes.
25.6.11 | 0
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Juiz corrompido com sexo e Mentos é condenado à prisão por ele próprio
Written By Sérgio Pereira on sábado, 18 de junho de 2011 | 18.6.11
Numa sessão atribulada em que quase virou esquizofrénico, o magistrado Luís Pechincha apresentou objecções à sua própria decisão, e acabou por resistir com violência aos agentes de autoridade que ele próprio chamou para o prender.
Tarde de choque no Tribunal de 1ª e 2ª Instância (e também 3ª quando a dactilógrafa consegue arranjar ama para o filho de trinta e dois anos) de Vila de Cima. O reputado juiz Luís Pechincha, conhecido pelos julgamentos de casos tão mediáticos como o assalto ao banco de esperma e um caso onde se provou que a mesma pessoa foi assassinada duas vezes, foi condenado a seis meses de prisão por crimes de corrupção activa, passiva, por trás, às vezes de lado e uma vez com um potro. Junta-se ainda um mês por agredir os seguranças do tribunal e duas semanas por ter sido considerado culpado no assalto com arma branca a uma estação de serviço, no qual roubou uma revista Maria, uma National Geographic e um pacote de gomas.
Tudo isto seria mais ou menos normal não fosse este pequeno detalhe: as gomas já estavam fora do prazo de validade. Quando Luís abriu o pacote e enfiou a mão só encontrou ranço, voltando novamente para a estação e pedindo o Livro de Reclamações. Esta foi a principal prova usada pelos advogados da estação de serviço, que mostraram ainda um vídeo do juiz com a arma branca no bolso. “Objecção! Aquilo é o pénis de um potro, logo não pode ser usado como elemento incriminatório. Temos lá culpa que o animal seja albino!”, protestaram os advogados do réu. E o juiz deu-lhes razão. Ah, pois, já me esquecia. O réu e o juiz eram a mesma pessoa.
Passo a explicar. O tribunal de Vila de Cima tem dois juízes: Luís Pechincha, o protagonista desta notícia, e Tóni Naifadas, que foi preso após assaltar o banco de esperma. Logo, só havia um magistrado disponível, Luís Pechincha, e por isso foi ele que tomou conta do seu próprio caso. Pechincha declarou-se culpado pelo assalto à estação de serviço, não sem antes considerar a mesma culpada por falta de higiene, condenando os funcionários da bomba a lavar o cabelo com ranço durante um mês.
Faltava depois julgar o caso mais sensível: aquele em que Luís Pechincha era acusado de aceitar favores em forma de prazer sexual e erótico, bem como Mentos (ou Tic-Tacs, quase não houvesse Mentos) em troca da absolvição. E quem queria ser absolvido? Tóni Naifadas, o outro juiz de Vila de Cima. A relação entre ambos os magistrados era tensa, mas quando Tóni teve de comparecer perante a justiça, percebeu que esta só era cega de dois olhos e ainda tinha um que se podia aproveitar. Durante todo o julgamento, que demorou um mês e meio, Luís e Tóni mantiveram um relacionamento ultra-secreto, que se desenrolava num motel em Vila de Baixo. E tudo corria bem, até ao dia em que Luís chegou atrasado ao motel porque tinha roubado gomas rançosas e voltara atrás para reclamar. Tóni estava zangado, pelo atraso de Luís e porque este não teve a decência de pelo menos lhe deixar o pénis de potro, para ir passando o tempo. Quando Luís finalmente chegou houve discussão da grossa, principalmente quando o pénis de potro começou a servir como arma. Luís também estava zangado, porque Tóni não tinha o pacote de Mentos para lhe dar. Tóni desculpou-se, dizendo que o irmão dele, que lhe costuma arranjar os doces, estava atrasado. E o irmão de Tóni, o Zeca Naifadas, chegou pouco depois, pedindo desculpa pelo atraso mas que tinha sido assaltado na estação de serviço onde trabalha. Ao ver Luís, o assaltante, entornaram-se os Mentos. A discussão tornou-se gigantesca, atraindo a atenção dos habitantes de Vila de Baixo, Vila de Cima e Vila-Que-Fica-de-Um-dos-Lados. Consequências imediatas: a relação entre Tóni e Luís acabou de forma litigiosa, o que levou à condenação do primeiro; Zeca colocou Luís em tribunal; e um potro teve de ser abatido.
Como havia muitas testemunhas, e como o motel tinha câmaras de segurança desde que o presidente da câmara de Vila de Baixo, Ernesto Escumalha, o tinha usado como local de encontro para fãs de filmes com a Jennifer Garner, Luís Pechincha não teve outra alternativa se não considerar-se culpado. Porém, no momento em que o disse gritou “Objecção!”, o que o fez dizer “Indeferido”, ao que respondeu com “Isto é uma vergonha!”, para depois bater vigorosamente com o martelo e dizer calmamente “Peço ao réu que se acalme ou terei de chamar as autoridades”. Perante a sua própria resposta “Patifaria! Está tudo feito para me tramar!”, Pechincha chamou os agentes, enquanto continuava a bater com o martelo na mesa para acalmar os ânimos exaltados dele mesmo. Quando dois seguranças entraram na sala, Luís disse “Prendam-me”, só que quando os agentes se aproximaram, Luís atirou-lhes com o martelo e tentou fugir, voltando atrás para ainda dizer “E condeno ainda Luís Pechincha a um mês por ofensa à integridade física de agentes da autoridade”. Depois tentou fugir outra vez, mas com aquela vestimenta depressa tropeçou e foi apanhado.
Para aqueles que se ficaram pelo 1º trimestre do 1º ano de Matemática, Luís Pechincha vai agora cumprir sete meses e meio na cadeia. Não tens de quê, Jerónimo de Sousa.
18.6.11 | 0
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Lisboa é atacada por pirata famoso!
A cidade de Lisboa foi ontem atacada pelo famoso corsário Francis Drake, da família dos Drake Cakes. O ataque, apesar de ter fracassado nos seus intentos (destruir Lisboa e em particular os pastéis de Belém, pastelaria à muito rival dos Drake Cakes), causou o pânico entre os lisboetas, sobretudo os lisboetas que não tinham mais nada para fazer e por isso se entretinham a olhar para o rio na hora do ataque.
A investida do conhecido corsário e político (Drake é um conhecido membro do partido pirata sueco que luta por uma internet livre, não obstante o facto de ninguém saber o que é isso da internet em pleno século XVI) começou com o arremessamento de longos bolos duros, com o intuito de acertar com eles na cabeça dos Lisboetas e assim fazer elevadas baixas. Infelizmente para Drake, estes bolos não foram feitos por Rubeus Hagrid e por isso não tiveram a capacidade suficiente para ferir ninguém. Após o falhanço no seu plano inicial, Drake passou para o seu plano B que consistia em pôr todos os seus homens a dançar o Can-Can até às seis da manhã. Este plano não funcionou, pois os lisboetas, habituados que estão à Moda Lisboa, não se deixam impressionar com mariquices.
Desesperado (segundo nos contou uma fonte anónima próxima do moscambilheiro que insistiu em ser tratada por “Alberto”), Francis fez a última coisa que um general bem treinado, e bom naquilo que faz, faria quando tenta tomar uma cidade. Recorreu às armas de fogo. O que foi evidentemente um erro, toda a gente sabe que usar a técnica do gratinado em bolos que estão prestes a ser arremessados é um erro quase tão grande como seguir os livros de receita vintage do Manuel Luís Goucha.
Depois de nenhuma das suas investidas ter resultado, Drake finalizou a sua intentona (como eu estou satisfeito por escrever esta palavra!) e foi para casa chorar sobre os muitos bolos derramados que possui. Entretanto, eu finalizo esta notícia pois de tanto falar de comida estou com uma galga lendária (facto verídico).
18.6.11 | 0
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Monstro do Lockness está constipado
Written By Tiago Lacerda on sábado, 11 de junho de 2011 | 11.6.11
Soube-se ontem através do seu porta-voz, O´Shea Macfflturohuugh, que Nessie, a conhecida criatura do Lago Ness, se encontra constipada. Segundo o porta-voz escosês, dono de uma barba capaz de albergar outra feijoada como a que foi levada a cabo na ponte Vasco da Gama, Nessie terá ficado “com o pescoço ao frio para que as pessoas continuassem a acreditar nela durante a noite”, e terá sido aí que apanhou este resfriado levado da breca (na Escócia, as doenças têm sempre caracteristicas humanas. Quem não se lembra das hemorróidas tímidas ou da SIDA traquinas?).
O´Shea Macfflturohuugh, a quem eu vou começar a referir-me, por uma questão de simplicidade, como Luís Alberto Manuel dos Santos Almeida Rosário Carmo Afonso, disse ainda que Nessie “é rija e está já a tomar medidas para curar esta gripe”. O escocês não quis no entanto dizer que medidas estaria Nessie a tomar, medidas essas que estão a intrigar os especialista com quem eu fui falar. Mack Mackie Mackong, um dos maiores especialistas mundiais sobre Nessie, mostrou-se preocupado ao falar comigo desde a cave da casa onde vive com a mãe: “esta é uma notícia preocupante. Porque não sabemos que pode Nessie fazer para ficar melhor. É verdade que um Cêgripe tratava do assunto, mas encontrar um Cêgripe que prencha as necessidades de Nessie é muito difícil, pois não há comprimidos tão grandes”- disse quase à beira das lágrimas Mackong.
Na comunidade de admiradores de Nessie a preocupação e, sobretudo, a falta de carícias sexuais são grandes. Milhares e milhares de admiradores de todo o mundo, ao saberem da noticia, deixaram para trás os seus jogos de Gamão e Aritemética Divertida, para virem acampar para junto do lago em apoio ao seu adorado monstro jurássico. Sinais como “Nessie fica melhor”, “Nessie quero que me faças um filho apesar de saber de fonte segura, nomeadamente na minha imaginação, que és uma fêmea e que por isso tecnicamente não me o podes fazer, que teria de ser eu a fazer-te um filho a ti não se desse o caso de termos entre nós divergências de ADN e até mesmo fisiológicas que tornam isso impossível!” ou ainda o clássico “Legalizem a erva!”.
Até à data não se sabe mais notícias sobre o estado de saúde de Nessie, mas as cada vez menos algas clinexs que vêm dar a costa (cheias de muco) fazem ter esperança que este ser a quem demos um diminutivo ao mesmo tempo que a apelidamos de monstro, esteja a ficar melhor. Vamos esperar que sim, esta gente tinha um ataque se soubessem que o monstro que nunca viram nunca mais lhes ia aparecer à frente.
11.6.11 | 0
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