Pois bem, o Titanic é o maior navio-cruzeiro transatlântico já visto até aos dias de hoje, 1912. Se bem que até aos dias de hoje ainda não se viu muita coisa, além de doenças, guerras, e doenças nas guerras. Mas este soberbo navio é claramente inovador, e os seus grandes comprimento e altura são só a ponta do iceberg: também é bastante rápido, tem 29 caldeiras, 159 fogões a carvão, quatro chaminés com 19 metros de altura, piscina a bordo, banhos turcos, bibliotecas e um tribunal. Para usufruir destas maravilhas podem ser transportadas mais de 3.500 pessoas. Indagado por este afamado e bonacheirão repórter do Jazigo, o comandante do navio colocou de lado qualquer hipótese de afundamento: “Não, isto tem tantas hipóteses de ir abaixo como de acontecer um romance cá dentro entre uma rapariga rica e um rapaz pobre, ou julgam que vão filmar alguma novela da TVI cá dentro?”.
Já os passageiros que tiveram a oportunidade de ser entrevistados por mim afirmaram que se sentem como “peixe dentro de água” quando passeiam pelo navio: “C’est magnifique, quase do tamanho da minha casa de férias”, disse uma jovem aristocrata chamada Rose DeWitt Bukatter. “Isto o que tem de melhor é aquele bar para afogar as mágoas”, afirmou por sua vez Jack Dawson, um jovem que tinha um aspecto demasiado duvidoso para estar em tal barco. Na minha opinião, e sem querer estragar a vida a ninguém (que isso é da inteira exclusividade de Suas Excelências os Primeiros-Ministros), mas este jovem deve ter ganho o bilhete da viagem numa partida de póquer.
E vou ter que finalizar pois o navio está prestes a partir. Além disso tenho que explicar novamente ao Ricky Martin porque não quero que ir com ele para a proa e gritar “Soy el rey del mundo, livin’ la vida loca!” enquanto lhe aperto os bíceps. Desejem-me uma boa viagem, e que o navio meta tanta água como meteu esta notícia. See you on the other side!


