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Primeiro vírus de sempre papa a memória RAM e os sonhos de um menino

Written By Tiago Lacerda on sábado, 15 de janeiro de 2011 | 15.1.11


A porta da masmorra está agora fechada para sempre. Timmy, depois de sete dias sem dormir, já desistiu e está caido no chão desperado, amorfo e com os membros superiores mais moles e dobradiços que a vagina de uma prostituta com 50 anos de carreira. Não mais este ruivo de ar subnutrido passará pelos portões de Zakhara com o seu Blood Kigth de nível 80, o virtualmente famoso “Onésimo - The Slayer from Baixa da Banheira69”. O primeiro vírus informático de sempre (o “Sexta Feira 13”) incapacitou o computador de Timmy e agora este pequeno sonhador perdeu a vontade de viver. Muitos, com uma alma tão maligna como o Gollum, poderão dizer que ele perdeu a vontade de viver quando passou a estar em frente ao computador 23 horas por dia. Falsidades. Se ele tivesse perdido a vontade de viver continuar-se-ia a alimentar por um tubo pelo qual a mãe lhe envia diligentemente comida liquidificada? Claro que não. Esses ignorantes nas artes arcanas nada sabem. Desconhecem a maravilha que é matar um Gnomo de nível 50 perdendo apenas uma vida (virtual e não só) e a hipotese de ir conhecer aquilo a que no seu mundo patético denominam de “rapariga”. Como se esses seres de peles suaves e formas belas existissem mesmo! Poupem-no, pela barba flamejante de Kara-Turxkj! Esses que se orgunham de “falar com pessoas” não sabem o que é ter uma conversa profunda sobre masturbação às 4 da manhã com uma sereia de três seios chamada Arthur. Não podem compreender o desespero de Timmy, que sempre viveu num mundo onde o medo de doenças não existe. Até hoje. Hoje Timmy tem medo. Teme pela primeira vez, porque viu (tal como muitos outros) o primeiro vírus informático do mundo destruir o seu sonho de um dia se tornar no Mestre Supremo da Magia Azul Catatua. Timmy, um outrora vivaço e enérgico rapaz (em tempos chegou a ser capaz de comer coisas sólidas!), é a partir de hoje um “ser humano” sem propósito. Um bicho do mato ao qual a mãe natureza se esqueceu de dar garras bem como capacidades reprodutivas de monta. A partir de hoje, Timmy, 31 anos, será para o mundo informático o mesmo que foi para o seu pai durante toda a vida: um espermatozóide espertalhão que nunca deveria ter sobrevivido e que durante anos tentou esquecer. A sua vida está destruida, o “Sexta- Feira 13” encarregou-se disso. Game over Timmy, Game Over.
15.1.11 | 0 comentários

Actualizações medianamente médias... mentira, são espectaculares

Written By Sérgio Pereira on terça-feira, 11 de janeiro de 2011 | 11.1.11

Como é hábito na primeira semana de cada mês, o Jazigo disponibiliza Classificados novinhos em folha, mas estes já com IVA de 23%. É consultar e depois dizer "a gente não pode deixar de ver, temos que aceitar e mais nada!".

Um abraço,
A melhor equipa do mundo que a FIFA não premiou só por má vontade
11.1.11 | 0 comentários

Nazis (não) vão à bola uns com os outros

Written By Tiago Lacerda on sábado, 8 de janeiro de 2011 | 8.1.11

“Esta ideia do jogo de futebol foi estúpida”. Esta foi a frase mais ouvida ontem à tarde aquando da apresentação, censura e tortura à imprensa do novo partido nazi alemão. O seu autor, um homem baixo com o número de filiação do partido nas costas (um 7 que em nada ajudou às suas qualidades futebolisticas) não parava de se queixar gesticulando freneticamente naquilo que eu só consigo descrever como um ataque de epilepsia que aprendeu a dançar hip-hop para disfarçar. Adolf Hitler, acredite-se ou não, não é das pessoas mais bem dispostas que eu já conheci. Durante o jogo de futebol que o partido organizou para por fim “ao ditak futebolistico inglês” só fez uma de duas coisas: cair desamparado quando o esférico estava nos seus pés e depois tentar impingir a toda a gente que a sua queda “foi mesmo à Charlie Chaplin! Acho que com um bocadinho de trabalho chego lá!”. Claro que ninguém acreditou nesta história e por isso Hitler tomou uma decisão radical e cortou o seu cabelo de forma tão ridicula que nunca poderia ser tomado a sério politicamente. Ou comicamente, falando a verdade. O seu cabelo é demasiado perturbador para ser engraçado. É quase como ver um discurso do partido comunista. Por um lado é engraçadissímo, mas a verdade é que é demasiado perturbador para nos conseguirmos rir livremente.
A ideia de apresentar à imprensa as ideias de um partido politico recorrendo para isso a um evento desportivo não é nova, que o diga Carlos Queiroz, mas ainda assim é sempre giro ver aquelas pessoas que dia sim dia sim ameaçam a decência humana com promessas de morte e ódio juntarem-se para se odiarem uns aos outros durante 90 minutos. Refrescante.
Quanto ao jogo propriamente dito, bem, a verdade é que não há muito a dizer. Tudo estava bem até o ala esquerdo da equipa de negro cadáver marcar um golo. O golo foi legal, mas o ala foi muito rápido e isso levantou suspeitas sofre se este teria ou não ascendência africana. Pelo sim pelo não os seus colegas decidiram ser sensatos e enfiar-lhe uma bala no bucho. O jogo recomeçou, só para cinco minutos mais tarde ter de parar. Alguém levantou a intrigante questão “Ali o Hans não se parece um bocadinho com um japonês? Quer dizer, os olhos dele estão mais ou menor rasgados...”. Os restantes 10 minutos serviram apenas para limpar o sangue de Hans. Por fim, ainda nem o jogo tinha recomeçado quando um membro da equipa vermelho-sangue-de-tripas afirmou que tinha visto o pénis de um jogador no balneário e que este era grande demais. “Também deve ter ascêndência africana!”. Os seus companheiros ouviram-no com toda a atenção e depois com carinho enternecedor mataram-no a ele por ser larilas e ao senhor do pénis grande por: ou ter ascêdência africana ou por estes doidos terem todos um complexo de inferioridade peniana que é uma coisa parva. Não chegei a perceber.
Quando no fim do evento me dirigia para um bar de sadomasoquismo para que o meu dia tivesse por fim algum vislumbre de amor e uma pausa da violência, lembrei-me de algo giro. É engraçado que num só jogo entre amigos, os nazis tenham morto quatro compinchas seus por suspeitarem que estes não sejam 100% puros. Mas nenhuns deles viu no seu ódio infinito o judeu que durante todo o jogo se queixava de que “esta ideia do jogo de futebol foi estúpida.” Quer dizer, estava logo ali. Quem resmunga mais que um judeu? E com este comentário estereotipado e algo racista me despeço. Para a semana faço melhor, prometo. Se nenhum cigano me roubar o bloco de notas, claro!
8.1.11 | 0 comentários

Crime! Choque! Horror! Batatas fritas com sabor a presunto!

A cidade de Gouveia está em choque. O ambiente no local de concentração para centenas de homens másculos com bigodes farfalhudos é de cortar à faca, principalmente se houver uns casqueiros e umas tiras de entremeada por perto. Em entrevista exclusiva a José Ferreira da Costa, um tuga, percebemos a consternação que reina entre a Associação Nacional de Bigodes. “É um tragédia sem procedentes, nós estemos abertos há... pfff sei lá!... vai fazer um par de anos, por isso será um quarto de milénio, não é, e não nos alembramos de semelhante acontecimento. Estamos chucados, indeguenados e fustra... frusta... frutad... coiso”. Depois de retirar pedaços de frango de há quinze dias da sua pilosidade facial, Joaquim Teixeira Nabo, outro tuga, coçou a zona da genitália e exclamou: “Isto já não há segurança em lado ninhum. Começa a ser preciso um Salazar em cada esquina. Fazem isto a um home que nã fez nada a ninguém excepto seguir o seu sonho... eh pá eu até estou sem palavras. Só de pensar vêm-me as lágrimas aos olhos”.
Por esta altura indaga-se o leitor “Então mas o que é um tuga?”, ao que eu respondo: um tuga é um indivíduo de nacionalidade portuguesa, na casa dos 40/50 anos, que usa camisola de flanela, sapatos de vela, meias brancas, palito na boca e bigode. Mas repudio simultaneamente a superficialidade que o leitor está a demonstrar para com a notícia. Afinal de contas, já vamos mais ou menos a meio e eu ainda não disse do que se trata, num teasing tão brilhante que mais uma linha e perde a piada.
Pois bem, o que se passou foi o seguinte: no passado dia 5 de Janeiro (se houver pessoas a ler isto daqui a uns tempos é melhor constar que corre o ano de mil nove e oitenta e oito) o indiano Karni Bheel - que em português se lê Amílcar Esteves Carvalho – foi vítima de um crime violento que deixou muita gente chocada, excepto o personagem principal do Quem Quer Ser Bilionário?, pois esse já viu de tudo. Detentor de uma proeminente farfalha que media 2,35 metros de uma ponta à outra, Amílcar vivia no estado de Rajastão, onde a competição por quem tem o melhor bigode é intensa. Ora, este homem era nada mais nada menos que o detentor desse título. Por outras palavras, Amílcar dava um autêntico bigode a todos os outros homens da região (então? esta piada era demasiado fácil para não ser feita!). Num acto ainda mais hediondo do que tornar Júlia Pinheiro em directora de programação, Amílcar foi assassinado e decapitado. Contudo, o bigode permaneceu intacto, o que obriga a retirar duas conclusões: a primeira é de que este se tratou de um crime mal planeado ou, por outras palavras, imberbe; segundo, isto traz problemas à Entidade Reguladora Indiana de Barbas, Buços, Bigodes e Outras Categorias com Pêlo na Venta (ERIBBBOCPV, sigla pronunciada na língua original como “caril”), que agora não sabe se Amílcar continua a ter direito ao troféu “Ratos Mortos Acima do Lábio Superior”.
Com a comunidade internacional centrada na possibilidade de se poder isolar o cromossoma Y, que se julga estar presente exclusivamente nos homens (caso se confirme, é de facto revelação para fazer rolar cabeças), existe um temor no Rajastão e em Gouveia que a memória de Amílcar Esteves Carvalho – Karni para os amigos, Milcarzinho para as mulheres com fetiches por pilosidade aglomerada – caia no esquecimento. Da parte do Jazigo faremos tudo para o evitar, colocando-lhe um cesto por baixo tal como os franceses faziam quando davam uso à guilhotina.
8.1.11 | 0 comentários

Novo ano, velhas rotinas

Written By Sérgio Pereira on domingo, 2 de janeiro de 2011 | 2.1.11

Aqui ficam pequenos e apetitosos pedaços das crónicas dos autores do passado mês de Dezembro.

Diário de um homem com peste negra

(Encontrado e traduzido do português antigo por Tiago Lacerda)

20 de Março

A ideia de um perfeito estranho analisar a vagina da minha mulher não foi, surpreendentemente, a melhor que tive. O Ferreira chegou e quando lhe expliquei o problema virou-se para a minha mulher e disse-lhe “dispa-se”. Tudo bem o homem é que sabe - pensei - mas quando ele começou a cantar “Tanan nan na na nan na nan” e a dizer para a minha mulher “despe-te mais devagarinho, mais sexy” comecei a desconfiar ligeiramente do profissionalismo dele. Então nestas situações não se tem de ser o mais rápido possível? Para que queria ele que a minha mulher se desnudasse lentamente?

Esta crónica de Tiago Lacerda continua aqui


Aparentemente, tal como nos dizem em pequeno, é perigoso saltar de cadeiras porque nos podemos magoar. E, aparentemente, a única situação em que podemos fazer tal coisa é quando estamos embriagados. Só assim temos as nossas capacidades cognitivas e motoras ao máximo potencial para forçar os nossos pés contra um objecto instável e perigoso de quatro patas (sim, instável e perigoso, perguntem ao Salazar. Ah esperem, não podem, porque ele está morto) e dar projecção ao corpo de modo a aterrar em segurança no chão. E nem sequer se pode aterrar com os dois pés (porque isso seria uma aberração), só pode ser com o direito, para dar “sorte”.

Para continuar a ler esta crónica de Sérgio Pereira, clique aqui

Que tenham um magnífico 2011 na companhia do Jazigo e de duas gémeas suecas de grandes seios. Um forte abraço.

A equipa jaziguística
2.1.11 | 0 comentários

Choque! Vice-presidente dos EUA despede-se por estar farto de “trabalhar arduamente na arte de não fazer nenhum!” *


E é oficial. John. C. Calhoun é o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos a resignar-se do cargo. A decisão foi tomada há muito (três semanas) mas devido as más comunicações e à doença do burro de serviço da Casa Branca (ai a piadinha fácil que eu poderia ter feito aqui com Joe Biden... Mas não fiz. Se quiser faça o leitor) só hoje o público soube de tão inesperada nova. Ao que parece o Senhor Calhoun (senhor Calhoun parece que estou a contar uma fábula qual quer, eu sei, mas juro, caros leitores, que nada tem a ver com o facto de o senhor se parecer com um lobisomem), demitiu-se por ter “divergências políticas, económicas e sexuais com o presidente Jackson.”
Estas divergências levantadas pelo ex-vice-presidente (outra piadola sexual fácil que deixo que sejam vocês a fazer. Quem é o Lobo Antunes da comédia, quem é?) passam, segundo aquilo que o Jazigo consegiu apurar, pelo facto de o Senhor Calhoun (vendo bem também é um bocadinho parecido com o Scrooge. Isto a Disney fartou-se de ganhar dinheiro com a “cara” deste senhor pelo que estou a ver...) estar farto de “estar no gabinete à espera que chegue a altura de aparecer ao lado do presidente quando este vai fazer o seu discurso à nação onde é suposto eu aparecer”. ( Como se pode ver o Senhor Calhoun não sabe sinónimos da palavra aparecer, o que é capaz de também não ter ajudado na sua passagem pela vice-presidência.)
Segundo outra fonte anónima, no entanto, a verdadeira razão é que Calhoun tem medo de aparecer perante as luzes da ribalta, pois receia que as pessoas ainda se lembrem daquela vez em que tentou roubar o Natal (esta achei que se calhar era melhor fazer eu, até por que não sei se vocês eram capazes de lá chegar).
Quer seja o Grinch disfarçado de republicano ferrenho (duas palavras formam a punchline mais simples de sempre: Sarah Palin) ou não a verdade é que muitos apoiantes do Tea Party ficaram desfeitos. Pela demissão do seu héroi, claro, mas sobretudo por não se ter descoberto que as divergências sexuais entre os presidentes não se prendiam com fotos de bestialidade. “Há que manter os padrões elevados!” disse-nos Rob Paladino, bis-bis-tetra-avô de Carl Paladino. Concordo plenamente. Se este senhor tivesse caído nas delicias da bestialidade como o ex-candiado Carl Paladino esta noticia tinha sido muito mais fácil de escrever e eu não teria de ter posto os leitores a fazerem as piadas. Raios parta aos que não apoiam a bestialidade. Animais, pá!
*Primeiro título demagógico na história do Jazigo. Achei por bem realçar isto. In your face Correio da Manhã!!!
2.1.11 | 0 comentários

O outro projecto destes dois dementes

O Jazigo das Notícias

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